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Gilberto Figueiredo apresenta plano de expansão de leitos de UTI pediátrica nos municípios, e cobra atenção redobrada dos prefeitos na atenção básica para evitar colapso no sistema

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JB News

Da Redação

O secretario de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo comentou sobre o grande número de Síndromes respiratórias que vem acarretado e lotando os hospitais públicos em MT. Entre pneumonias, dengue hemorrágica.

Algumas crianças já chegaram e perder suas vidas, por conta da falta de atendimento básico na ponta, onde faltou atendimento na atenção básica, entre os municípios estão Sinop, onde morreram duas crianças, Rondonópolis, Primavera e Cuiabá.

Para Gilberto Figueiredo, “Quando uma criança afetada por uma patologia dessa natureza, chega a necessitar de atendimento numa Unidade Tratamento Intensivo (UTI), é por que faltou atendimento na atenção básica. A própria dengue nesse caso é tratada sem necessidade muitas vezes de fazer internação, mas como isso é mal feito, vai acabar desembocando nos leitos de UTI, e leitos de UTI não existe em todos os hospitais públicos de MT, por isso houve um colapso”. Destacou.

Segundo o secretário, a Secretaria de Estado de Saúde chegou a soltar um boletim epidemiológico, para alertar sobre o aumento dos casos de síndromes respiratórias nos municípios.

Plano de Expansão:

Disse também que de nada adianta ampliar os leitos de UTI, se a atenção básica não funcionar. Mas mesmo assim está conversando com o governador para poder ampliar em todos os municípios o número de leitos.

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O secretario reuniu na sexta-feira 30 com o governador para apresentar um plano de emergência para evitar a superlotação nos hospitais públicos.

“Estou apresentando para o governador um plano de expansão de leitos de UTI pediátrica no estado, até para que não falte. Mas não basta nós ampliarmos apenas os leitos de UTI, podemos criar mais 100 leitos, mas se não funcionar a atenção básica não funcionar, não vai ter leitos suficientes, então é preciso de uma atenção redobrada de todos os municípios”. Alertou.

Disse também que “dengue é sazonal, e que todos os anos nesse período existe a possibilidade de uma ampliação de leitos de UTI. E estamos trabalhando para ampliar”. Disse.

Segundo Gilberto, a Santa Casa em Cuiabá está no seu limite máximo para a capacidade de atendimentos, assim como Várzea Grande, e que a capital precisa de estar ser mais efetiva para suavizar o os atendimentos. “Quando o grande centro deixa de atuar, acaba comprometendo toda a estrutura do estado”. Destacou.

Gilberto Figueiredo também falou sobre a possiblidade de uma abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), por parte dos deputados estaduais, para apurar algumas mortes de crianças por conta da superlotação dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo, nos hospitais públicos municipais. E que se a ALMT achar que a CPI é o caminho, não há motivos para pânico, e nem para se esconder.

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A fala de Gilberto se deu por conta de um convite da ALMT para que o secretario fosse até a casa legislativa prestar esclarecimentos, sobre o tema. Gilberto disse que só não atendeu o convite por conta de que já tinha uma agenda em Brasília, e que a pauta se tratava de uma apreciação do ultimo quadrimestre do ano de 2022, quando estava licenciado da pasta para concorrer as eleições, e quem foi até a reunião foi a ex-secretária secretaria Kelluby de Oliveira, titular da pasta na época.

“Em Primeiro lugar eu nunca faltei uma audiência pública convocada pela ALMT, e quem enfrentou uma pandemia. E uma crise mundial, não pode ter medo de uma reunião, até por que a ALMT não é um tribunal de inquisição”. Comentou Gilberto Figueiredo.

O secretario ainda não divulgou o número de leitos de UtI´s que serão abertos em Cuiabá e Várzea grande, para minimizar o impacto na saúde e evitar o colapso no sistema.

