Tecnologia
MCTI recebe representantes da Universidade Federal de Viçosa para discutir fortalecimento do TecnoPARQ
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) recebeu, nesta terça-feira (25), representantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e autoridades municipais para discutir estratégias de fortalecimento do Parque Tecnológico de Viçosa, o TecnoPARQ. O encontro teve como foco identificar oportunidades de cooperação, investimentos e políticas públicas que possam ampliar o impacto regional do primeiro parque tecnológico de Minas Gerais (MG).
A ministra Luciana Santos destacou a importância dos ambientes de inovação para o desenvolvimento científico e econômico do País. Ela ressaltou que o MCTI trabalha para estruturar políticas capazes de apoiar iniciativas como o TecnoPARQ, além de articular parcerias com outras pastas. “Estamos empenhados em fortalecer parques tecnológicos porque eles são fundamentais para o avanço da ciência e da inovação. Há políticas em andamento, como iniciativas de bioeconomia e uso de biodigestores, que dialogam diretamente com o ecossistema de Viçosa. Nosso objetivo é construir caminhos para atrair investimentos e ampliar as parcerias necessárias para que o parque continue crescendo”, afirmou a ministra.
Participaram da reunião o reitor da UFV, professor Demetrius David da Silva; a diretora-executiva do TecnoPARQ, Adriana Ferreira; o prefeito de Viçosa, Angelo Chequer; o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI (Setec), Daniel Almeida; e o representante da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Wadson Ribeiro.
Durante o encontro, Adriana Ferreira apresentou os resultados do TecnoPARQ e destacou o impacto social e econômico do parque para a Zona da Mata mineira. “O TecnoPARQ nasceu justamente para fortalecer essa interação e promover desenvolvimento econômico e social. Trabalhamos para gerar empregos qualificados, apoiar novas empresas de base tecnológica e ampliar a transferência de conhecimento para a sociedade. É um projeto que começou há mais de 20 anos e foi completamente abraçado pela cidade”, afirmou.
O secretário Daniel Almeida enfatizou a importância de mecanismos que ampliem a participação do setor privado no ecossistema de inovação. Segundo ele, o uso de instrumentos como a Lei do Bem pode estimular investimentos em pesquisa e desenvolvimento dentro dos parques tecnológicos. “Ambientes como o TecnoPARQ aproximam academia e empresas. Precisamos incentivar que o setor privado invista cada vez mais nessas iniciativas”, destacou.
Parcerias
A ministra também reforçou que o MCTI, por meio da Setec, acompanhará os próximos passos para apoiar o desenvolvimento do parque. “A Setec e nossa equipe seguirão como ponto focal para encaminhar os desdobramentos desta agenda e garantir que Viçosa possa avançar ainda mais nesse ecossistema”, completou.
Além disso, ela destacou que o fortalecimento do TecnoPARQ pode envolver ações interministeriais, especialmente com o Ministério das Cidades, para apoiar necessidades de infraestrutura urbana e territorial vinculadas ao avanço do parque. A articulação entre pastas, segundo ela, é essencial para alavancar projetos de inovação que impactam diretamente o desenvolvimento regional.
Tecnologia
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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