SUSTENTABILIDADE
Mais MT vai investir R$ 156 milhões no combate às queimadas, desmatamento ilegal e regularização de imóveis rurais
O programa Mais MT foi lançado em outubro pelo governador Mauro Mendes e compreende 12 eixos que atendem demandas prioritárias. O programa conta com recursos na ordem de R$ 9,5 bilhões em investimentos públicos durante a gestão (2019-2022)
Evelyn Ribeiro
O meio ambiente, setor tão castigado este ano devido à ação humana, receberá atenção especial do Governo de Mato Grosso por meio do programa Mais MT. A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) contará com investimentos de R$ 156 milhões, que serão destinados para ações preventivas de combate aos incêndios florestais, desmatamento ilegal, projetos de zoneamento e regularização de imóveis rurais (CAR), assim como a execução de planos de manejo em unidades de conservação.
“Todas as atividades que a secretaria entrega para os cidadãos serão melhoradas com os investimentos do programa Mais MT. As nossas unidades de conservação também receberão recursos para a sua implementação. É importante o cidadão entender que para uma unidade de conservação cumprir o seu papel, ela precisa estar oficialmente implementada”, explicou a secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema), Mauren Lazzaretti.
O cronograma de atividades voltadas ao meio ambiente apresenta ainda propostas para o Sema Digital que prevê o investimento de R$ 25 milhões em regularização dos imóveis rurais (car), eficiência na outorga de recursos hídricos, eficiência no licenciamento ambiental, responsabilização ambiental revisão, modernização e desburocratização da legislação ambiental.
O MT Mais Sustentável utilizará R$ 50 milhões para estruturar e implantar unidades de conservação existentes, regularização fundiária das unidades de conservação, planos de manejo das unidades de conservação e programa de concessão de unidades de conservação.
O Desmatamento Ilegal Zero será responsável por ampliar o monitoramento e a fiscalização eficiência nas autorizações legais eficiência na responsabilização. O investimento será de R$ 45,8 milhões.
O item MT é Diferente propõe R$ 31 milhões em ações de combate às queimadas ilegais, ações de conservação ambiental, divulgação dos ativos ambientais, plano estruturado de comunicação ambiental. Outros recursos de R$ 4,2 milhões serão utilizados para estudos e aprovação de projetos de zoneamento socioeconômico e ecológico.
“Este investimento vem preparando o Estado para esta atividade que não se realizou nos últimos 20 anos. Será um marco, um diferencial para a política ambiental em Mato Grosso. A concretização do zoneamento ambiental é essencial para que a gente possa utilizar de forma adequada nossos recursos naturais – conciliando atividade econômica, social e meio ambiente”, concluiu a secretária.
O programa Mais MT foi lançado em outubro pelo governador Mauro Mendes e compreende 12 eixos que atendem demandas prioritárias nos setores da Segurança; Saúde; Educação; Social e Habitação; Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda; Infraestrutura; Turismo; Cultura, Esporte e Lazer; Simplifica MT; Eficiência Pública; Meio Ambiente; Agricultura Familiar e Regularização Fundiária.
O programa conta com recursos na ordem de R$ 9,5 bilhões em investimentos públicos durante a gestão (2019-2022).
SUSTENTABILIDADE
Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas
O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.
Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)
Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.
Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.
O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.
A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.
O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.
As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
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