Saúde

Maus hábitos alimentares e sedentarismo levam à obesidade

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Especialista aponta que mudança de estilo de toda família é fundamental para garantir uma vida saudável

A demonização de certos tipos de alimentos e gorduras boas a partir da década de 60 foi um dos fatores que ocasionou surtos de obesidade. Essa é a opinião do médico especialista em emagrecimento e longevidade do Hospital São Judas Tadeu, Arnaldo Patrício. Ele exemplifica que há meio século, acreditava-se que ovos, manteiga e banha eram ruins para a saúde e que a introdução de alimentos ricos em carboidratos na alimentação era incentivada. Combater esses mitos e estimular dietas equilibradas são temas a serem debatidos neste dia 11 de outubro, Dia Nacional de Prevenção da Obesidade.

“Os fast foods, os alimentos industrializados e a mudança de hábitos de vida provocaram uma epidemia de obesidade”, explica Patrício. “O intenso lobby da indústria alimentícia para vender mais produtos industrializados e inibir o consumo de verduras foi um verdadeiro crime contra a humanidade”, complementa.

O especialista explica que a gordura causa muitos problemas, pois produz citosinas que inflamam e predispõe o organismo a doenças como a hipertensão, doenças respiratórias, doenças psíquicas e emocionais, vários tipos de câncer e a diabetes tipo 2. “A diabetes expõe o indivíduo a doenças vasculares cerebrais, infartos, a perda da visão, a insuficiência renal, infarto. Isso ficou bem evidente na pandemia”, destaca.

O que pode levar uma pessoa a obesidade depende de muitos fatores, mas um estudo do Ministério da Saúde do ano passado apontou que 12,4% das crianças de 0 a 9 anos em Mato Grosso estão com excesso de peso.  Ou seja, uma a cada 10 crianças estão acima do peso.

Já dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que é realizado desde 2006 em todas as capitais e no Distrito Federal, aponta que Cuiabá é a segunda capital com maior número de homens obesos, com 25,4%, ou um a cada quatro homens. A Vigitel também demonstrou que o índice tem aumentado ao longo dos anos, o que indica pouca mudança em termos de comportamento de consumo.

Um exemplo é o consumo de refrigerantes. O estudo também revelou que as mulheres cuiabanas estão em terceiro lugar no consumo de refrigerante. De acordo com o levantamento, 15,3% das entrevistadas afirmaram consumir refrigerante mais de cinco vezes por semana.

Arnaldo Patrício observa que o comportamento dos adultos impacta diretamente nos hábitos alimentares de crianças e adolescentes. Todos devem ser tratados com a melhora do hábito alimentar. “Não adianta conversar com a mãe e à noite o pai chegar com refrigerante e um monte de pizza. É necessário tratar os pais, tratar somente os pequenos não adianta. Tem que ser a família inteira”, afirma.

Mudanças no estilo de vida

Não existe forma de se tratar o excesso de peso sem adotar um estilo de vida saudável, com menos consumo de alimentos calóricos e mais exercícios físicos.

Para crianças e adolescentes, modificar o estilo de vida significa mudar hábitos familiares, que muitas vezes são resultado de nossa forma de pensar. Por isso, é muito importante procurar um médico especialista que poderá indicar tratamentos auxiliares como acompanhamento psicológico, uso de medicamentos, entre outros.

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Saúde

Cardiologistas de todo o Brasil se reúnem em XXI Congresso de Cardiologia em Cuiabá

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Por Roberta Cassia

 

Entre os dias 21 e 23  de outubro, Cuiabá  será sede do XXI  Congresso de Cardiologia de Mato Grosso que vai reunir cardiologistas de todo o Brasil, estudantes e profissionais da saúde  para participarem de palestras, painéis e mesas redondas com temas variados e discussões atuais de métodos diagnósticos, medicamentos, novos equipamentos e tratamentos atuais na área de cardiologia e doenças associadas.

 

No dia 21 após a abertura, haverá a ‘Mesa Redonda:  Hipertensão Arterial’,  e  em seguida outra com o tema “Prevenção Primária de DAC”. Fechando a manhã haverá o “Simpósio Servier: Nova abordagem no controle da hipertensão”.

 

No período da tarde,   os  temas das mesas redondas serão ‘O estado da arte dos métodos complementares no diagnóstico da doença coronariana’ e ‘Técnicas intervencionistas na prevenção cardiovascular”. Haverá ainda o “Simpósio Abbot: As novas tecnologias em dispositivos implantaveis. Dos beneficios a redução de custos no ecossistema de saúde” e a “Assembleia Geral extraordinária da SBC-MT”.

 

No dia 22, haverá outras mesas redondas com os temas ‘Cardiologia da Mulher’ ,   ‘Dislipidemias’, ‘Insuficiência Cardíaca’ e ‘Arritmias Cardíacas, além dos simpósios “Novo Nordisk: Quais as evidências atuais para o uso dos AR GLP-1 na DCV?”, “AstraZeneca: Tratamento da ICFEr, o que há de novo?” e “Simpósio Lilly: Empaglifozina na Insuficiência Cardíaca”.

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No sábado, dia 23, o congresso traz a mesa redonda “Cardio Oncologia”  e  “Miscelânias”  além do “Simpósio Biotronik: Avanços tecnológicos e estimulação cardíaca fisiológica”.

 

“Teremos a participação de grandes nomes da cardiologia por teleconferência e presencialmente também. São temas atuais e ainda trazem discussões sobre as tecnologias recentes mais utilizadas nos tratamentos de doenças cardíacas nos grandes centros”, afirma o presidente do Congresso o cardiologista Marcos Tenuta.

 

O evento é uma realização da Sociedade Brasileira de Cardiologia de Mato Grosso (SBC-MT).

 

 

SERVÇO

 

O QUE? XXI Congresso de Cardiologia

 

QUANDO? Dias 21,22 e 23 de outubro a partir das 7h30

 

ONDE? Centro de Eventos Senai Cuiabá

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