Nacional

Fórum Interconselhos se reúne em Brasília com foco na nova Estratégia Nacional de Participação Social

Publicados

em

‘Da Reconstrução à Nova Estratégia Nacional de Participação Social: Territórios e Plataforma Digital Brasil Participativo’ foi o tema de abertura do Fórum Interconselhos, nesta quarta-feira (13), em Brasília. O evento marcou o início de debates e articulações para fortalecer os mecanismos de diálogo entre o governo federal e a população.

Estiveram presentes o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo; o secretário nacional de Participação Social, Renato Simões; e o secretário-executivo adjunto do Ministério do Turismo, Sandro Serpa.

“Recuperamos os instrumentos democráticos de participação social e agora precisamos entrar numa nova fase, de territorialização dos equipamentos, ocupando os territórios de forma democrática e com educação popular. Isso é uma tarefa de todos, é um dever do governo democrático popular mas é também compromisso de toda a sociedade, na defesa da democracia como valor universal. É tempo de respeitar divergências, mas apostar nas nossas convergências, preservando a pluralidade”, declarou o ministro Márcio Macêdo.

O secretário nacional de Participação Social, Renato Simões, que mediou o encontro, apresentou o vídeo “A reconstrução da participação social”, que destacou o retorno da participação social no governo brasileiro, e anunciou iniciativas em andamento.

“Os instrumentos que hoje nós apresentamos a vocês neste Fórum Interconselhos têm a ver com o balanço dessa reconstrução de um sistema virtuoso, que foi desmontado pelo governo anterior e que foi resiliente a ponto de mesmo durante seis anos de governos que não eram receptivos à democracia participativa, permanecer vivo e contribuindo com o povo brasileiro e que são a base para uma nova estratégia de participação social”, destacou Renato Simões. 

Leia Também:  No Rio de Janeiro, dezenas de artistas sobem ao palco em homenagem ao Dia Mundial da Criatividade

Novo momento da participação social
Entre os anúncios feitos no evento estão os fóruns de participação social, que o governo federal está iniciando em todos os estados e no DF, e ações de educação popular em 100 territórios do país, além de melhorias na plataforma do Brasil Participativo. “Para unificar e facilitar esse trabalho, estamos lançando a nova identidade visual e as novas funcionalidades da plataforma Brasil Participativo. Todas as consultas públicas, que antes eram realizadas pela Participa Mais Brasil, passam a ser feitas na nova plataforma, permitindo à sociedade contribuir com documentos oficiais, decretos, portarias e resoluções”, anunciou Simões.

Na nova plataforma todos os conselhos e colegiados terão espaço com informações atualizadas, sem prejuízo de seus sites próprios. Os planos intersetoriais dos ministérios, as conferências nacionais e os ambientes digitais de participação também serão integrados ao Brasil Participativo. Cada fórum estadual e seus respectivos territórios terão páginas próprias à medida que se estruturarem.

Democracia vigilante
Sobre os atuais desafios do Brasil no campo das relações com o governo dos Estados Unidos, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macedo comentou a importância do diálogo pacífico: “Tantas vidas tombaram e tantas famílias foram destruídas para que o Brasil fosse soberano e livre, e agora querem que negociemos isso. Com a paz em uma mão e a soberania na outra, enfrentaremos esse processo e sairemos dele mais fortes como país e como povo”.

Pela sociedade civil, Ivonete Carvalho, representante do Fórum Interconselhos, do Conselho de Participação Social e da Coordenação Nacional de Entidades Negras, fez um chamado: “Convocamos o Fórum Interconselhos assim como os que compõem as comissões temáticas no fortalecimento e promoção da Marcha das Mulheres. É preciso que os espaços como Fórum Interconselhos, que reúne conselhos colegiados de participação social e plurais, consolidem uma unidade em defesa da soberania e da democracia, com uma agenda política que alcance todos os territórios e populações, sem deixar ninguém para trás”.

Leia Também:  Vereadores de Cuiabá pedem que Emanuel Pinheiro seja convocado na CPI da Covid no Congresso Nacional

Vera Sílvia Facciolla Paiva, filha de Rubens e Eunice Paiva, também reforçou a importância do debate sobre soberania. “Quero ressaltar que nós, resistentes, temos família, temos religiosidade, e devemos recuperar esses valores, junto com a soberania e o pertencimento nacional. Meu pai, Rubens, atuou na CPI que investigou o envolvimento dos Estados Unidos na política brasileira, algo que se aprofundou com o golpe de 1964 e que vemos se repetir hoje”.

“Vivemos um momento em que a extrema-direita, apoiada por setores norte-americanos, demonstra desprezo pela vida e pratica um capitalismo predatório que destrói o planeta e o futuro. Acredito que meu pai está presente aqui, como todos os que resistiram pela soberania do Brasil. Sigamos juntos: vamos resistir para continuar existindo”, complementou Vera.
O Fórum Interconselhos segue com suas atividades nesta quarta-feira, 13, e na quinta-feira, 14, com debates sobre Educação Popular nos Territórios, o Plebiscito Popular e a participação social na COP 30. O evento está sendo realizado no auditório do Ministério de Minas e Energia e pode ser acompanhado pelo Youtube.

Fonte: Secretaria-Geral

COMENTE ABAIXO:

Nacional

Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha

Publicados

em

Por

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.

Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.

Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.

No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.

Leia Também:  Ministro Camilo Santana anuncia corte do Fies e MEC aperta o cerco contra cursos de Medicina reprovados no Brasil, MT tem faculdade nota 1, VEJA O VÍDEO

O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.

Parcerias estratégicas

O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.

Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.

Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.

Leia Também:  Hora do lance: MJSP leiloa aeronave, Lamborghini, gado, diamantes e ouro

A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.

Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]


 Instagram ●  Twitter ●  Facebook ●  YouTube ●  Flickr ●  LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA