Tecnologia
Governo Federal apresenta balanço de dois anos, em evento em Brasília, com a presença do presidente Lula
O Brasil está dando a volta por cima. Nesta terça-feira (03/04), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da solenidade de balanço dos dois primeiros anos de governo, destacando as ações que contribuíram para a recuperação econômica, a redução da pobreza e o fortalecimento de setores estratégicos. O evento, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), reuniu ministros de Estado, parlamentares, autoridades e representantes da sociedade civil para apresentar as conquistas desse período e sinalizar as metas para os próximos anos.
O avanço na área de Ciência, Tecnologia e Inovação, setor essencial para a reindustrialização sustentável e o desenvolvimento do país, foi um dos destaques do balanço. Com investimentos históricos, o governo desbloqueou o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), ampliou bolsas de pesquisa e consolidou o Brasil como referência em Inteligência Artificial (IA), supercomputação e conectividade digital. Essas ações não apenas impulsionam o progresso científico, mas também geram empregos, fortalecem a indústria nacional e melhoram a qualidade de vida da população.
O presidente Lula ressaltou que o crescimento econômico e a reindustrialização do país se tornaram uma realidade. “Em dois anos, reerguemos nossa casa. Com a Nova Indústria Brasil (NIB), a produção industrial voltou a crescer após anos de estagnação, gerando milhares de empregos. O investimento em inovação na indústria é o maior dos últimos 30 anos”, afirmou.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Brasil está no caminho certo. “A Nova Indústria Brasil (NIB) conta com a participação integral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). O presidente Lula recompôs integralmente esse fundo desde o primeiro ano de governo, elevando o investimento em ciência e tecnologia a um nível seis vezes maior”, destacou.
A ministra ressalta que a ciência e a tecnologia estão desempenhando um papel fundamental, que vai desde o combate à fome até a exploração espacial. “Isso reflete a decisão política do presidente Lula de tornar o Brasil um país cada vez mais autônomo e soberano no campo da ciência e tecnologia”, concluiu.
Avanços históricos
Nos últimos dois anos, o Brasil viveu uma revolução em Ciência, Tecnologia e Inovação, impulsionada por investimentos robustos e estratégicos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Após uma década de estagnação, as bolsas de mestrado e doutorado tiveram um aumento histórico de 40%, com investimentos de R$ 1,4 bilhão. Além disso, mais de R$ 2,6 bilhões foram destinados ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), fortalecendo a pesquisa acadêmica e científica no país.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) também passou por uma transformação significativa. Em 2021, o fundo contava com apenas R$ 2 bilhões em investimentos. Em 2024, esse valor saltou para R$ 12,7 bilhões, ampliando em seis vezes o financiamento de projetos inovadores. Pela primeira vez, o MCTI está incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com projetos que impulsionam a reindustrialização sustentável, a transformação digital e a inovação em diversas áreas estratégicas, como Saúde, Defesa e desenvolvimento da Amazônia.
Investimentos em Inteligência Artificial e supercomputadores
O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) recebeu aporte de R$ 23 bilhões, garantindo infraestrutura, formação de profissionais e soluções de IA para serviços públicos. O supercomputador Santos Dumont recebeu investimento que o tiraram do Top 500 e o colocaram entre os 100 mais potentes do mundo. Com novos investimentos, a previsão é que alcancemos o Top 5 nos próximos anos, consolidando o Brasil como uma referência global em IA.
Fortalecimento da pesquisa nacional
O Laboratório Nacional de Máxima Contenção Biológica (Orion – NB4) recebeu R$ 500 milhões em 2023/24 para sua construção e continuará recebendo recursos até 2026, reforçando a capacidade do Brasil de enfrentar ameaças biológicas e pandemias. O Sirius, o maior acelerador de partículas do Hemisfério Sul, recebeu R$ 390 milhões em investimentos. A Fase II, que inclui 10 novas linhas de luz, receberá mais R$ 410 milhões até 2026.
Expansão da conectividade e segurança digital
O programa Conecta, parte do Novo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), tem investido na expansão da infraestrutura digital do Brasil. Até 2024, R$ 364,6 milhões foram executados para a modernização da rede nacional, incluindo a criação de 18 novas infovias. Para 2025, está prevista a ampliação da conectividade, com um aporte de R$ 145 milhões e foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Monitoramento e prevenção de desastres naturais
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) foi fortalecido com um investimento de R$ 50 milhões em 2024, ampliando sua capacidade de monitoramento para 212 novos municípios. Novos equipamentos e tecnologia garantirão maior segurança e prevenção contra desastres climáticos nos próximos anos.
Clique aqui e confira as ações de destaque do Governo Federal.
Tecnologia
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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