Caso Alphaville 1

Juiz nega novas perícias e proíbe acesso a armas pelos pais da atiradora que matou Isabele

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Foto do empresário Marcelo Martins Cestari

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Juiz nega novas perícias, proíbe acesso a arma que matou Isabele e manda entregar  ao Comando do Exército

 

Por Denise Niederauer

 

O juiz Murilo Moura Mesquita, da 8ª Vara da Criminal de Cuiabá, acolheu pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT) e determinou que os pais da adolescente B.O. C, 15 anos que matou Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, o empresário Marcelo Martins Cestari e a esposa, Gaby Soares de Oliveira Cestari, entreguem todas as armas de fogo e apetrechos de recarregamento de munição que tenham em seu poder.

A decisão é desta quinta-feira (11.02), e ainda foi suspensa pela Justiça, a autorização para a prática de tiros, caça e coleção de armas.

A licença deles foi cassada no ano passado, no mês em que ocorreu o crime na residência da família, no condomínio Alphaville I, em julho de 2020.

Os pedidos para a realização de provas documentais e outras diligências também foram negados. “Com efeito, as provas periciais pretendidas pela defesa, se não o foram, poderiam ter sido requeridas ao juízo da infância e juventude, onde tramitou o processo relativo ao ato infracional análogo ao crime de homicídio.

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A exemplo do que se constatou em relação às perícias pretendidas, deferir tais pleitos permitiria uma verdadeira investigação paralela, contra indivíduos que não figuram no polo passivo desta ação.

Além disso, o magistrado pontuou que as provas requeridas pela defesa nessa ação “redundaria em subverter o objeto desta ação, passando, por via transversa, à reabertura da instrução de fatos apurados em ação distinta, o que, indiscutivelmente, apenas tumultuaria o bom andamento deste feito”.

 

Segundo o magistrado Murilo Mesquita, a 10ª Vara Criminal da Capital já determinou anteriormente, o encaminhamento das armas ao Comando do Exército. “Comunique-se o aludido órgão acerca das medidas cautelares, assim como para que tais armas permaneçam vinculadas também a esta ação penal” e negou pedido de realização de prova pericial atinente ao manuseio e armazenamento da arma de fogo utilizada para proferir o disparo que ceifou a vida da vítima e no local do crime.

A defesa da família Cestari pedia perícia metalográfica e de microscopia eletrônica no case relacionado ao evento morte; perícia de microscopia eletrônica no local dos fatos; perícia de Touch DNA em 17 cartuchos de munição e no estojo de munição armazenado; perícia balística na arma de fogo e perícia de DNA no sangue apresentado na pistola.

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Os pais da atiradora B.O.C, 15 anos, Marcelo Martins Cestari e Gaby Soares de Oliveira Cestari respondem por suposta prática dos crimes de homicídio culposo, entrega de arma de fogo a pessoa menor, fraude processual e corrupção de menores.

A menor atiradora que foi condenada a três anos de internação por ato infracional análogo a homicídio doloso, está internada no Lar Menina Moça, no sistema socioeducativo fechado, em Cuiabá, anexo ao Centro Socioeducativo de Cuiabá (Complexo Pomeri), para reabilitar menores do sexo feminino que cometeram ato infracional.

A menor que matou Isabele teve três HCs negados e continuará cumprindo o internamento. O processo tramita em segredo de justiça.

A internação está prevista no Estatuto da Criança e Adolescentes (ECA) para atos infracionais. É a medida sócio educativa mais severa, e a cada seis meses é reavaliada.

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A adolescente Isabele Guimarães Ramos, foi morta no dia 12 de julho, na residência de Marcelo Cestari, no Condomínio Alphaville, em Cuiabá.

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Juiz Túlio Duailibi mantém condenação de amiga que matou Isabele com tiro no rosto em Cuiabá

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Por Nayara Cristina

O juiz da 2ª Vara de Infância e juventude de Cuiabá, Túlio Duailibi Alves de Souza, manteve a condenação da Menor B.O.C, que matou Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, no Condomínio Alphaville1, em Cuiabá, com um tiro no rosto.

A decisão foi proferida na noite desta segunda-feira (02.08), e o caso segue em segredo de justiça.

Na condenação estava a possibilidade de uma avaliação semestral, para que a justiça pudesse decidir sobre os próximos passos que seria dado ao caso e a garota.

A pressão tem sido incisiva para a soltura da menor, que encontra-se internada no Lar Menina Moça na capital. Por diversas vezes a defesa impetrou pedidos ao judiciário para que a B.O C, tenha a sua liberdade garantida, e no entanto todas foram negadas pela justiça.

A próxima avalição da menor será daqui a seis meses, quando mais uma vez a defesa irá fazer o pedido pela soltura da internada, enquanto isso outros pedidos estão sendo feito novamente  pelos advogados da menor  no sentido de pedir o relaxamento de sua condenação. A garota foi condenada pela prática do ato infracional equiparado ao crime de homicídio qualificado.

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Internada desde o dia 19 de janeiro, B.O.C, seguirá o internamento no Centro de Ressocialização Menina Moça, anexo ao Centro Socioeducativo de Cuiabá (Complexo Pomeri), para reabilitar menores do sexo feminino que cometeram ato infracional pelo próximos seis meses pela decisão.

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A adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, foi morta no dia 12 de julho de 2020, na residência de Marcelo Cestari, no Condomínio Alphaville1, em Cuiabá. O processo tramita em segredo de justiça.

 

 

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