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Kalil Baracat garante apoio à agricultura familiar

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O setor ajuda a aquecer a economia local sendo uma aliada da Prefeitura Municipal uma vez que a maioria dos produtos hortifrutigranjeiros é utilizada na merenda escolar.

Por: katia Passos

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Os pequenos produtores rurais do Assentamento Sadia 1 – localizado há 40 quilômetros da região central e que fazem parte da agricultura familiar – terão a oportunidade de ampliar sua produção e competir no mercado comercial, a partir da capacitação da comunidade, treinamentos específicos para cada setor produtivo além de captação de recursos por meio de linhas de financiamentos. O compromisso foi firmado pelo prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, em visita à localidade.

“A nossa gestão tem interesse em alinhar e ampliar parcerias e serviços em prol desta comunidade que trabalha diretamente com a agricultura familiar. Sabemos que os pequenos produtores têm certa dificuldade em aumentar a sua produção, justamente porque não é fácil competir no mercado comercial. Como gestor vou me empenhar no que for possível, e dentro da capacidade financeira do município, essa comunidade, no processo de desenvolvimento para que possam trabalhar e alcançar melhores resultados”, garantiu o prefeito.

Kalil Baracat disse que reconhece a importância da agricultura familiar e de subsistência e, setor este que ajuda a aquecer a economia local e que se tornou uma aliada da Prefeitura Municipal uma vez que a maioria dos produtos hortifrutigranjeiros é utilizada na merenda escolar.

A primeira parada da comitiva, que contou com a presença do Secretário de Estado de Agricultura e Assuntos Fundiários, Silvano do Amaral, do Secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural e Sustentável, Célio dos Santos e técnicos e gestores de instituições na agricultura familiar, foi na Cooperativa de Leite e Derivados, onde os associados apresentaram as suas demandas, para o fortalecimento do setor produtivo.

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Um dos grandes entraves, de acordo com os cooperados, é com relação à distribuição dos produtos e a consolidação no mercado empresarial uma vez que, até o momento, a produção tem atendido apenas a pequenos mercados.

O Secretário de Agricultura e Assuntos Fundiários, Silvano do Amaral, disse que o Governo do Estado vai ajudar a resolver os problemas da comunidade, e que a presença do prefeito Kalil Baracat também demonstra o seu compromisso não só com os produtores da Cooperativa, mas com toda a comunidade rural. “Vamos buscar meios de viabilizar mais investimento para essa localidade com aporte do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal. Por outro lado, vamos também ampliar as capacitações para melhorar ainda mais a produção existente nos assentamentos”.

Já o Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural e Sustentável, Célio dos Santos, disse que as Cooperativas representam uma corrente do bem e da sustentabilidade, e para que obtenham bons resultados é necessário o engajamento de todos. “O nosso objetivo é formatar uma unidade produtiva regular onde todos possam contribuir de forma igualitária para o bem comum. O prefeito Kalil Baracat já determinou que a nossa pasta tenha um olhar mais atento a essa comunidade e que todos os esforços sejam feitos para ampliar e melhorar as condições dos assentados”.

O gestor comunicou ainda que em breve será feita uma Chamada Pública para a aquisição de bebida láctea que faz parte da lista de produtos para a merenda escolar e que a Cooperativa de Laticínio do Assentamento Sadia 1 já está ajustando a documentação necessária para participar do certame.

MELHORIAS – O acesso às tecnologias, serviços de extensão com uma assistência técnica de qualidade, executada de forma ampla e contínua, são pontos essenciais para que a Agricultura Familiar possa continuar desenvolvendo seu importante papel para o desenvolvimento do segmento econômico.

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Por essa razão a Prefeitura Municipal de Várzea Grande estará cedendo um trator para ajudar os assentados na abertura de vias e na execução de trabalhos que exijam o uso do maquinário. Também ficou acordado que tanto o Governo do Estado quanto a Prefeitura de Várzea Grande estarão viabilizando recursos para a compra de um caminhão que será de uso exclusivo dos cooperados.

No Assentamento Sadia I o prefeito Kalil Baracat também visitou a propriedade de dona Elite Rosa Luiz que, que por incentivo de técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SANAR-MT) resolveu fazer o plantio de capim cupuaçu irrigado. O material usado para silagem permite que o gado tenha nutrição adequada, uma vez que o pasto nem sempre está em condições de alimentar o animal. No local a comitiva também conheceu o sistema de irrigação que alimenta o gado, plantio e a colheita da lavoura.

Para o prefeito, conhecer e debater o melhoramento e fortalecimento do setor produtivo da agricultura familiar é essencial para a qualidade dos alimentos, agregado a novas tecnologias de produção.

Emocionada dona Eliete enalteceu a presença do prefeito em sua propriedade e disse que a visita das autoridades é um incentivo a mais para todos os assentados. “Saber que o Governo do Estado e Prefeitura Municipal estão unindo forças para trazer melhorias para esta localidade nos deixa mais motivados. A vida do campo não é fácil, ainda mais para os pequenos produtores, mas com a ajuda, principalmente do poder público, podemos vencer as adversidades e ter um pouco mais de tranqüilidade”.

