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Fraudes na saúde em Cuiabá: Operação expõe rede que simulava concorrências e desviava recursos do SUS

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por Nayara Cristina

 “Cuiabá no alvo da Operação Fio de Aço: Polícia Civil desmonta esquema milionário de fraudes na saúde pública”

Na manhã desta terça-feira, 4 de novembro de 2025, a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Decorr), deflagrou a Operação Fio de Aço em Cuiabá. A ação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em sedes de empresas e endereços ligados a investigados suspeitos de integrar um sofisticado esquema de fraudes, simulações de concorrência e superfaturamento em procedimentos médicos custeados com recursos públicos. A operação mira empresas que apresentavam orçamentos falsos e valores inflados para tratamentos pagos pelo Estado, pela Defensoria Pública e pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo as investigações conduzidas pela Decorr, o grupo investigado criava empresas formalmente distintas, mas que pertenciam ao mesmo núcleo de controle. Essas empresas simulavam processos concorrenciais entre si, produzindo orçamentos fictícios que serviam para justificar o aumento artificial dos valores cobrados. A estratégia era usada em ações judiciais que determinavam o custeio de tratamentos médicos, possibilitando a emissão de alvarás e repasses vultosos pagos com dinheiro público.

Fontes da própria polícia informaram que as medidas cautelares determinadas pela Justiça incluem o bloqueio de bens e valores, o sequestro de imóveis e veículos, além da proibição das empresas envolvidas de firmar contratos com a administração pública. Os investigados também estão impedidos de manter contato com servidores do Judiciário e órgãos ligados aos processos que analisavam os pedidos de custeio de tratamentos.

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Ainda não há confirmação sobre prisões nesta fase da operação. O foco é a coleta de provas documentais e digitais — computadores, planilhas, e contratos falsos que possam comprovar a prática criminosa. A estimativa de prejuízo aos cofres públicos ainda não foi divulgada, mas as autoridades afirmam que os valores desviados são expressivos, considerando o volume de tratamentos pagos e a recorrência das simulações de concorrência.

De acordo com informações publicadas por veículos locais, como HiperNotícias, Olhar Direto e Única News, as empresas suspeitas atuavam como uma espécie de “cartel da saúde” em Cuiabá, dominando os contratos e impedindo concorrência real. A fraude, segundo os investigadores, impactava diretamente pacientes atendidos pelo SUS e pela Defensoria Pública, que acabavam sendo usados como justificativa para liberar pagamentos superfaturados a clínicas controladas pelo mesmo grupo.

A Polícia Civil confirmou que as buscas desta terça-feira foram realizadas em clínicas, escritórios e residências de empresários ligados ao esquema. Apesar da operação ainda estar em andamento, os primeiros levantamentos indicam que os contratos fraudulentos vinham sendo utilizados há anos, repetindo o mesmo modelo: apresentar três orçamentos — todos de empresas interligadas — e escolher aquele com valor “intermediário”, que na prática era igualmente manipulado.

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O nome “Fio de Aço” faz referência à estrutura rígida e entrelaçada criada pelos investigados para sustentar o esquema. De acordo com a Decorr, essa rede envolvia contadores, advogados e empresários especializados em criar empresas de fachada e manipular orçamentos. A investigação agora busca identificar quantas empresas estavam ativas simultaneamente, seus vínculos societários e o montante exato movimentado em cada contrato.

Embora os nomes dos investigados e das empresas não tenham sido divulgados oficialmente até o momento, a Decorr confirmou que o grupo operava principalmente em Cuiabá, mas com possíveis ramificações em municípios próximos, o que poderá resultar em novas fases da operação. Também serão apuradas as datas e valores dos pagamentos efetuados, a origem dos recursos e os servidores públicos que eventualmente facilitaram o esquema.

Com base nas apurações iniciais, o núcleo criminoso usava o modelo de “concorrência simulada” para drenar recursos públicos de forma sistemática, comprometendo o atendimento à população e desviando valores que deveriam financiar procedimentos de alta complexidade. Para os investigadores, a Operação Fio de Aço representa um passo decisivo no enfrentamento à corrupção na saúde pública em Mato Grosso e deve servir de alerta às instituições de controle e transparência do Estado.

A Polícia Civil reforça que as investigações continuam e que novas diligências e oitivas devem ocorrer nos próximos dias, podendo resultar em prisões preventivas e novas denúncias à Justiça.

 

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Prefeito ouve permissionários e reforça intenção de romper contrato do novo mercado

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O prefeito de Cuiabá, Abilio, recebeu na manhã desta segunda-feira (8), em seu gabinete, os antigos permissionários do Mercado Municipal Miguel Sutil. Ao lado do vereador e líder do governo na Câmara, Dilemário Alencar, o chefe do Executivo ouviu as preocupações do grupo, que afirmou não ter condições de arcar com os valores de locação previstos para o novo mercado, atualmente em construção por uma empresa terceirizada.

Durante a reunião, artesãos, comerciantes, costureiras, cozinheiras, donos de pet shops e permissionários de diferentes segmentos relataram que os valores propostos ultrapassam, em alguns casos, R$ 20 mil mensais, o que inviabiliza totalmente a permanência dos antigos ocupantes no novo espaço. Eles alertaram que a empresa responsável estaria pressionando para que as decisões de escolha dos boxes fossem tomadas rapidamente, sob pena de perda definitiva das vagas.

O prefeito foi franco ao explicar que o contrato firmado pela gestão anterior não contém nenhuma cláusula que garanta o retorno dos antigos permissionários. Segundo ele, o documento “excluiu completamente” os comerciantes históricos do processo, retirando da Prefeitura e da concessionária qualquer obrigação legal com o grupo.

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Abilio reiterou ainda que seu objetivo é romper o contrato e anular a licitação, que impõe ao município obrigações financeiras por 30 anos. Em tom solidário, o prefeito afirmou: “Eu entendo a angústia de cada um de vocês. A forma como isso foi conduzido no passado é injusta e nós não vamos fechar os olhos para essa realidade. Minha preocupação é garantir que vocês sejam respeitados e não abandonados.”

O vereador Dilemário Alencar reforçou o posicionamento, classificando os valores cobrados como insustentáveis e destacando que a situação confirma os problemas identificados pela CPI da CS Mobi.

A reunião encerrou-se com o compromisso da gestão de buscar uma solução jurídica e administrativa que assegure respeito aos permissionários e resguarde o interesse público.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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