 

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Saúde

Mato Grosso do Sul recebe 46,5 mil doses da vacina contra a Chikungunya

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O estado de Mato Grosso do Sul começou a receber, de forma fracionada e conforme a capacidade da rede de frio local, a partir desta quinta-feira (16) até o final de abril, um total de 46,5 mil doses da vacina contra a chikungunya. O imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan, está sendo destinado, com apoio do Ministério da Saúde, ao estado diante do aumento de casos, especialmente entre a população indígena. Dourados (MS) e Itaporã (MS) serão contemplados com 43,5 mil e 3 mil doses, respectivamente. Trata-se da primeira vacina do mundo desenvolvida para a doença.

A vacinação está prevista para começar no dia 27 de abril. A recomendação do Ministério da Saúde é que seja realizado microplanejamento local, com priorização das áreas de maior risco epidemiológico e uso estratégico das doses disponíveis, com objetivo de vacinar a população em até duas semanas, prorrogáveis por mais duas. A estratégia inclui Dia D de mobilização e ações de vacinação extramuros.

O imunizante foi aprovado no ano passado pela Anvisa para pessoas de 18 a 59 anos com risco aumentado de exposição à doença. A meta é vacinar 27,69% dessa população em Dourados e 21,2% em Itaporã.

A vacina contra Chikungunya é um projeto do Instituto Butantan. Além de Dourados e Itaporã, a estratégia a vacinação já foi iniciada em municípios como Simão Dias, Barra dos Coqueiros e Lagarto (SE), Santa Luzia, Sabará e Congonhas (MG) e Mirassol (SP).

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Vacina

A vacina do Butantan contra a Chikungunya é a primeira do mundo a ser disponibilizada para prevenir a doença. A Anvisa comprovou a segurança e capacidade do imunizante de gerar anticorpos com base na avaliação de ensaios clínicos feitos nos Estados Unidos e publicados na revista científica The Lancet. Dos 4 mil voluntários adultos que participaram da pesquisa, 98,9% produziram anticorpos neutralizantes. Além do Brasil, o produto já foi aprovado para uso no Canadá, Reino Unido e Europa.

Por ser desenvolvido com tecnologia de vírus atenuado, o imunizante é contraindicado para gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas ou imunodeficientes, pessoas que tenham mais de uma condição médica crônica ou mal controlada (comorbidades) e com alergia aos componentes da vacina.

Reforço para a assistência em Dourados

Além da vacina, o Ministério da Saúde investiu R$ 28,4 milhões em ações emergenciais para ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a rede assistencial especializada em Dourados e região. Também foram distribuídas 2 mil cestas de alimentos. A previsão é que, até junho, sejam distribuídas 6 mil unidades, em conjunto com a Funai, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Defesa Civil. 

No início de abril, foram incorporados 50 novos Agentes de Combate às Endemias (ACE), que atuam diretamente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, realizando visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticida com equipamentos de Ultrabaixo Volume (UBV) costal. A tecnologia empregada utiliza inseticidas de ação rápida, com efeito knockdown, capazes de interromper o ciclo de transmissão ao eliminar o mosquito adulto. 

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As equipes também atuam na remoção de resíduos e objetos que acumulam água parada, principais focos do Aedes aegypti. Até o momento, foram visitados 1,9 mil imóveis, o que resultou na retirada de 575 sacos de materiais inservíveis, ou seja, com potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti. Somam-se a essa força-tarefa 40 militares do Exército Brasileiro. 

Além disso, foi iniciada a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), tecnologia incorporada ao SUS para ampliar o controle do vetor. Das 1.000 unidades destinadas ao município, 240 já foram instaladas nos assentamentos Santa Fé e Santa Felicidade, Jockey Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada, Comunidade Vitória, Parque do Lago I e II e imediações. O dispositivo permite que o próprio mosquito transporte o larvicida para criadouros de difícil acesso, interrompendo o ciclo de reprodução. 

A atuação da Força Nacional do SUS resultou em mais de 2,5 mil atendimentos clínicos, 130 remoções, 358 visitas domiciliares e 804 exames realizados. Também houve atenção à saúde do trabalhador, com atendimentos às equipes envolvidas. 

João Vitor Moura
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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