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Justiça mantém prisão de marido que matou Psicóloga e tentou simular suicídio em Sinop

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Por Nayara Cristina

O município de Sinop, no interior de Mato Grosso, foi palco de um crime brutal que chocou a população na tarde de segunda-feira,16.

A psicóloga Janaína Carla Portela Santi, de 43 anos, foi assassinada dentro da própria casa com um tiro na cabeça.

O responsável pelo crime, segundo a Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), é o próprio marido da vítima, Fábio Teixeira Santin, de 44 anos, que tentou forjar um suicídio para encobrir o feminicídio.

Logo após o crime, Fábio apresentou versões contraditórias às autoridades.

Em um primeiro momento, afirmou que, após uma discussão, Janaína teria pegado uma arma e disparado contra ele, atingindo sua perna, e depois teria tirado a própria vida. Contudo, a cena encontrada pelos investigadores levantou suspeitas imediatas.

A Polícia Civil, com o apoio da Politec e do Instituto Médico Legal (IML), constatou inconsistências nas declarações do suspeito.

Laudos periciais revelaram que o tiro que matou Janaína foi efetuado à distância, descartando completamente a possibilidade de suicídio. Além disso, os vestígios no local não correspondiam à dinâmica descrita por Fábio.

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Diante das evidências, o delegado Ugo Reck de Mendonça conduziu o interrogatório e concluiu que o homem agiu de forma premeditada, utilizando uma arma de fogo e se valendo de um meio que impossibilitou qualquer chance de defesa da vítima.

Após ser autuado em flagrante por feminicídio, Fábio passou por audiência de custódia na tarde de terça-feira,17.

A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal de Sinop, decidiu converter o flagrante em prisão preventiva, justificando a medida como necessária para garantir a ordem pública, diante da gravidade dos fatos.

O acusado permanece à disposição da Justiça, enquanto a investigação prossegue para o completo esclarecimento dos detalhes do crime, que reforça, mais uma vez, a urgente necessidade de combater e prevenir a violência contra as mulheres.

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Presidente da Câmara é afastado após denúncia de agressão contra namorada em Barra do Bugres

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Por Nayara Cristina

O vereador Laércio Noberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro (PL), foi afastado da presidência da Câmara Municipal de Barra do Bugres após vir à tona uma denúncia de violência doméstica que ganhou forte repercussão política no estado. O caso, registrado no último fim de semana, segue sob investigação da Polícia Civil.

De acordo com as informações mais recentes, a denúncia aponta que a agressão ocorreu na madrugada de domingo (19), por volta das 4h30, na residência do parlamentar, após o casal retornar de um show na praça central da cidade. Segundo relato da vítima, o vereador teria utilizado uma chave de rodas para cometer as agressões durante uma discussão. A mulher apresentava ferimentos no pescoço, braços e pernas e precisou de atendimento médico.  

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso e já ouviu a vítima, além de solicitar medidas protetivas de urgência. Até as últimas atualizações, o vereador não havia sido localizado para prestar depoimento, e a defesa ainda não havia se manifestado oficialmente.  

A repercussão do caso levou a uma resposta rápida do Legislativo municipal. Em sessão extraordinária realizada na noite de segunda-feira (20), vereadores votaram pelo afastamento de Laércio Noberto Júnior da presidência da Câmara e também pelo afastamento do mandato de forma cautelar. A decisão teve ampla maioria, com 10 votos favoráveis, e foi baseada na acusação de quebra de decoro parlamentar.  

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Além disso, foi determinada a proibição do parlamentar de frequentar a sede do Legislativo, já que a vítima é servidora da própria Casa. O afastamento tem caráter preventivo e não significa cassação definitiva, mas visa evitar interferência nas investigações e garantir a integridade da vítima.  

O caso também gerou desdobramentos políticos dentro do partido. Lideranças do PL informaram que foi solicitada a abertura de procedimento para expulsão do vereador da sigla, diante da gravidade das acusações.

A denúncia provocou forte impacto na cidade e reacendeu o debate sobre violência contra a mulher e a responsabilidade de agentes públicos. Enquanto isso, o inquérito segue em andamento e deve esclarecer as circunstâncias do caso, podendo resultar em responsabilização criminal e política do parlamentar, conforme o avanço das investigações.

Onde buscar ajuda em caso de violência doméstica

Mulheres que estejam em situação de risco ou sofrendo qualquer tipo de agressão podem procurar ajuda imediata pelos seguintes canais:

  • ligue 190 – Polícia Militar do Estado de Mato Grosso para emergências imediatas
  • ligue 197 – Polícia Civil do Estado de Mato Grosso para denúncias e orientações
  • ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (atendimento nacional, gratuito e 24h)
  • ligue 156 (em Cuiabá) – canal da prefeitura com encaminhamento para rede de proteção
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Em Cuiabá e Várzea Grande, as vítimas também podem buscar apoio presencial em locais especializados:

  • Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM)
  • Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM)
  • Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso
  • Ministério Público do Estado

Esses serviços oferecem acolhimento, orientação jurídica, apoio psicológico e encaminhamento para medidas protetivas. Em casos de risco, a recomendação é procurar ajuda imediatamente, pois a denúncia pode ser fundamental para interromper o ciclo de violência e preservar vidas.

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