Tecnologia
MCTI promove colóquio de Economia Social e Solidária na França
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com a instituição de ensino superior francesa Conservatório Nacional de Artes e Ofícios (Cnam) e a Universidade Federal do Cariri (UFCA), promoveu, nos dias 10 e 11, o Colóquio Inovação na Formação e na Pesquisa em Economia Solidária e Gestão Social: Olhar Cruzado Brasil-França e Diálogo Sul-Norte Global, em Paris, na França.
“Cada representante, separadamente, já desenvolve diversos trabalhos de impacto para as tecnologias sociais. Mas é necessária a união entre as instituições para analisar criticamente e, assim, formar criticamente as pessoas nas áreas de economia social e solidária e é exatamente isso que debatemos no colóquio”, esclareceu o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda.
Com a participação de diversos especialistas e instituições de outras nações, durante os dois dias de evento, foram promovidas rodas de debates e conversas sobre os assuntos que cercam a Economia Social e Solidária (ESS).
“O colóquio surge de uma cooperação internacional entre o Brasil e a França, que busca conectar os estudos em economia social e solidária e avançar nas pesquisas sobre o assunto”, explica a professora do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UFCA, Waléria Menezes.
Um dos principais temas tratados foi a defesa da criação de uma especialização em ESS, que contou com uma palestra do secretário Inácio Arruda. “A economia solidária no Brasil precisa de uma formação e um mestrado nessa temática que possa formar os praticantes e os gestores públicos, aproveitando aquilo que eles têm de saber, de prática, de experiência, em diálogo com o conhecimento produzido nas universidades”, disse o também professor da UFCA, Jeová Torres.
Tecnologia
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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