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Mauro Mendes  anuncia que Mauro Carvalho não retorna a Casa Civil e a permanência de Fábio na pasta até que se defina ou não pela candidatura a prefeito de Cuiabá

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Da Redação

 

O governador Mauro Mendes reuniu a impressa na tarde desta sexta-feira 19.01, para anunciar o não retorno do empresário e suplente de Senador Mauro Carvalho ao seu staff na da Casa Civil do Estado de Mato Grosso. E confirmou a titularidade da pasta ao deputado federal licenciado Fabio Garcia.

Carvalho havia deixou a Casa Civil  em agosto de 2023, para assumir a cadeira  no Senado Federal, enquanto o senador Welligton Fagundes (PL),  titular realizasse uma serie de exames, por conta de um tratamento de saúde. Portanto com o retorno de Wellington ainda em novembro, Mauro Carvalho não voltou para a pasta e foi cuidar de suas empresas e negócios e da família.

Desde então havia uma expectativa de que Mauro Carvalho retornasse ao posto no governo no início de 2024, o que não aconteceu.  E nesta sexta o governador anunciou que Fabio Garcia continua como titular da pasta no governo do estado. O que fortalece Fabio Garcia como candidato a prefeito de Cuiabá. E se despediu lamentando que Mauro Carvalho não teria mais interesse de retornar ao governo.

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“Todos sabem que o Mauro tem uma trajetória empresarial aí de quase 40 anos aqui na cidade de Cuiabá. Havia uma expectativa de ele retornar a partir do dia 1º de janeiro, nós conversamos  na viagem que  tivemos alguns dias juntos. E ele me colocou com muita clareza um desejo que ele estava tendo de poder se dedicar um pouco mais a atividade empresarial”.  Disse o governador. 

Fabio Garcia Assumiu a chefia da Casa Civil em detrimento ao afastamento de Carvalho para ocupar a cadeira de senado.  E para fortalecer seu nome dentro do União Brasil como pré-candidato à prefeitura de Cuiabá.

Para Mauro Mendes até que se defina esta questão interna dentro da sigla Fabio Garcia irá continuar no comando de uma das maiores pastas no governo do estado. E garantiu que se a definição de Garcia for ela candidatura a prefeito, ele  irá deixar de vez o comando da pasta. “E que se a definição for por Eduardo Botelho, aí nós vamos ver se ele (Fabio), vai ter o interesse ou não de continuar na Casa Civil”. Destacou.

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Enquanto essa definição não acontece, Gisela Simona continua na Câmara Federal ocupando a cadeira de deputada no lugar de Garcia.

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Wanderley Cerqueira abre investigação e condiciona decisão da Câmara à perícia oficial sobre escândalo dos áudios vazados em VG, VEJA

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JB News

Da redação

 

Crise política se agrava em várzea grande com suspeita de escuta clandestina e guerra entre poderes

A crise política em Várzea Grande se intensificou nos últimos dias e expôs um cenário de forte instabilidade institucional entre o Executivo e o Legislativo municipal. O ambiente já era considerado sensível desde o início da atual gestão, mas ganhou novos contornos após a renúncia do vice-prefeito Sebastião dos Reis, o Tião da Zaeli, e, mais recentemente, com a revelação de suspeitas de escuta clandestina dentro do gabinete da prefeita Flávia Moretti, além da circulação de áudios que passaram a repercutir nos bastidores políticos e nas redes sociais.

O episódio envolvendo o suposto monitoramento dentro da sede do Executivo elevou o nível de tensão política na cidade industrial. De acordo com informações apuradas, a prefeita acionou autoridades após identificar um objeto suspeito em seu gabinete, o que levantou a hipótese de interceptação ambiental irregular. A Polícia foi comunicada e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi chamada para analisar o material e verificar sua natureza. Até o momento, não há divulgação oficial sobre o resultado dessa análise.

