Entrevista da Semana

“Governo já investiu R$ 1,6 bilhão e, até 2022, serão R$ 4,7 bilhões em infraestrutura”, afirma Marcelo de Oliveira

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Os resultados, segundo o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, são mais 1,3 mil km em obras rodoviárias, mais de 1,5 mil quilômetros em novas pavimentações e 67 pontes em execução e projetados

Secom-MT

Governador Mauro Mendes, secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira assinam ordens de serviço e apresentam projetos para obras em 62 municípios – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

O Governo de Mato Grosso já investiu mais de 1.300 quilômetros em obras rodoviárias em todas as regiões do Estado. No total, foram R$ 1,6 bilhão contratados e quitados desde o início da atual gestão, com previsão de alcançar R$ 4,7 bilhões de investimento em quatro anos.

Segundo o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, são mais de mil quilômetros de novas pavimentações e 51 pontes em execução, além de 468 km de rodovias e 16 novas pontes em fase de contratação de projetos.

“Além disso, estamos em uma grande licitação para manutenção de rodovias pavimentadas e não pavimentadas em todas as regiões do Estado”, destaca o secretário, acrescentando: “tudo resultado de planejamento e parcerias, especialmente com municípios e associações”.

Leia a entrevista:

Secretário, o Governo lançou o programa Mais MT, cujos investimentos, somente em infraestrutura, serão R$ 4,7 bilhões. Qual será o trabalho desenvolvido pela Sinfra para executar todos estes investimentos e transformá-los em obras que beneficiem o cidadão?

Marcelo de Oliveira – Nosso trabalho está em andamento desde o início desta gestão. É resultado do planejamento estratégico, orientado pelo governador Mauro Mendes, de se investir em todas as regiões de Mato Grosso, promovendo a integração dos municípios e dos diversos modais de transporte.

Pavimentação na MT-020 que ligar os municípios de Paranatinga até Canarana
Créditos: Mayke Toscano/Secom-MT

Rodovia MT 20 entre Canarana e Paranatinga  – Foto Maike Toscano 

Estamos atuando em diversas frentes de trabalho. Da estruturação do plano estratégico de transportes à execução e fiscalização de obras, passando pela contratação de projetos executivos de engenharia.

Já demos ordem de serviço para obras de pavimentação, restauração e manutenção de rodovias, incluindo construção de pontes de concreto, em vários municípios e estamos acompanhando passo a passo cada uma delas.

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Quando necessário, notificamos as empresas, cobramos cumprimento de contrato, de prazo e, principalmente, qualidade da obra. Com isso, garantimos a entrega para o cidadão de cada uma das obras iniciadas.

O governo também lançou um grande pacote de obras de pavimentação e construção de pontes, dentro do programa Mais MT, muitas das quais já tiveram início. Como é possível executar esse montante em obras?

Marcelo de Oliveira – Com planejamento. Toda obra lançada em Mato Grosso faz parte do planejamento estratégico da Sinfra, para que seja possível iniciá-la, dar andamento e assegurar sua conclusão. Não vamos iniciar obras apenas por iniciar. Todas elas estão em nosso planejamento, para que tenham começo, meio e fim.

Execução da Ponte sobre o Rio Verde na MT-222
Créditos: Tchélo Figueiredo – SECOM-MT

Ponte de concreto sobre Rio Verde na MT 222 – Foto Tchélo Figueiredo

Outro fator importante para o avanço das obras em várias regiões do Estado, até então desassistidas, também uma diretriz do governador Mauro Mendes e do vice-governador Otaviano Pivetta, é a parceria com municípios e associações.

Via parcerias, estamos fazendo manutenção em rodovias não pavimentadas, pavimentando rodovias estaduais, construindo pontes, implantando bueiros e tantas outras obras e serviços de infraestrutura em Mato Grosso.

Secretário, estamos no fim do período de chuvas em Mato Grosso. Qual o planejamento e a expectativa da Sinfra para executar a manutenção das rodovias?

Marcelo de Oliveira – A manutenção é um trabalho rotineiro executado pela Sinfra para recuperar as rodovias e garantir condições de trafegabilidade. Já iniciamos em várias rodovias e temos também atuado fortemente em parceria com municípios e associações na manutenção de rodovias não pavimentadas.

Restauração de 22km da MT-338 – entre Tapurah-Ana Terra-Itanhangá
Créditos: Mayke Toscano/Secom-MT

Pavimentação e restauração da MT 338 entre Itanhagá e o distrito de Ana Terra  – Foto Mayke Toscano

Além disso, estamos fazendo um grande procedimento licitatório de manutenção de rodovias pavimentadas e não pavimentadas, dividindo o Estado em 13 regiões para que possamos atender a todas.

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Também foram destinados recursos para a elaboração de projetos de pavimentação e pontes, além de obras em parceria com os municípios. De que forma esse trabalho será executado, já que depende também dos municípios?

Marcelo de Oliveira – Estamos revisando e elaborando estudos, projetos básicos e executivos para 1.057,78 quilômetros de novas pavimentações e 51 pontes de concreto.  Isso já está sendo feito.

Estes projetos são necessários para que o Governo possa executar novas obras e expandir a malha rodoviária estadual pavimentada e, assim, atender parte da grande demanda de Mato Grosso.

Também já está em fase final de licitação, a contratação de projetos para a pavimentação de mais 468,4 quilômetros e 16 pontes de concreto.

Como nossos parceiros na execução de mais obras estão os municípios e as associações. Temos parcerias, convênios e cooperações em andamento, e outras sendo formalizadas, para que possamos trabalhar em conjunto, investindo menos e executando mais, com a colaboração de todos.

Com todos estes investimentos somente em rodovias estaduais, o senhor não teme que as empreiteiras fiquem sobrecarregadas? O que já está sendo feito para evitar interrupção na execução de obras?

Marcelo de Oliveira – O processo licitatório é formalizado e as empresas, interessadas em participar, apresentam suas propostas. A empresa vencedora tem que obrigatoriamente apresentar o cronograma a ser cumprido. Sempre bato nas mesmas teclas: o que precisamos é um cronograma exequível e a qualidade da obra excelente.

Ponte sobre Rio Arinos MT 220
Créditos: Marcos Vergueiro/Secom-MT

Ponte sobre rio Arinos, na MT 220 –  Foto Mayke Toscano

O que precisamos entregar para a população é obra de qualidade, dentro do cronograma apresentado pela empresa. Não temos como mensurar se haverá sobrecarga para as empresas.

Secretário, até agora quanto já foi investido em infraestrutura pela atual gestão?

Marcelo de Oliveira – Já investimentos efetivamente, contratados e pagos, R$ 1,6 bilhão. Porém, nosso planejamento de investimento vai muito além. Com o programa Mais MT estimamos investir R$ 4,7 bilhões nos quatro anos de gestão. Temos não só condições financeiras como todo um planejamento de execução obras.

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Entrevista da Semana

Evitar aglomerações e manter as medidas de biossegurança são fundamentais para reduzir o contágio da Covid-19, afirma diretora da Santa Casa

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Patrícia Neves Dourado, diretora do Hospital Estadual Santa Casa, pede que a população se conscientize, pois, a redução da transmissão do vírus é a única forma de vencer a doença

Jairo Sant’Ana | Secom – MT

Patricia Neves – Diretora do Hospital Santa Casa – Foto por: Tchélo Figueiredo – SECOM/MT

A diretora do Hospital Estadual Santa Casa, Patrícia Neves Dourado, alerta para o uso das máscaras, lavar as mãos ou desinfetar com álcool 70%, além de evitar aglomerações, para diminuir o contágio da Covid-19 em todo Estado. “A união faz a força”, pede.

Ela demonstrou preocupação com a alta transmissão do coronavírus em Mato Grosso, que tem demandado árduo trabalho dos profissionais de saúde há mais de um ano.

Na entrevista, Patrícia ainda fala das dificuldades do início da pandemia, quando se dividiu a Santa Casa em dois hospitais – um exclusivo para Covid –, da criação de protocolos de biossegurança e de tratamento e da angústia em não saber como repassar informações aos familiares sobre os pacientes.

Confira a entrevista na íntegra

Há um ano, estamos enfrentando a pandemia da Covid-19 e a senhora acompanha de perto a luta de muitos pacientes contra a doença. Como o hospital se preparou para enfrentar todas as dificuldades de uma doença ainda pouco conhecida pelos especialistas?

Patrícia Neves Dourado – No início da pandemia, nossa principal dificuldade foi como dividir um hospital, pois precisávamos manter os atendimentos aos pacientes de outras enfermidades, mas também garantir que os pacientes da Covid-19 fossem bem tratados.

As equipes da Secretaria de Saúde (SES) e do próprio hospital trabalharam para dividir a Santa Casa em dois hospitais – um para tratamento da Covid-19 e outro onde não paralisamos o atendimento aos demais pacientes de outras especialidades. Este foi nosso principal desafio.

Governo finaliza adequação na Santa Casa para casos de coronavírus, com secretário Gilberto Figueiredo
Créditos: Christiano Antonucci

O Governo do Estado adequou a Santa Casa, de Cuiabá, para atendimento a pacientes com Covid 19 – Foto Tchelo Figueiredo

O segundo foi montar toda uma estratégia de biossegurança para melhor atendimento aos dois hospitais em funcionamento na Santa Casa, evitando a transmissão do vírus aos profissionais e aos outros pacientes.

Tivemos total apoio do governador Mauro Mendes e do secretário Gilberto Figueiredo [Saúde] para tomar as decisões necessárias e, com isso, foram criados protocolos de biossegurança e de tratamento. Foi tudo muito bem desenhado e instituído, para que pudéssemos acomodar os dois hospitais.

