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Laboratório da UEL investiga e monitora o clima no Estado

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O Laboratório de Pesquisas em Climatologia Geográfica (LabClima) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) vai destinar cerca de R$ 1 milhão para o desenvolvimento de pesquisas dentro do projeto “Implantação do Núcleo de Inteligência Territorial (NIT) – Monitoramento e análise da variabilidade e tendências climáticas”. O projeto visa analisar a variação do clima e suas tendências no Oeste do Paraná, além da bacia de contribuição direta do Paraguai. O objetivo é identificar áreas sensíveis aos impactos de eventos climato-meteorológicos extremos.

A pesquisa é resultado da parceria com o Núcleo de Inteligência Territorial (NIT), que é associado à Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI), localizada em Foz do Iguaçu, que repassa os recursos. O núcleo contempla pesquisas sobre a variabilidade climática, principalmente da região de abrangência do Lago de Itaipu.

Segundo Deise Fabiana Ely, professora que coordena LabClima, do Departamento de Geociências, do Centro de Ciências Exatas (CCE), o convite para integrar o Núcleo de Inteligência é muito importante para a universidade. “Isso mostra que os braços da UEL vão muito além da região Norte do Paraná”, ressalta.

Há cinco anos em atividade na UEL, o LabClima promove estudos que relacionam a variabilidade climática com a superfície terrestre, principalmente na escala do Paraná. O objetivo, segundo a coordenadora, é analisar as diversas variáveis climáticas, como chuva e temperatura, a fim de traçar tendências sobre as características climáticas do Estado.

O LabClima foi criado para contribuir com o desenvolvimento das pesquisas dos alunos de graduação e pós-graduação do curso de Geografia. Segundo Denise, o laboratório não produz dados climáticos. Por isso, os pesquisadores utilizam informações do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Agência Nacional de Águas (ANA) e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) como base para suas análises, que compreendem longos períodos.

Como a base de dados que o LabClima dispõe é de 1976, os estudos já existentes correspondem aos últimos trinta anos. Entre eles estão a identificação de áreas sujeitas aos eventos extremos no Estado, variação das chuvas e identificação de possíveis tendências, além do levantamento da situação ambiental das bacias hidrográficas urbanas de Londrina, cujo objetivo é facilitar as ações de intervenção, preservação e prevenção da Secretaria de Meio Ambiente.

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Para fazer as análises, três orientandos de doutorado e oito alunos de graduação que participam das atividades do laboratório contam com computadores e miniestações meteorológicas. Eles coletam dados de temperatura, umidade relativa do ar, velocidade dos ventos, altitude e pressão.

GANHO – Na avaliação da professora, o Laboratório de Climatologia é uma conquista para os estudantes. “Eles têm um ganho muito bom em termos pedagógicos com o aprendizado de diversas técnicas. Também ampliam os conhecimentos que adquirem no curso de Geografia. O laboratório busca a formação de pessoas para a pesquisa em climatologia”, pontua.

Futuramente, o Laboratório de Climatologia pretende ampliar a divulgação das pesquisas que realiza no site da universidade. “A ideia é reunir previsões do Brasil e do Paraná para, em seguida, desdobrar as análises para o Norte do Paraná”, comenta a professora.

Para o próximo ano, uma das metas é publicar trabalhos que serão apresentados pelos alunos da graduação, que participam do LabClima, no 14° Simpósio Brasileiro de Climatologia Geográfica. O evento será neste mês de novembro em João Pessoa, na Paraíba. Outro objetivo é levar trabalhos para o 33° Colóquio Internacional da Associação Internacional de Climatologia, que ocorrerá em julho, na França. A participação nos eventos, segundo ela, permite absorver novos conhecimentos e a troca de experiências.

PARCERIA – A coordenadora destaca que os estudos do LabClima sobre a variabilidade da chuva em Londrina têm contribuído com o projeto de extensão Sacolas Camponesas, desenvolvido no assentamento Eli Vive.

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As atividades desenvolvidas pelas agricultoras exigem análises mais detalhadas sobre a disponibilidade das chuvas no assentamento. Em razão disso, foram instalados termohigrógrafos, aparelhos que registram as temperaturas e a umidade relativa do ar, e pluviômetros, instrumentos usados para coletar e medir as chuvas, em oito lotes do assentamento, para que as agricultoras pudessem registrar a quantidade de chuva, a partir de um treinamento que tiveram com a professora.

As análises visam contribuir para que as camponesas escolham os cultivos mais adequados em relação aos períodos de maior ou menor necessidade de água. Também auxiliam no mapeamento da captação de água da chuva para ser utilizada em épocas de estiagem, o que depende de investimento na construção de cacimbas ou cisternas nos lotes.

