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Mato Grosso vai sediar a 1ª Exposição Internacional de Máquinas Agrícolas da China

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O Estado de Mato Grosso vai sediar, entre os dias 26 e 28 de novembro, a 1ª Exposição Internacional de Máquinas Agrícolas da China (Ciame) no Brasil. O evento, que ocorre em Primavera do Leste, marca os 50 anos das relações diplomáticas do Brasil com a China.

A exposição, organizada pelo Ministério de Comércio da República Popular da China e executada pela empresa Nanguang, conta com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e busca apresentar as inovações tecnológicas mais recentes desenvolvidas no país na área de agricultura digital e inteligente.

O objetivo da exposição também é fomentar a troca de conhecimento entre empresários e produtores rurais dos países sobre tendências e desafios do ramo, além de apresentar as inovações tecnológicas mais recentes desenvolvidas no país para o setor do agronegócio.

O evento será realizado no estacionamento da empresa chinesa LongPing High-Tech, com mais de 30 empresas expositoras. A entrada é gratuita.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, ressaltou que a escolha de Mato Grosso para sediar o evento demonstra a importância do papel e a boa imagem do Estado no cenário global.

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“Este evento é uma oportunidade para continuar fortalecendo a imagem mato-grossense. Nossa agricultura é uma das mais produtivas e inovadoras do mundo. Eventos como esse são fundamentais para impulsionar a troca de experiências e o avanço tecnológico no setor. Estamos muito satisfeitos em apoiar a Exposição Internacional de Máquinas Agrícolas da China, que certamente será um marco para o desenvolvimento econômico do Estado e para o estreitamento de laços comerciais entre o Brasil e a China”, afirmou César Miranda.

O secretário destacou ainda que eventos como esse fazem parte do trabalho de internacionalização do Estado, realizado pela Sedec. O Governo de Mato Grosso busca tornar os produtos agrícolas mato-grossenses ainda mais competitivos no mercado global para consolidar a exportação das commodities e estimular seu desenvolvimento econômico.

Fonte: Governo MT – MT

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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