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Nesse período, quais foram os momentos mais marcantes e como a Santa Casa trabalhou para amenizar o sofrimento de pacientes e familiares?

Patrícia Neves Dourado – Considero como mais marcante, o começo da pandemia, quando tudo era ainda muito obscuro. Conforme íamos implantando os cuidados, o que muito nos marcou foi a dificuldade, por parte dos pacientes, de acesso às informações, por se tratar, naquele momento, de uma doença ainda desconhecida.

Sabíamos que era contagiosa, que não podíamos deixar parentes de pacientes entrando e saindo do hospital para obter informações. Esta situação nos deixou muito angustiados, porque, naquele momento, não sabíamos como trabalhar junto às famílias.

Hospital Santa Casa de Misericórdia
Créditos: Marcos Vergueiro

Hospital Estadual Santa Casa, de Cuiabá – Secom/MT

Temos visto a grande dificuldade na contratação de profissionais de saúde para ampliar leitos de UTI, não apenas na unidade, mas em todo o Estado. A senhora, que convive com esses profissionais de perto, percebe manifestações de cansaço na luta contra a Covid-19? Quais as principais dificuldades e como elas podem ser amenizadas?

Patrícia Neves Dourado – Creio que atualmente a dificuldade de contratação de profissionais da área de saúde é mundial.  Por se tratar de doença multissistêmica, exige equipe multiprofissional. Em todo o mundo, os profissionais há um ano combatem a doença, labutando em vários horários diferentes, em várias horas na semana. Um trabalho emocionalmente exaustivo, com cansaço físico muito grande, porque trata-se de uma doença totalmente diferente, com critérios de cuidados diferentes.

As dificuldades vêm sendo amenizadas ao longo do tempo. O secretário Gilberto teve essa sensibilidade de auxiliar os profissionais para um conforto psicológico e o Governo do Estado desenvolveu, por meio da Escola de Saúde Pública, vários meios, de forma online, para mitigar o esforço destes profissionais, como auxílio psicológico, atividades de pilates e terapia reiki, por exemplo. Também criamos rodas de conversa.

Já estamos há um ano neste enfrentamento. As pessoas passaram da fase da estafa, do cansaço, mas ainda tentamos minimizar este sofrimento. Há, sim, toda uma equipe muito cansada, muito exausta. Muitos foram contagiados, estão se recuperando das sequelas. Não muitas, mas é um cansaço físico diferente, com dores de cabeça e articulares. Este é o maior desafio dos profissionais da área de saúde.

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De que forma a população pode colaborar para diminuir os problemas que a pandemia vem causando?

Patrícia Neves Dourado – É de suma importância se conscientizar de que o vírus só consegue se propagar, como vem acontecendo, a partir do momento em que pessoas contaminadas continuam circulando, se aglomerando.

O que nos preocupa são os pacientes assintomáticos, que não desenvolvem a doença na fase de infecção ou de inflamação, mas que transmitem o vírus. Portanto, há o risco de as pessoas mais vulneráveis serem contagiadas e desenvolverem a doença.

Esta é a nossa preocupação. Por isso, é fundamental o uso irrestrito da máscara, lavar as mãos, fazer assepsia com álcool sempre que possível e, principalmente, evitar aglomerações.

O hospital também coordena as ações desenvolvidas no Centro de Triagem, na Arena Pantanal. Qual a importância desse serviço no combate à pandemia?

Patrícia Neves Dourado – O Centro de Triagem foi uma decisão acertada do governador Mauro Mendes e tem sido um carro-chefe do Governo de Mato Grosso nessa luta contra o coronavírus.

Tenho atribuído este resultado ao Centro de Triagem, onde é feita a abordagem do paciente, que necessita de tratamento o quanto antes, de forma precoce. Com isso, conseguimos achatar a curva da contaminação.

Qualquer sintoma, que esteja relacionado à Covid-19, o paciente procura assistência e o Centro de Triagem é uma forma de prestar assistência básica a este paciente, que passa por uma triagem – de enfermagem, médica e, posteriormente, em casos mais graves, tomográfica, para no final receber medicação e ser monitorado.

A senhora já tirou alguma lição do que representa a pandemia e o que podemos aprender com ela? Qual a mensagem a senhora pode deixar?

Patrícia Neves Dourado – Em minha opinião, ainda estamos na fase de aprendizado. A pandemia traz várias lições, para nós profissionais da área de saúde, mas a ciência ainda busca explicações; estamos também em evolução nos estudos e no aprimoramento.

No geral, creio que a ascensão de outros profissionais, além do médico, foi de grande valia, porque para se cuidar de um paciente de Covid é preciso uma equipe multiprofissional.

A união faz a força. Nos grupos que se uniram, de diferentes especialidades e profissões, cada um tem papel primordial no tratamento da doença, na devolução do paciente à sociedade. Esta foi, em minha opinião, a grande lição.

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