EDUCAÇÃO
Governo do Brasil entrega 43 obras da educação no Marajó (PA)
O ministro da Educação, Camilo Santana, ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, entrega, nesta quinta-feira, 2 de outubro, 43 obras da educação em oito cidades do Arquipélago do Marajó — Bagre, Breves, Curralinho, Melgaço, Salvaterra, Portel, Cachoeira do Arari e Oeiras do Pará. As unidades tiveram investimento de R$ 34,7 milhões do Novo Plano de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que destina um total de R$ 1,2 bilhão para a educação básica, a educação profissional e tecnológica e a educação superior do estado.
Na cerimônia, Lula e Santana inauguram duas unidades de ensino em Breves e uma em Melgaço, além de anunciar os avanços na infraestrutura educacional do Arquipélago do Marajó (PA). A primeira unidade de ensino inaugurada será a creche Prof. Afonso Brito da Cruz. A obra teve início em 2011 e foi paralisada nos últimos anos, junto a outras mais de 100 na região. Com um investimento previsto de R$ 126,9 milhões do Novo PAC, as obras foram retomadas nesta gestão, reforçando o compromisso com o fortalecimento da educação básica no arquipélago. Em seguida, na Orla de Breves, são inauguradas duas escolas de ensino fundamental no Pará: a escola São Sebastião Rio Limão do Japichaua, localizada na zona rural de Breves, e a escola Francisco Chagas da Costa, em Melgaço.
Ainda na cerimônia, Santana assina uma ordem de serviço para a retomada de seis obras da educação em Melgaço. São mais de R$ 2,7 milhões em investimentos para a construção de duas escolas de duas salas, duas escolas de seis salas, uma creche pré-escola tipo C e uma quadra escolar coberta com vestiário, iniciativas que fortalecerão a rede de ensino e beneficiarão inúmeros estudantes e suas famílias. As obras contempladas são:
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Escola de Ensino Fundamental Fazenda Laranjal, de duas salas, na comunidade Pedreira, com investimento de R$ 208 mil;
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Escola São Sebastião, de duas salas, na comunidade Associação, com investimento de R$ 140 mil;
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Escola Bonifácio do Carmo, de seis salas, na Vila Pimentel, com investimento de R$ 600 mil;
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Escola Jesus é o Caminho, de seis salas, na Vila Boa Vista, com investimento de R$ 483 mil;
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Creche pré-escola tipo C, na Vila Paricatuba, com investimento de R$ 1,1 milhão;
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Quadra escolar coberta, com vestiário, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Porto Alegre, com investimento de R$ 226 mil.
Retomada – O esforço no Marajó reflete uma política nacional robusta. O Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica busca concluir empreendimentos paralisados há anos, garantindo infraestrutura adequada para a aprendizagem. Em todo o país, houve a manifestação de interesse para a retomada de 3.784 obras. Desse total, 2.544 estão aprovadas e 507 concluídas, beneficiando milhares de estudantes com creches, escolas, quadras e outros espaços educacionais.
Atualmente, 115 empreendimentos estão no pacto pela retomada na Ilha do Marajó. São 22 creches, 51 escolas de ensino fundamental, 16 projetos próprios, 22 quadras e coberturas de quadra, duas obras de ampliação e duas escolas de ensino médio técnico. As obras beneficiarão cerca de 24.596 alunos em dois turnos ou 12.298 em tempo integral.
Reconhecimento – A cerimônia celebrará também os municípios que se dedicaram à conclusão e à entrega das obras retomadas, destacando oito cidades do Pará que avançaram de forma significativa. Breves lidera a lista, com 20 obras finalizadas. Em seguida, Curralinho aparece com dez entregas, seguido por Portel, com sete. Cachoeira do Arari concluiu duas obras, enquanto Melgaço, Oeiras do Pará e Salvaterra finalizaram uma obra cada. Já Bagre, além de registrar uma obra concluída, inaugurou a primeira creche de sua história em abril deste ano.
Assistência e Monitoramento – Em 2024, o Arquipélago do Marajó foi selecionado como região prioritária de assistência técnica e monitoramento educacional pelo Governo do Brasil. O Ministério da Educação (MEC), por meio do projeto FNDE Chegando Junto, promove ações para a garantia de alimentação escolar, valorização de profissionais da educação, transporte, livros didáticos, entre outros. O impacto da iniciativa também se reflete no avanço da retomada de obras.
Além do Marajó, o estado do Amapá integrou a primeira fase do projeto. Em 2025, na segunda etapa, os estados contemplados são Maranhão e Roraima. O objetivo é assegurar maior eficiência às políticas públicas e ampliar a oferta de vagas na educação básica, mitigando desafios históricos de acesso, infraestrutura e baixos índices de desenvolvimento educacional.
Financiamento – Dos R$ 1,2 bilhão que o Pará está recebendo do Novo PAC, R$ 853,8 milhões são para a educação básica do estado, que contemplam 135 municípios para a construção de 95 creches, 37 escolas em tempo integral e aquisição de 167 ônibus escolares.
Já para os campi do Instituto Federal, o repasse total será de R$ 179,4 milhões, sendo R$ 54,4 milhões para consolidação e melhoria da infraestrutura dos 18 campi existentes do Instituto Federal do Pará (IFPA). Desse montante, já foram destinados R$ 41,3 milhões. Outros R$ 125 milhões estão sendo destinados à expansão do instituto, com a construção de cinco novos campi, nos municípios de Alenquer, Barcarena, Redenção, Tailândia e Viseu.
Ainda na educação profissional e tecnológica, o MEC já investiu R$ 25,8 milhões para a oferta de cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) no Estado, gerando 12.391 vagas em ações como o Mulheres Mil, em cursos técnicos de nível médio na modalidade de tempo integral, entre outros.
Para a educação superior, o MEC está investindo R$ 220,7 milhões na consolidação na Universidade Federal do Pará (UFPA), com obras no hospital universitário e em estruturas acadêmicas nos campi de Belém, Altamira, Ananindeua e Salinópolis; na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), com obras nos campi de Belém e Parauapebas; na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), com obras nos campi de Marabá, Rondon do Pará, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu e Xinguara; e na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), com obras de consolidação nos campi de Santarém, Óbidos e Oriximiná. Além da expansão da educação superior com a criação do novo campus da Ufopa em Rurópolis.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.
O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.
A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.
A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.
Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.
Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.
A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.
Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.
O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.
Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.
A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.
O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.
Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.
A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.
Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.
A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.
Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.
Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.
Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.
Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.
A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.
Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.
Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.
A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
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