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Instituto dos Cegos recebe presentes de Natal

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Em um ano marcado pela pandemia, empatia e afeto são fundamentais

 

Cestas básicas, roupas, bicicletas, produtos eletrônicos. Estes foram alguns dos pedidos atendidos pelos colaboradores da Fiagril aos assistidos do Instituto dos Cegos de Mato Grosso (Icemat).

A ação beneficente foi realizada a partir dos pedidos nas cartinhas escritas pelos cegos da entidade ao Papai Noel. Como em um Natal antecipado, 120 presentes foram entregues pelo diretor de grãos e operações industriais, Guilherme Kummer e pelo gerente de exportação, Luiz Emilio Nogarol.

Em um ano marcado pelo novo coronavírus e pelas dificuldades decorrentes do isolamento social, presentes são importantes para transmitir esperança a quem precisa. Conforme pontuou Kummer, a empresa é parceira do instituto há alguns anos. “Nós somos parceiros do Icemat há um bom tempo. Há mais de dois anos que continuamente fazemos ações para colaborar com a entidade. Assim como fizemos neste Natal, também promovemos ações no Dia das Crianças” disse.

Além dos colaboradores da Fiagril, parentes e amigos também se sensibilizaram com a causa e fizeram a doação. Segundo explicou o diretor, a sensação é de gratificação por ajudar pessoas que nem sempre têm condições de terem um bom Natal.

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“A gente percebe que eles têm uma demanda por equipamentos eletrônicos, é uma questão também para o uso deles dentro da instituição. Então nossa empresa já está buscando alguns computadores para fazer a doação. Vamos fazer a formatação e deixar para eles durante o ano. É um trabalho contínuo, algo que depende de nós, do nosso esforço”, explicou.

O presidente do Icemat, Odeilson Arruda, pontuou que o ano foi muito difícil para os alunos e que é preciso renovar as esperanças e o amor em um momento de solidariedade. Hoje, a instituição atende 330 alunos de 6 meses até 90 anos com atividades pedagógicas como alfabetização em braile, aula de informática adaptada, aula de música e de esportes.

“Precisamos agradecer a Fiagril e dizer que estamos abertos a outras empresas que também desejem ajudar para que a gente consiga dar continuidade aos nossos trabalhos”, finalizou.

Empresas e pessoas físicas que tiverem interesse em ajudar o Instituto dos Cegos podem entrar em contato pelo telefone (65) 3646-1400. A entidade está localizada na Rua 48, 1 – CPA III, Cuiabá – MT.

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Acordo de R$ 30 milhões abre caminho para salvar a Santa Casa e encerrar dívida histórica

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O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo Crédito – Mayke Toscano/Secom

JB News

por Nayara Cristina

 

A proposta de R$ 30 milhões apresentada pelo Governo de Mato Grosso para a aquisição definitiva do prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá foi aceita pela comissão de credores e pode representar o avanço mais concreto dos últimos anos para encerrar um passivo trabalhista que se arrasta há quase uma década. A sinalização favorável no processo que tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região reacende a esperança de um desfecho para uma das crises mais emblemáticas da saúde pública mato-grossense.

 

O entendimento foi consolidado após meses de negociação entre o Estado e os representantes dos trabalhadores. A proposta inicial, de R$ 25 milhões, foi ampliada para R$ 30 milhões à vista pelo então secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, em ofício encaminhado ao TRT em março. O pagamento imediato foi determinante para a concordância dos credores, que convivem há anos com a incerteza sobre o recebimento de verbas rescisórias e outros direitos acumulados.

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O passivo trabalhista da antiga Santa Casa é estimado entre R$ 41 milhões e R$ 43,7 milhões e atinge cerca de 860 ex-funcionários, muitos deles à espera de uma solução desde o fechamento da unidade, em 2019. A dimensão da dívida tornou o caso símbolo da crise estrutural enfrentada por um dos hospitais mais tradicionais de Mato Grosso.

O tamanho do impasse ficou ainda mais evidente nas tentativas frustradas de leiloar o prédio histórico. A Santa Casa foi colocada à venda judicial em duas ocasiões no ano passado: na primeira, com lance mínimo de R$ 54,7 milhões, equivalente a 70% da avaliação do imóvel; na segunda, com valor reduzido para R$ 39,1 milhões. Em nenhuma das tentativas houve interessados. O fracasso dos leilões reforçou a dificuldade de encontrar uma saída viável para o prédio e para os trabalhadores que aguardam reparação.

Fundada no século XIX, a Santa Casa de Cuiabá se tornou ao longo de décadas uma referência em atendimentos de média e alta complexidade e símbolo da assistência hospitalar em Mato Grosso. O prédio carrega valor histórico, social e afetivo para a população cuiabana, o que torna ainda mais sensível qualquer decisão sobre seu destino.

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Mais do que uma solução financeira, a proposta do Estado abre caminho para reposicionar a unidade dentro da rede pública de saúde. O plano do governo prevê manter serviços estratégicos já existentes, como oncologia, nefrologia, cirurgias e atendimentos ambulatoriais, além de ampliar áreas consideradas prioritárias, como cuidados paliativos, home care, hospital-dia, central de diagnósticos e o Serviço de Verificação de Óbito.

A reestruturação projetada busca transformar a Santa Casa em um polo estadual de atendimento especializado, ajudando a desafogar a rede hospitalar da capital e da Baixada Cuiabana. Se o acordo for homologado e a compra for concluída, Mato Grosso poderá não apenas encerrar um longo capítulo de insegurança jurídica e trabalhista, mas também preservar um patrimônio centenário e devolvê-lo à população com uma nova função estratégica no SUS.

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