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INPE apresenta balanço de gestão e terá novo diretor

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, recebeu em audiência, nesta quarta-feira (19), o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Clézio Nardin.  Após quatro anos à frente do Instituto, o diretor solicitou o afastamento do cargo e apresentou um balanço da sua gestão. A direção interina do INPE será exercida pelo tecnologista Antonio Miguel Viera Monteiro.

Clézio Nardin ficou quatro anos à frente do INPE. Ele se despede enfatizando que é importante a renovação e faz um balanço da sua gestão. “O ciclo tem que renovar. Nós realizamos muita coisa em pouco tempo. Em quatro anos nós reconstruímos toda a base meteorológica. Trouxemos os modelos numéricos. Avançamos a previsão para a previsão subsazonal e estamos desenvolvendo o estado da arte e modelagem numérica do tempo”, disse Clézio.

Neste período também foi criado o observatório do Sul, um telescópio que permite a observação do céu do Hemisfério Sul. Além disso, foi pontuado que junto com o MCTI o INPE realizou a licitação de um novo supercomputador que será entregue agora em abril de 2025. “O país volta a ter a sua meteorologia numérica soberana e com qualidade, com alta performance, com o supercomputador sem risco de parar, sem risco de sobressaltos”, destacou Clézio.

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A ministra Luciana Santos agradeceu o diretor Clézio pelos relevantes serviços prestados à frente do INPE durante os quatro anos em que ele esteve à frente do Instituto.

Nova direção

Antonio Miguel Vieira Monteiro
Antonio Miguel Vieira Monteiro

O diretor interino é funcionário de carreira do INPE. Antonio Miguel Viera Monteiro é Tecnologista Sênior do INPE  e coordena o LiSS – Laboratório de investigação em Sistemas Socioambientais da DIOTG-Divisão de Observação da Terra e Geoinformação. Com formação em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com mestrado em Computação Aplicada pelo INPE e doutorado em Engenharia Eletrônica e Controle/Ciência da Computação (1993) pelo Centro de Ciência Espacial da Escola de Engenharia Aplicada da Universidade de Sussex em Brighton, Reino Unido.

O processo de escolha da nova direção  do INPE terá início ainda nesta semana. A portaria que nomeia o comitê de busca, responsável pelo processo de escuta e seleção dos candidatos e candidatas, foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (20). A Comissão de Busca contará com o apoio administrativo da Subsecretaria de Unidades de Pesquisa e Organizações Sociais (SPEO).

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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