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Irregularidades e falta de enquadramento são principais motivos para negativa de crédito emergencial

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Agência já analisou 3.608 solicitações; 95,15% não atenderam requisitos

Lucas Rodrigues | Secom-MT

Sede da Desenvolve MT – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

Dos 3.608 pedidos de linhas de crédito emergencial analisados pela Desenvolve MT entre 11 de março e 16 de abril deste ano, 95,15% foram negados por diversas irregularidades e falta de enquadramento dos proponentes (confira a tabela ao final da matéria).

O crédito emergencial foi criado pelo Governo de Mato Grosso para socorrer bares, restaurantes e setor de eventos em Mato Grosso por conta da pandemia, bem como microempreendedores Individuais (MEI), micro e pequenas empresas.

Foi autorizado um aporte de R$ 55 milhões para a concessão de empréstimos, sendo R$ 45 milhões do Governo e R$ 10 milhões da Assembleia. Desse montante, R$ 4,32 milhões estão em processo de liberação para 175 empresas que tiveram os pedidos de crédito aprovados.

Dentre os motivos para a rejeição de 95,15% das solicitações, a maior parte (35,95%) ocorreu pela falta de enquadramento nas linhas de crédito disponíveis, que são voltadas a capital de giro para minimizar os prejuízos causados pela covid-19.

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Segundo a Desenvolve MT, esses pedidos foram negados pois visavam obter o empréstimo para fazer investimentos; outros em razão de as empresas terem menos de 1 ano na atividade de bares, restaurantes e eventos; e também houve rejeição porque proponentes MEI não apresentaram os faturamentos fiscais de 2020.

Outra parcela de pedidos foi rejeitada por diversas irregularidades: documentação incorreta (28,96%); restrição no Serasa (14,14%); falta de regularidade fiscal (12,50%); empresa inscrita em outro estado (1,75%); atividade econômica que não se enquadra nos setores beneficiados (1,30%); e falta de capacidade de pagamento do empréstimo (0,55%).

O presidente da Desenvolve MT, Jair Marques, explicou que as análises estão sendo feitas em tempo recorde, considerando a estrutura da agência de fomento, e os pedidos podem ser feitos inclusive de forma virtual, de forma a evitar burocracia. Além disso, os juros são muito abaixo do mercado e, nos casos de MEI, o juro é zero se as parcelas forem pagas em dia.

Porém, ele ressaltou que a Desenvolve MT é obrigada a exigir os requisitos estabelecidos pelo Banco Central para a concessão dos créditos, sob pena de fechamento da agência e responsabilização dos diretores. Para saber o passo a passo de como solicitar o crédito, acesse o link: http://www.desenvolve.mt.gov.br/-/16738123-portal-de-credito-da-desenvolve-mt-esta-operando-normalmente

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Confira o panorama dos pedidos analisados até o momento:

CLIENTES ANALISADOS QUANTIDADE PERCENTUAL
CRÉDITO APROVADO 175 4,85%
DOCUMENTAÇÃO INCORRETA OU AGUARDANDO CORREÇÃO 1.045 28,96%
SEM CAPACIDADE DE PAGAMENTO 20 0,55%
ATIVIDADE ECONÔMICA OU NATUREZA JURÍDICA DIVERSA DOS SETORES BENEFICIADOS 47 1,30%
EMPRESA INSCRITA EM OUTRO ESTADO 63 1,75%
IRREGULARIDADE FISCAL 451 12,50%
RESTRIÇÃO NO SERASA 510 14,14%
NÃO SE ENQUADRA NAS LINHAS DE CRÉDITO DISPONÍVEIS 1.297 35,95%
TOTAL 3.608 100,00%
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Ser Família Emergencial já está na conta: “ganho social e econômico”, avalia Russi

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JB News

_O presidente da Assembleia Legislativa acredita que benefício também trará fomento financeiro para o Estado, em cinco meses de vigência._

As famílias contempladas com o Ser Família Emergencial, já podem utilizar o recurso, da primeira parcela, para a compra de alimentos. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), também está otimista quanto aos impactos econômicos positivos para Mato Grosso. “Um verdadeiro alívio para muitas famílias que estão enfrentando dificuldade por conta da pandemia. Com a parcela sendo paga no dia anterior aos Dia das Mães, será possível colocar comida na mesa para comemorar essa data tão especial. Além disso, é dinheiro em movimento pelo comércio, algo importantíssimo para fomentar a economia do Estado”, avalia
Neste fim de semana o parlamentar participou das entregas em três municípios, da região pantaneira, dois deles com a presença do governador Mauro Mendes (DEM).

Só em Cáceres, são 5023 pessoas beneficiadas pelo programa de distribuição de renda. “O programa tem vigência de 5 meses e serão quase 4 milhões girando na economia local, só aqui de Cáceres. Um ganho social e, ao mesmo tempo, econômico”, exemplificou Russi.

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A prefeita de Cáceres, Eliene Liberatto(PSB), comemorou a entrega dos cartões e também acredita que a ação trará grande alívio à população vulnerável, principalmente aos que estão em situação crítica .

“ Estamos muito felizes em poder proporcionar esse benefício a essas famílias. A nossa imensa gratidão ao deputado Max Russi , que junto a Assembleia articulou para a formatação e execução desse programa, com o governo do Estado e todos que fazem parte disso”,celebrou.

Alice de Souza (62) é moradora daquele município tem uma realidade que reflete a de milhares mato-grossenses, afetados pelas medidas restritivas de combate ao novo coronavírus. Ela está desempregada há alguns meses e vê no auxílio emergencial estadual uma saída de esperança.

“Fiquei sem emprego, minha situação e de minha família não está fácil. Com esse auxílio nós ganhamos força para seguir, dar uma respirada”, destacou.

Na entrega do Ser Família Emergencial, que aconteceu neste sábado (08) em Santo Antônio do Leverger, 850 beneficiários receberam seus cartões. Já em Poconé foram distribuídos 2217, conforme a primeira-dama e secretária de Gestão Social, Joelma Pontes, que também acompanhou a distribuição, junto ao prefeito Tatá Amaral(DEM).

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“Muitas famílias vulneráveis dentro do nosso município e isso veio dar uma dignidade de vida a essas famílias. Para o comércio local é muito importante, pois são aproximadamente 300 mil fomentando nossa economia. São mais de 1 milhão e 600 investidos em nosso município”, avaliou.

Ser Família Emergencial

O benefício financeiro tem vigência de 5 meses e foi concedido por meio de parceria com a Assembleia Legislativa. Ao todo, estão sendo aplicados investimentos na ordem de R$ 45 milhões nesse programa, sendo R$ 35 milhões dos cofres do Estado e R$ 10 milhões disponibilizados pelo Legislativo, relativos à devolução de parte do duodécimo.

Para o presidente da Casa de Leis, a união entre Executivo, Legislativo e o olhar social da primeira-dama, Virgínia Mendes, tem sido fundamental para a prática das políticas públicas sociais.

“São 141 municípios, com famílias que estão precisando muito de auxílio financeiro. E o resultado positivo é resultado da união entre Estado, Assembleia, olhar social da primeira-dama Virgínia Mendes e toda a equipe da Assistência Social. Ver essas famílias recebendo esse auxílio alegra o nosso coração”, ressaltou.

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