CLIMA – Estudos realizados com dez estações meteorológicas têm mostrado a recorrência de noites mais quentes em algumas áreas do Paraná, sobretudo após o ano 2000. Isso significa uma tendência de elevação das temperaturas mínimas. De acordo com a professora, o fenômeno pode significar mudanças climáticas apenas se permanecer nos próximos anos.

Ela alerta que nesta época do ano, a partir de setembro, são recorrentes os episódios de vendaval e chuvas concentradas em Londrina. Contudo, Deise ressalta que isso faz parte da característica climática da cidade. O principal, acrescenta, é dedicar atenção à infraestrutura urbana no que diz respeito ao serviço de podas de árvores ou eliminação daquelas que não estão saudáveis. Também é importante atenção com a limpeza das galerias pluviais e bueiros para evitar inundações, uma vez que as chuvas são previstas.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
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Deputado Claudinei visita Associação dos Pacientes Oncológicos de Rondonópolis

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Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) esteve na sede da Associação dos Pacientes Oncológicos de Rondonópolis (APOR), nesta sexta-feira (7), para conhecer os trabalhos e projetos desenvolvidos pela instituição que atende a população das regiões sul e sudeste de Mato Grosso. O vice-presidente Adevaldo Narciso da Costa e a gestora Silvana Faustino Santana da entidade receberam e deram as informações necessárias ao parlamentar.

“Conhecemos os trabalhos preventivos que são feitos, exames como o ultrassom para prevenção ao câncer de mama, sendo que todos os encaminhamentos vão para a Santa Casa de Rondonópolis. Conhecemos toda a estrutura física, como a Casa de Apoio que tem poucos lugares para receber pacientes e familiares e os Centros de Imagens e Prevenção que garantem um atendimento humanizado ao público”, detalha Claudinei.

Casa de Apoio

De acordo com Adevaldo, a entidade é sem fins lucrativos, de caráter beneficente e assistencial, que depende do apoio voluntário e de parcerias para conseguir obter recursos para a manutenção do atendimento ao público. “Hoje, precisamos de uma Casa de Apoio com 60 lugares para abrigar os pacientes e familiares e contamos com o apoio do deputado Claudinei”, comenta o vice-presidente.

A atual Casa de Apoio da instituição existe desde 2010, com capacidade para abrigar 23 pessoas. Segundo Silvana, a APOR tem um projeto que foi orçado em R$ 1,6 milhões para a construção de um novo espaço, em terreno de cerca de 1 mil m², para ampliar a quantidade de lugares aos pacientes e familiares que não residem em Rondonópolis. “O espaço atual está sendo revitalizado e reformado com o apoio da Lions Clube de Rondonópolis. Só que o espaço é muito pequeno. Terminamos de pintar e colocamos móveis”, explica.

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“Vou continuar na luta para ter um espaço para atender este público que não mora em Rondonópolis e precisa ter assistência necessário para o tratamento oncológico. Com o Centro de Radioterapia da Santa Casa, o propósito é atender os municípios das regiões sul e sudeste, como, também, do Vale do Araguaia, que resultará em 25 cidades. Vamos buscar os recursos necessários, seja por meio da Assembleia Legislativa, emendas parlamentares e pelo Consórcio Regional de Saúde Sul de Mato Grosso (Coress)”, diz o parlamentar.

Estrutura

Silvana também apresentou o Centro de Imagens que é um espaço para a realização de mamografias, em que os pacientes recebem almoço e café da manhã, fazem consultas, biopsias e, conforme aqueles que realizam quimioterapia, a Associação providencia os cateteres.

Ela explica que, no ano de 2012, foi firmada a parceria com a Santa Casa de Rondonópolis, onde foi construído no segundo andar da unidade hospitalar 18 apartamentos, centros cirúrgicos, instalação de 42 leitos, aquisição de móveis e equipamentos que foram investidos pela Associação. “Agora, este andar atende casos de pacientes com Covid-19 e tudo foi restruturado para o terceiro andar. A parceria continua. O Centro de Prevenção, com fisioterapia, nutricionistas e psicólogo, agora é na APOR por causa da Covid-19. Antes era na Santa Casa”, esclarece a gestora.

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Entidade – A APOR foi fundada em 2009 e é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). Outros projetos que visam o acolhimento e atendimento humanizado pela instituição envolvem os trabalhos de voluntários como o projeto “Doutores da Alegria”, distribuição de cestas básicas, doação de cabelos para a produção perucas, prótese de silicone que são inseridos em sutiãs, lenços para a cabeça, entre outras iniciativas que visam contribuir com a auto-estima das mulheres. Neste ano, a unidade teve 20 novos casos de pacientes com câncer e 29 estão sendo acompanhados e foram diagnosticados no ano passado.

Fonte: ALMT

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