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Mãe de vítimas da chacina em Sinop emociona júri com relato no julgamento do acusado

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Da Redação

Na manhã desta terça-feira,15, em Cuiabá, começou o julgamento de Edgar Ricardo de Oliveira, acusado pela chacina ocorrida em fevereiro de 2023 em Sinop, que resultou na morte de sete pessoas, incluindo uma menina de 12 anos.

O julgamento é presidido pela juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, com a acusação representada pelo promotor de Justiça Herbert Dias Ferreira e a defesa a cargo do defensor público Ricardo Bosquesi.

Raquel Gomes de Almeida, mãe de Larissa Frazão de Almeida, uma das vítimas, e esposa de Getúlio Rodrigues Frasão, também assassinado no crime, foi a primeira testemunha a depor.

Em meio às lágrimas, ela relatou os detalhes trágicos do dia, descrevendo como sua filha tentou fugir e foi atingida pelas costas.

Raquel, agora sozinha após perder a filha e o marido, clama por justiça, desejando que o acusado permaneça preso para pagar pelos crimes.

O crime ocorreu após uma série de desentendimentos envolvendo jogos de apostas, resultando na execução das vítimas por Edgar e seu comparsa, Ezequias Souza Ribeiro, que foi morto em confronto com a polícia no dia seguinte ao crime.

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“Brutalidade evidencia periculosidade”, decide juiz ao manter preso acusado de matar ex com tiro no peito em propriedade rural na divisa de MT

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por Nayara Cristina

O assassinato da empresária Lidiane de Fátima Vilela, de 44 anos, ocorreu dentro de uma propriedade rural isolada no município de Baliza, na divisa com Mato Grosso, cenário que pesou diretamente na decisão da Justiça mato-grossense ao decretar a prisão preventiva do ex-companheiro, Rogério Henrique Cavalcante dos Santos. O crime foi registrado no sábado (18), e o suspeito acabou localizado poucas horas depois em Torixoréu, após fugir do local.

Segundo a investigação, a vítima foi baleada na região do peito dentro da fazenda, uma área afastada, sem presença de testemunhas próximas, o que reforça a gravidade da ocorrência. Após o disparo, o acusado deixou a propriedade rural e cruzou a divisa entre os estados de Goiás e Mato Grosso, sendo detido posteriormente.

Na audiência de custódia realizada no domingo (19), em Barra do Garças, o juiz Michell Lotfi Rocha da Silva decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva. Ao justificar a medida, ele destacou: “tal brutalidade, somada ao fato de o crime ter sido cometido em uma propriedade rural isolada, evidencia a periculosidade social do agente”.

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O magistrado também apontou que a fuga logo após o homicídio, com a travessia entre estados, demonstra tentativa de evitar a responsabilização penal, o que reforça a necessidade da prisão. Além disso, levou em consideração o histórico do investigado, que já possui registro envolvendo arma de fogo.

Na avaliação do juiz, a soma desses fatores — violência do crime, local isolado, evasão após o fato e possível reincidência — sustenta a manutenção da prisão para garantia da ordem pública e da aplicação da lei.

Com a decisão, foi determinada a comunicação ao Judiciário de Goiás, estado onde o crime ocorreu, para os procedimentos legais de transferência do acusado. O caso segue sendo investigado como feminicídio.

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