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Lobista é transferido para penitenciária federal após STF apontar risco de morte

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Por Nayara Cristina

O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, considerada a unidade prisional mais segura da América Latina.

A decisão foi tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A defesa de Gonçalves havia solicitado que ele fosse levado a um presídio em Mato Grosso, mas o pedido foi rejeitado.

Os advogados também argumentaram que ele deveria cumprir pena em regime domiciliar devido a problemas de saúde, mas essa solicitação não foi atendida.

Para a PGR, a remoção para um presídio federal era necessária devido à gravidade do caso e ao risco que ele corria em uma unidade estadual.

Desde sua prisão, em 26 de novembro, Andreson estava na Penitenciária Central do Estado, onde ocupava uma cela isolada.

Segundo sua defesa, as condições eram insalubres e representavam uma forma de tortura. O STF, no entanto, tem rejeitado sucessivos pedidos de soltura ou transferência feitos pelos advogados do lobista.

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Gonçalves é acusado de integrar um esquema de venda de decisões judiciais e informações privilegiadas, envolvendo advogados, servidores públicos e magistrados.

As investigações, conduzidas no âmbito da Operação Sisamnes, também levaram ao afastamento dos desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

A influência de Andreson no esquema era significativa, sendo ele apontado como intermediário em negociações ilícitas.

Além disso, ele é citado como o principal lobista do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023.

Na decisão que determinou a transferência para Brasília, o ministro Zanin destacou a complexidade do esquema criminoso e o risco de reincidência, justificando a necessidade de manter Gonçalves sob custódia em uma unidade de segurança máxima.

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Homem confessa sexo com cachorro em zona rural de MT c vira alvo de investigação da Polícia Civil

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por Emerson Teixeira

Foto : PC-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso identificou um homem de 32 anos investigado por um caso de zoofilia e maus-tratos a animal na zona rural de Santo Antônio de Leverger. A apuração é conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), que instaurou inquérito para responsabilizar o suspeito e reunir provas sobre o crime.

As investigações tiveram início após a circulação de um vídeo nas redes sociais, no qual o homem aparece abusando sexualmente de um cão de porte médio. A repercussão das imagens levou à identificação do suspeito, que posteriormente compareceu à delegacia acompanhado de advogado e admitiu a prática criminosa.

Segundo a Polícia Civil, o investigado já possui histórico criminal, com condenações anteriores por roubo e estupro de vulnerável, além de fazer uso de tornozeleira eletrônica. A reincidência em crimes graves acende alerta sobre o perfil do suspeito e reforça a gravidade do caso.

Durante diligências realizadas nas proximidades da BR-364, na área rural onde o fato ocorreu, os policiais encontraram o imóvel fechado, com dois animais mantidos amarrados do lado externo. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para coletar material biológico no animal vítima, que passará por exames para subsidiar o inquérito.

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O cão recebeu atendimento com apoio do setor de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Cuiabá, que garantiu assistência veterinária e acompanhamento após os maus-tratos.

A conduta investigada se enquadra no crime previsto na legislação ambiental brasileira, especialmente após o endurecimento das penas com a chamada Lei Sansão (Lei nº 14.064/2020), que estabelece reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda, quando o crime envolve cães ou gatos.

A Polícia Civil reforça que denúncias são essenciais para combater crimes dessa natureza. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone 197 ou diretamente à Dema.

O caso segue sob investigação e deve avançar com base nos laudos periciais e demais elementos coletados, podendo resultar em responsabilização criminal mais ampla diante do histórico do investigado.

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