EDUCAÇÃO
Lançado Guia de Mediações Pedagógicas para Recomposição
O Ministério da Educação (MEC) promoveu, nesta quinta-feira, 19 de março, um encontro para lançar o Guia de Mediações Pedagógicas. O material foi criado como parte do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, a partir de parceria com o Instituto Reúna, e tem por finalidade orientar redes municipais, estaduais e distrital de ensino na organização, implementação e acompanhamento de ações pedagógicas voltadas à superação das defasagens educacionais. Para isso, estão expostas no documento orientações práticas focadas na transformação de diagnósticos educacionais em iniciativas concretas e eficazes.
Além disso, o guia também propõe caminhos para a organização da mediação pedagógica em diferentes níveis do sistema educacional, – desde as secretarias de educação até as escolas –envolvendo equipes gestoras, professores e demais profissionais da educação. A proposta busca fortalecer o diálogo entre diagnóstico, planejamento, ação pedagógica e acompanhamento, contribuindo para que as redes desenvolvam estratégias mais efetivas para recuperar e ampliar as aprendizagens dos estudantes.
“Na educação básica, muitas vezes, encontramos turmas com uma diversidade muito grande no alcance de aprendizagem, nas quais os professores enfrentam o desafio de ter que conciliar esses diferentes níveis educacionais”, explicou a coordenadora de Estratégia da Educação Básica do MEC, Daiane Lopes. “O guia, portanto, atravessa todos os níveis da educação básica e busca orientar as redes no processo de mediação pedagógica quando forem encontradas defasagens ao longo do percurso escolar dos estudantes. Assim, o documento permite transformar as evidências encontradas em ações concretas dentro das escolas”.
O webinário foi realizado com apoio da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), por meio do Canal Conviva Educação, e está disponível no canal do YouTube do MEC. Com o lançamento, o MEC amplia o conjunto de ferramentas disponíveis para as redes de ensino, fortalecendo o trabalho pedagógico nas escolas e contribuindo para garantir o direito de todos os estudantes à aprendizagem.
Participantes – Também estiveram presentes no encontro a dirigente municipal de Educação do município de Anicuns; a presidente da Undime Goiás, Anderlúcia Castro; e o gerente de Inovação e Desenvolvimento do Instituto Reúna, Thiago Monteiro.
Pacto – O Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens foi criado para auxiliar estados, municípios e o Distrito Federal na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica que apresentam defasagens educacionais. A política é construída de forma colaborativa com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O Pacto busca garantir que esses estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade, reduzindo desigualdades e fortalecendo a equidade no ensino.
O Pacto surge como uma resposta articulada ao desafio histórico de oferecer educação de qualidade para todos e ao agravamento desse problema ocasionado pela pandemia de Covid-19. A política estrutura ações para garantir que crianças, adolescentes e jovens recomponham conhecimentos e habilidades, progredindo em sua trajetória escolar de forma eficaz e sustentável.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
MEC fará seminário sobre política de educação superior
Com o intuito de construir diretrizes para a formulação da Política Nacional de Educação Superior (Pneds), o Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), promoverá o Seminário Pneds, com o tema “Educação Superior como Política de Estado: fundamentos, objetivos e compromissos institucionais”. O objetivo é escutar especialistas e a sociedade para a elaboração da política, com ênfase na diversidade, equidade e inclusão. O encontro ocorrerá na sexta-feira, 17 de abril, das 8h às 13h (horário de Brasília), no Plenário do Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília (DF).
Estão confirmadas as presenças do secretário de Educação Superior, Marcus David; da secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo; da diretora de Desenvolvimento Acadêmico da Sesu, Lucia Pellanda; e do diretor de Políticas de Acesso à Educação Superior, Adilson Carvalho. A mediação será feita pelo coordenador-geral de Políticas Estudantis da Sesu, Artur Araujo.
O evento contará também com a presença de estudantes, docentes e técnicos-administrativos, gestores de instituições de educação superior, pesquisadores, especialistas, representantes de movimentos sociais, da sociedade civil e de órgãos governamentais e de participação social. O seminário integra uma série de atividades de escuta, com participação social, que estão acontecendo desde agosto de 2025, visando à formulação da política.
A programação conta com as palestras “Educação Superior Indígena: diversidade sociocultural e políticas educacionais” e “Povos Quilombolas e Educação Superior: reconhecimento, inclusão e justiça educacional”. Essa última discutirá a educação superior a partir do reconhecimento dos direitos dos povos quilombolas, da valorização de seus saberes tradicionais e epistemologias próprias, da necessidade de revisão curricular, incluindo disciplinas obrigatórias, metodologias inclusivas e estratégias institucionais para o enfrentamento da reprovação, evasão e abandono.
Outra palestra será “Relações Étnico-Raciais e Educação Superior: desafios e perspectivas institucionais”. Nela, será analisada a educação das relações étnico-raciais na educação superior, com ênfase na incorporação de epistemologias negras nos currículos, na obrigatoriedade de disciplinas específicas e no enfrentamento de práticas acadêmicas excludentes que naturalizam a reprovação e aprofundam desigualdades, especialmente para estudantes cotistas e negros.
A programação inclui, ainda, a palestra “Pessoas com Deficiência na Educação Superior: acessibilidade, inclusão e responsabilidade institucional”, que abordará a inclusão de pessoas com deficiência na educação superior, com foco na acessibilidade, revisão de práticas avaliativas, metodologias de ensino inclusivas e superação da cultura acadêmica que associa qualidade à exclusão, com responsabilização institucional pelos resultados acadêmicos e pelo sucesso estudantil.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação
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