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Mourão fala sobre impacto de guerras, inflação global, critica pacto federativo, e cobra equilíbrio fiscal do governo federal durante Fórum LIDE em Cuiabá

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JB News

por Emerson Teixeira

Durante participação no Fórum LIDE Mato Grosso 2026, nesta terça-feira, em Cuiabá, o senador Hamilton Mourão fez uma análise ampla sobre os principais entraves econômicos e institucionais enfrentados pelo país e defendeu uma agenda de reequilíbrio fiscal, fortalecimento do pacto federativo e pacificação entre os Poderes. Em sua passagem pela capital mato-grossense como palestrante do encontro, Mourão afirmou que o Brasil atravessa um momento decisivo e precisa corrigir distorções estruturais para voltar a crescer com estabilidade.

Ao abordar a realidade fiscal do país, Mourão criticou a concentração de receitas na esfera federal e afirmou que o modelo atual de arrecadação se tornou insustentável para estados e municípios. Segundo ele, a União concentra a maior parte dos tributos, enquanto prefeitos e governadores assumem a maior parte das demandas da população, especialmente nas áreas mais sensíveis da gestão pública. Na avaliação do senador, esse desequilíbrio compromete a capacidade de investimento local, trava obras, limita políticas públicas e enfraquece a capacidade de resposta dos municípios diante das necessidades diárias da população.

Mourão ressaltou que os municípios são os entes mais pressionados dentro da estrutura federativa, porque são eles que recebem diretamente as demandas por saúde, educação, assistência social, mobilidade urbana, saneamento e infraestrutura básica. Segundo ele, esse descompasso entre obrigação e arrecadação gera um efeito em cascata: compromete serviços, dificulta planejamento e aumenta a dependência de transferências federais e emendas parlamentares. Para o senador, o Brasil precisa discutir uma nova lógica de repartição de recursos, com critérios mais justos e maior autonomia para estados e cidades.

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Ao comentar a reforma tributária, Mourão reconheceu o esforço do Congresso Nacional para destravar uma pauta histórica e afirmou que o Parlamento atuou de forma intensa para construir o texto aprovado. Segundo ele, houve mobilização de lideranças, debates técnicos e articulação política para viabilizar a proposta. No entanto, o senador demonstrou preocupação com a etapa seguinte: a implementação prática da reforma.

Na avaliação de Mourão, o maior desafio agora não está mais na aprovação da lei, mas na capacidade do governo federal de colocar em funcionamento toda a nova estrutura de arrecadação, compensação e distribuição prevista. Ele citou como pontos sensíveis o funcionamento do comitê gestor, os mecanismos de transição para estados exportadores, a compensação de perdas e a segurança jurídica para o setor produtivo. Segundo Mourão, qualquer falha nessa engrenagem pode provocar insegurança para investidores, impactar cadeias produtivas e gerar efeitos negativos sobre emprego e arrecadação.

Ao falar especificamente de Mato Grosso, o senador destacou que o estado precisa acompanhar de perto os desdobramentos da reforma por ocupar posição estratégica na economia brasileira. Mourão lembrou que Mato Grosso é um dos maiores produtores de alimentos do país, tem forte participação nas exportações e exerce papel central na balança comercial nacional. Para ele, mudanças mal calibradas na estrutura tributária podem afetar desde o produtor rural até os setores de transporte, armazenagem, indústria e comércio.

O senador também chamou atenção para o cenário externo e afirmou que o Brasil vive um momento de pressão econômica global que exige prudência e estabilidade. Mourão citou os conflitos internacionais, a instabilidade geopolítica, a elevação do preço do petróleo e os impactos inflacionários como fatores que pressionam custos internos e reduzem margens de crescimento. Segundo ele, em um cenário de incerteza mundial, países que não oferecem previsibilidade institucional acabam sofrendo mais com fuga de investimentos, retração econômica e perda de competitividade.

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Na avaliação de Mourão, o Brasil precisa se preparar para esse ambiente internacional adverso com responsabilidade fiscal, contas públicas equilibradas e ambiente favorável à produção. O senador defendeu medidas que deem segurança ao setor privado, estimulem investimentos e permitam ao país manter sua capacidade de crescimento mesmo diante de turbulências externas.

Em sua análise política, Mourão também fez um alerta sobre o momento institucional do país. Segundo ele, o ambiente de tensão entre Executivo, Legislativo e Judiciário tem fragilizado a confiança da população e criado um cenário de instabilidade que afeta diretamente a economia e a governabilidade. O senador afirmou que o pacto institucional firmado com a Constituição de 1988 passa por um momento de desgaste e precisa ser preservado com diálogo, equilíbrio e respeito às atribuições de cada Poder.

Para Mourão, quando há insegurança institucional, quem mais sofre é a população, que sente os efeitos da paralisação administrativa, da demora nas decisões e da ausência de consensos mínimos para enfrentar problemas estruturais. Em Cuiabá, o senador defendeu que o Brasil retome uma agenda centrada em previsibilidade, responsabilidade e cooperação institucional, como base para recuperar a confiança, impulsionar investimentos e garantir desenvolvimento sustentável para o país.
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