CUIABÁ
Guns N’ Roses incendeia a Arena Pantanal e transforma Cuiabá em capital mundial do rock
JBNews
por Nayara Cristina
Guns N’ Roses lota a Arena Pantanal, entrega maratona de clássicos e coloca Cuiabá no mapa dos megashows
Cuiabá viveu uma noite histórica nesta sexta-feira (31), quando o Guns N’ Roses estreou na capital mato-grossense com um espetáculo de pouco mais de três horas na Arena Pantanal, arrastando uma multidão e abrindo de vez a temporada de shows internacionais de grande porte na cidade. A apresentação faz parte da turnê “Because What You Want & What You Get Are Two Completely Different Things”, que trouxe a banda ao Centro-Oeste em uma rota brasileira que inclui ainda São Paulo, Curitiba e Brasília.
A movimentação começou cedo. Órgãos municipais e estaduais montaram uma operação especial de trânsito, segurança e defesa do consumidor nos arredores do estádio, com equipes da Ordem Pública, Sesp, Secel e Procon orientando o público desde a abertura dos portões. A prefeitura havia divulgado recomendações de acesso e serviços, enquanto o governo do estado detalhou as ações da Câmara Temática de Grandes Eventos para garantir um ambiente seguro do lado de fora e dentro da Arena.
No palco, Axl Rose, Slash e Duff comandaram um repertório generoso, começando com “Welcome to the Jungle” e desfilando momentos que marcaram gerações. Teve “Sweet Child O’ Mine”, “November Rain”, “Paradise City”, “Don’t Cry”, “Knockin’ on Heaven’s Door”, “Civil War” e pérolas que atravessam mais de quatro décadas de estrada — uma sequência que manteve o estádio em coro do começo ao fim. A abertura ficou por conta dos Raimundos, que esquentaram o público antes da banda principal.
A Arena Pantanal ficou tomada por fãs vindos de várias regiões do país, um público superior a 40 mil pessoas segundo relatos iniciais, consolidando o estádio como casa de grandes espetáculos. Em vídeo e publicações nas redes, o clima era de euforia coletiva, com arquibancadas e pista tomadas e longas filas já no fim da tarde. A organização cravou horário de show noturno e estrutura de arena, com setores de pista, cadeiras e camarotes, seguindo o padrão da turnê.
O impacto ultrapassa o campo musical. A chegada do Guns N’ Roses exigiu vistoria técnica prévia do estádio, ajustes de logística, som e iluminação, além da revisão de protocolos de grande evento — uma engrenagem que deixa como legado experiência operacional e credenciais para novas datas internacionais em Cuiabá. A própria produção realizou inspeções e alinhamentos semanas antes, num esforço para “entregar show de estádio” com padrão global.

A noite também foi simbólica para a narrativa cultural da cidade. Os pets clássicos do rock ganharam sotaque pantaneiro, com o público entoando refrões que atravessaram gerações, numa apresentação que reposiciona a capital no circuito de entretenimento e ajuda a pavimentar a agenda de grandes atrações daqui para frente. A confirmação oficial do concerto, a venda de ingressos e a sinalização de rota nacional pela produtora reforçam que Cuiabá entrou de vez no radar dos megashows.
Serviço e bastidores: a data foi 31 de outubro, na Arena Pantanal, com portões abrindo à tarde e show principal à noite; Procon Municipal orientou sobre direitos do consumidor e regras de acesso; a Secel coordenou, junto à Sesp, a frente de segurança externa; e a cobertura local registrou a chegada da banda à capital na véspera, com fãs recepcionando no aeroporto e no hotel. Para quem perdeu, os perfis oficiais e a imprensa regional já reúnem vídeos do estádio lotado e trechos de “Paradise City”, “Don’t Cry”, “Welcome to the Jungle” e “November Rain” — uma amostra do que foi a catarse coletiva na Arena.
Ficha do show: Guns N’ Roses na Arena Pantanal, 31/10/2025; parte da turnê “Because What You Want & What You Get Are Two Completely Different Things”; setlist com clássicos das fases Appetite/Use Your Illusion e faixas mais recentes; duração de mais de três horas; público acima de 40 mil pessoas; abertura com Raimundos; operação integrada de segurança, mobilidade e consumo responsável.
CUIABÁ
Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes
O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.
Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.
O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.
Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.
Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.
A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.
Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.
Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.
Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.
A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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