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Mauro Mendes atende produtores e congela reajuste do Fethab até dezembro

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Por Alisson Gonçalves

Em meio a pressões do setor agropecuário, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, firmou um compromisso com a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) para congelar os reajustes da Unidade de Padrão Fiscal (UPF), índice que define o valor do Fethab contribuição obrigatória dos produtores rurais.

A medida valerá até o fim de 2025 e visa aliviar os custos do setor em meio à queda dos preços das commodities.

Durante viagem a Lisboa, onde participa do Fórum de Lisboa, Mendes anunciou o acordo ao lado do presidente da Aprosoja, Lucas Beber.

Ele argumentou que, diante do crescimento esperado na produção agrícola este ano, será possível manter os investimentos em infraestrutura mesmo sem o reajuste automático do fundo.

O valor atual da UPF, R$ 251,48, permanecerá inalterado até dezembro.

A decisão foi comemorada pela Aprosoja, que há quase dois anos negocia alternativas para conter o impacto financeiro do Fethab.

Segundo Beber, muitos produtores enfrentam prejuízos contínuos, especialmente os que trabalham com terras arrendadas. A entidade vinha recebendo críticas constantes sobre a correção semestral da taxa com base na inflação.

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O Governo do Estado deve enviar nos próximos dias o projeto de lei à Assembleia Legislativa, que já conta com apoio expressivo entre os deputados, inclusive do presidente da Casa, Max Russi (PSB).

A expectativa é que a proposta avance rapidamente.

Em nota, a Aprosoja destacou a importância da medida para evitar agravamento da crise financeira no campo, defendendo que a contribuição ao Fethab não pode ser um fator de desequilíbrio num cenário de retração econômica.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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