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Justiça Federal afasta secretários de saúde e gestão da prefeitura de Cuiabá após operação Curare

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JB News

Por Nayara Cristina e Jota de Sá

 

A Operação Curare realizada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta sexta-feira (30.07), culminou com o afastamento de dois secretários da prefeitura de Cuiabá, entre eles está Célio Rodrigues, secretaria municipal de Saúde, e o secretário de Gestão Alexandre Beloto, o pedido de afastamento dos secretários foi expedido pela Justiça Federal e confirmada pela prefeitura.

Tanto Célio Rodrigues como Alexandre Beloto foram alvos da operação da PF que investiga uma quadrilha instalada na prefeitura para cometer crimes contra administração pública, a operação teve o apoio do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS).

A Polícia Federal estiveram em vários endereções para cumprir as ordens de apreensão, entre os endereços estão a secretaria de Saúde Municipal, além da residência de Célio Rodrigues.

Segundo as investigações da PF a quadrilha atuava na prestação de serviços especializados em Saúde. Especialmente em relação ao gerenciamento das Unidades de Terapias Intensivas que tinham como exclusividade o tratamento de pessoas contaminadas pelo Coronavirus (COVID-19). As contratações Emergenciais e os pagamentos indenizatórios tinham serviços que variavam, além de plantões médicos e a disponibilização de profissionais da saúde, sobreavisos de especialidades médicas, comodato de equipamento de diagnósticos por imagem e transporte de pacientes com diversas locomoções que nunca existiram.

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Ainda conforme relato da Policia Federal, as empresas investigadas pelos crimes forneciam orçamentos falsos para dar suporte ao esquema de desvio de dinheiro de dentro da secretaria, além de procedimentos de compra emergencial como se fossem concorrentes.

As investigações também demonstrou a existência de subcontratações entre personalidades jurídicas que em vários casos não passam de sociedades empresariais de fachada.

O Grupo se utilizava da precarização das contratações públicas por conta da pandemia, e da obrigatoriedade do dever de licitar e reiteradas vezes faziam as contratações diretas, sem a precisão de fazer as licitações, o que facilitava os desvios de recursos.

Para a PF a informalidade favoreceu a inovação de formas de pactuarão atípicas como é o caso dos pagamentos indenizatórios, e a manutenção de serviços de saúde por vários meses após a vigência dos contratos firmados entre a secretaria e as empresas de fachadas.

 

 

 

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Mercado do Porto é reconhecido como patrimônio histórico, artístico e cultural

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Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

Já está em vigor a Lei 11511/21, que declara como patrimônio histórico, artístico e cultural imaterial, o Mercado do Porto, de Cuiabá. Numa iniciativa do primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), defensor ferrenho de melhorias aos feirantes e trabalhadores da agricultura familiar.

Popularmente chamado de Campo do Bode, o Mercado do Porto se tornou um dos pontos turísticos da Capital, com estrutura coberta que abriga 480 boxes, que oferecem imensa variedade de produtos de qualidade, como peixes, verduras, legumes, cerais e frutas.

De acordo com o Jorge Antônio Lemos Junior, presidente da Organização do Mercado do Porto, entidade que representa os permissionários desse espaço oferecido aos feirantes, a iniciativa é o reconhecimento aos trabalhadores e frequentadores do local.

“A lei do deputado Eduardo Botelho é uma grande conquista para nós porque, além de termos o reconhecimento simbólico, teremos muito mais possibilidades de captar recursos públicos para melhorar o Mercado do Porto, as condições de vida e de trabalho dos permissionários e a qualidade do serviço prestado ao consumidor”, comemorou Lemos Junior.

Botelho já trabalhou nas feiras livres e agricultura familiar, e tem gratidão por tudo que vivenciou à época. “O reconhecimento do Mercado do Porto como Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Imaterial tem o objetivo de proteger, preservar e difundir a riqueza cultural do local, que é, sem dúvida, uma referência em Cuiabá e Mato Grosso”, avalia Botelho.

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HISTÓRIA – Na justificativa do projeto que virou lei, Botelho fez uma retrospectiva sobre a história do Mercado do Porto. Confira:

As primeiras lembranças do que é hoje o Mercado do Porto de Cuiabá, surgem em meados de 1960, conforme registro da memória oral de feirantes remanescentes da primeira grande feira pública e popular da capital de Mato Grosso.

A feira nasceu na região central de Cuiabá, na praça Rachid Jaudy, no meio da avenida Isaac Póvoas, com pouco mais de 10 feirantes, expondo seus produtos em charretes e algumas poucas barracas improvisadas e, ao longo dos anos, foi mudando de lugar, de acordo com o aumento dos feirantes e o crescimento dos consumidores.

Embora sejam raras as pesquisas históricas, feirantes mais antigos relatam que a feira saiu da praça Rachid Jaudy, na década de 50, para o espaço entre o estádio Presidente Dutra e o Arsenal de Guerra, depois foi para a Avenida da Prainha, atrás do Quartel da Polícia Militar, onde hoje é o Shopping Popular. Funcionou no bairro Verdão; na praça Maria Ricci, no Porto; Mercado do Peixe, atual Museu do Rio. E, em 10 de fevereiro de 1995, foi instalado na avenida 8 de abril, no local chamado popularmente de Campo do Bode, entre o córrego Mané Pinto e o Rio Cuiabá.

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Hoje é um complexo comercial varejista composto por 167 permissionários divididos por setores de pescados, açougues, frios, doces, lanchonetes, restaurantes, hortigranjeiros, rações e similares, confecções e utilidades domésticas. O Mercado funciona de terça-feira a domingo, embora alguns comércios abram nas segundas-feiras. Em média, 120 mil pessoas frequentam o mercado por mês.

Além de importante entreposto comercial, o Mercado do Porto de Cuiabá desponta como um dos principais ambientes de circulação. Mantém o método tradicional de preparo de peixes, retirando a espinha e fazendo cortes especiais. Também oferece raridades da gastronomia cuiabana, como o pixé, o furrundú, o doce de caju, as bananinhas fritas, além de frutos típicos da região do cerrado, como o pequi, dentre vários outros ícones da cultura regional.

Fonte: ALMT
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