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MCTI participa da abertura da Assembleia Geral da ONU sobre os 20 anos da Sociedade da Informação

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) participou, na terça-feira (16) e na quarta-feira (17), da Assembleia Geral das Nações Unidas dedicada à revisão dos 20 anos dos documentos e metas da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação (WSIS+20). O encontro marca um momento estratégico de avaliação dos avanços e desafios globais relacionados à governança da internet, à inclusão digital, e ao uso das tecnologias para o desenvolvimento sustentável. 

Para a coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil e representante do MCTI no evento, Renata Mielli, o compromisso do País está voltado para uma agenda digital baseada no diálogo multissetorial, na cooperação internacional e na redução das desigualdades. “Hoje, os desafios de redução das desigualdades no mundo passam por enfrentar as assimetrias digitais e estimular mecanismos para que os países tenham suas capacidades digitais desenvolvidas. É preciso fortalecer os mecanismos de participação multissetorial como espaços de amplo diálogo e aporte de subsídios, e, ao mesmo tempo, fortalecer os espaços de decisão multilateral, que precisam ser mais efetivos, inclusivos e transparentes”, afirmou.  

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O Brasil também se posiciona pela importância de tornar os fóruns mais efetivos, inclusivos e transparentes. A posição brasileira reflete a visão de que a governança digital deve combinar participação social, cooperação internacional e capacidade decisória dos Estados. 

Participação brasileira  

A contribuição brasileira para a discussão é construída desde o NetMundial +10, ocorrido em São Paulo (SP), em 2022. O evento resultou na Carta de São Paulo e nas Diretrizes Multissetoriais (Multistakeholder’s Guidelines), documentos que consolidaram os princípios para uma governança da internet mais inclusiva, participativa e orientada ao interesse público.  

O documento final do WSIS+20, em debate na ONU, registra a contribuição do Brasil ao mencionar o NetMundial +10 como um dos documentos de referência para as discussões.  

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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