Paralelamente, áudios atribuídos a interlocuções internas da gestão municipal começaram a circular amplamente, com conteúdos que mencionam tratativas políticas, possíveis articulações institucionais e críticas a membros do Legislativo. A autenticidade do material, no entanto, ainda não foi confirmada por órgãos oficiais, nem há identificação formal dos autores das gravações.

Diante da repercussão, a Câmara Municipal convocou uma coletiva de imprensa para tratar do caso. O presidente do Legislativo, Vanderley Cerqueira, afirmou que a Casa irá instaurar procedimento para solicitar perícia técnica nos áudios antes de qualquer deliberação.

“Nós vamos pedir uma perícia técnica nesses áudios, até para ter a comprovação de forma correta e verdadeira. A gente precisa ter responsabilidade para não acusar ninguém injustamente”, declarou.

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O presidente também ressaltou, logo no início da coletiva, a necessidade de cautela por parte de agentes públicos diante da repercussão do caso. “A gente sendo pessoa pública, tem que medir as palavras. Esses áudios já estão circulando, mas nós vamos agir com responsabilidade”, afirmou.

Questionado sobre denúncias envolvendo suposta oferta de vantagens indevidas, o presidente afirmou que teve conhecimento apenas por meio da imprensa e que não há, até o momento, registro formal na Câmara.

“Eu tomei conhecimento pela imprensa. Não chegou nada oficialmente até a Casa”, disse.

Ao ser perguntado sobre possíveis providências antes da conclusão da perícia, Vanderley Cerqueira reforçou que a Câmara não irá se antecipar. “Nós queremos a veracidade dos áudios para tomar uma posição. Sem perícia, não podemos agir.”

Sobre a origem das gravações, o presidente afirmou não haver elementos técnicos que confirmem se o conteúdo foi obtido por meio de escuta no gabinete da prefeita ou em outro ambiente. “Só a perícia pode esclarecer isso”, pontuou.

Em relação à possibilidade de medidas administrativas ou políticas mais severas, como eventual processo de cassação, o presidente destacou que qualquer decisão dependerá da confirmação dos fatos e do devido processo legal. “Isso depende da Justiça. Primeiro precisamos da veracidade para depois tomar uma posição”, declarou.

Durante a coletiva, também foram abordadas falas atribuídas à prefeita que mencionariam articulações políticas envolvendo vereadores. O presidente reiterou que não é possível confirmar a autoria sem análise técnica. “Precisamos comprovar de quem é a fala antes de qualquer julgamento.”

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Sobre o teor dos áudios que circulam, afirmou que, caso sejam confirmados, o conteúdo é considerado grave. “Se aquilo for verdade, é muito grave e precisa ser tratado com responsabilidade”, disse.

Questionado sobre a relação entre os poderes, Vanderley Cerqueira afirmou que a Câmara mantém sua atuação institucional e que não há impedimentos na tramitação de projetos. “A Câmara tem aprovado os projetos do Executivo. Não há impedimento nas votações”, declarou.

Ao abordar as acusações envolvendo possíveis negociações políticas dentro do Legislativo, afirmou que não há confirmação oficial e que cada parlamentar responde individualmente por suas condutas. “Cada um responde por si”, disse.

O presidente também destacou que, após a conclusão da perícia, os vereadores deverão se reunir para definir os encaminhamentos. “No momento em que tivermos a perícia, vamos reunir os vereadores e tomar uma decisão com base em fatos concretos”, afirmou.

Até o momento, não há confirmação pública sobre a abertura de inquérito específico para investigar o conteúdo dos áudios. A análise do suposto dispositivo encontrado no gabinete da prefeita segue sob responsabilidade técnica da Politec, que deverá indicar se houve, de fato, interceptação irregular.

Caso seja constatada a existência de escuta clandestina, o caso poderá ser encaminhado para investigação criminal. Por outro lado, se os áudios não tiverem autenticidade comprovada, a apuração poderá avançar para eventual responsabilização pela produção ou disseminação de conteúdo falso.

O caso permanece em apuração e depende dos resultados técnicos para definição de eventuais medidas administrativas ou judiciais.

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