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Flávia Moretti anuncia mudanças de todo secretariado e Tião da Zaeli quer remoção de radares em VG “Desde que não haja impedimento legal”

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*Flávia Moretti anuncia mudanças em secretariado e Tião da Zaeli descarta ser secretário

 

JB News

Da Redação

 

Na manhã desta terça-feira, 08, a prefeita eleita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), concedeu uma entrevista à imprensa para discutir os projetos que planeia implementar no município a partir de 2025.

Durante o encontro, Moretti foi questionada sobre a continuidade dos secretários da atual gestão de Kalil Baracat (MDB) e se haverá manutenção de algum nome em sua administração. A prefeita eleita afirmou que todos os secretários serão substituídos, mas evitou revelar qualquer nome ou detalhe sobre os possíveis novos ocupantes das pastas.

Atualmente, Várzea Grande conta com 16 secretários municipais, e essa mudança anunciada por Moretti sinaliza uma reformulação completa na estrutura administrativa do município.

Ao lado da prefeita, o vice-prefeito eleito, Tião da Zaeli (PL), também participou da coletiva e anunciou que não pretende assumir o comando de nenhuma secretaria na nova gestão. Zaeli destacou que prefere “ficar solto”, sem estar vinculado a uma pasta específica, de forma a contribuir de maneira mais ampla para o desenvolvimento da cidade.

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“Eu não quero ser secretário, eu preciso estar ajudando a prefeita de maneira que nós tenhamos uma visão do todo. Quero ter foco no desenvolvimento e observar essas leis, principalmente para contribuir com o crescimento do município”, afirmou Tião.

Ele destacou que sua atuação será mais produtiva se não estiver confinado a uma função específica: “Eu não quero ficar preso em uma pasta, eu posso contribuir muito mais se estiver solto.”

Além disso, o vice-prefeito foi questionado sobre a polêmica dos radares em Várzea Grande, que têm gerado insatisfação entre os moradores. De acordo com Zaeli, a remoção dos equipamentos será uma prioridade, desde que não haja impedimentos legais. “Radar é o seguinte: se a lei não impedir, nós vamos tirar todos”, garantiu.

Este é um dos primeiros posicionamentos oficiais da nova gestão eleita, que já começa a desenhar as diretrizes para o futuro de Várzea Grande.

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Wanderley Cerqueira abre investigação e condiciona decisão da Câmara à perícia oficial sobre escândalo dos áudios vazados em VG, VEJA

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Da redação

 

Crise política se agrava em várzea grande com suspeita de escuta clandestina e guerra entre poderes

A crise política em Várzea Grande se intensificou nos últimos dias e expôs um cenário de forte instabilidade institucional entre o Executivo e o Legislativo municipal. O ambiente já era considerado sensível desde o início da atual gestão, mas ganhou novos contornos após a renúncia do vice-prefeito Sebastião dos Reis, o Tião da Zaeli, e, mais recentemente, com a revelação de suspeitas de escuta clandestina dentro do gabinete da prefeita Flávia Moretti, além da circulação de áudios que passaram a repercutir nos bastidores políticos e nas redes sociais.

O episódio envolvendo o suposto monitoramento dentro da sede do Executivo elevou o nível de tensão política na cidade industrial. De acordo com informações apuradas, a prefeita acionou autoridades após identificar um objeto suspeito em seu gabinete, o que levantou a hipótese de interceptação ambiental irregular. A Polícia foi comunicada e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi chamada para analisar o material e verificar sua natureza. Até o momento, não há divulgação oficial sobre o resultado dessa análise.

Paralelamente, áudios atribuídos a interlocuções internas da gestão municipal começaram a circular amplamente, com conteúdos que mencionam tratativas políticas, possíveis articulações institucionais e críticas a membros do Legislativo. A autenticidade do material, no entanto, ainda não foi confirmada por órgãos oficiais, nem há identificação formal dos autores das gravações.

Diante da repercussão, a Câmara Municipal convocou uma coletiva de imprensa para tratar do caso. O presidente do Legislativo, Vanderley Cerqueira, afirmou que a Casa irá instaurar procedimento para solicitar perícia técnica nos áudios antes de qualquer deliberação.

“Nós vamos pedir uma perícia técnica nesses áudios, até para ter a comprovação de forma correta e verdadeira. A gente precisa ter responsabilidade para não acusar ninguém injustamente”, declarou.

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O presidente também ressaltou, logo no início da coletiva, a necessidade de cautela por parte de agentes públicos diante da repercussão do caso. “A gente sendo pessoa pública, tem que medir as palavras. Esses áudios já estão circulando, mas nós vamos agir com responsabilidade”, afirmou.

Questionado sobre denúncias envolvendo suposta oferta de vantagens indevidas, o presidente afirmou que teve conhecimento apenas por meio da imprensa e que não há, até o momento, registro formal na Câmara.

“Eu tomei conhecimento pela imprensa. Não chegou nada oficialmente até a Casa”, disse.

Ao ser perguntado sobre possíveis providências antes da conclusão da perícia, Vanderley Cerqueira reforçou que a Câmara não irá se antecipar. “Nós queremos a veracidade dos áudios para tomar uma posição. Sem perícia, não podemos agir.”

Sobre a origem das gravações, o presidente afirmou não haver elementos técnicos que confirmem se o conteúdo foi obtido por meio de escuta no gabinete da prefeita ou em outro ambiente. “Só a perícia pode esclarecer isso”, pontuou.

Em relação à possibilidade de medidas administrativas ou políticas mais severas, como eventual processo de cassação, o presidente destacou que qualquer decisão dependerá da confirmação dos fatos e do devido processo legal. “Isso depende da Justiça. Primeiro precisamos da veracidade para depois tomar uma posição”, declarou.

Durante a coletiva, também foram abordadas falas atribuídas à prefeita que mencionariam articulações políticas envolvendo vereadores. O presidente reiterou que não é possível confirmar a autoria sem análise técnica. “Precisamos comprovar de quem é a fala antes de qualquer julgamento.”

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Sobre o teor dos áudios que circulam, afirmou que, caso sejam confirmados, o conteúdo é considerado grave. “Se aquilo for verdade, é muito grave e precisa ser tratado com responsabilidade”, disse.

Questionado sobre a relação entre os poderes, Vanderley Cerqueira afirmou que a Câmara mantém sua atuação institucional e que não há impedimentos na tramitação de projetos. “A Câmara tem aprovado os projetos do Executivo. Não há impedimento nas votações”, declarou.

Ao abordar as acusações envolvendo possíveis negociações políticas dentro do Legislativo, afirmou que não há confirmação oficial e que cada parlamentar responde individualmente por suas condutas. “Cada um responde por si”, disse.

O presidente também destacou que, após a conclusão da perícia, os vereadores deverão se reunir para definir os encaminhamentos. “No momento em que tivermos a perícia, vamos reunir os vereadores e tomar uma decisão com base em fatos concretos”, afirmou.

Até o momento, não há confirmação pública sobre a abertura de inquérito específico para investigar o conteúdo dos áudios. A análise do suposto dispositivo encontrado no gabinete da prefeita segue sob responsabilidade técnica da Politec, que deverá indicar se houve, de fato, interceptação irregular.

Caso seja constatada a existência de escuta clandestina, o caso poderá ser encaminhado para investigação criminal. Por outro lado, se os áudios não tiverem autenticidade comprovada, a apuração poderá avançar para eventual responsabilização pela produção ou disseminação de conteúdo falso.

O caso permanece em apuração e depende dos resultados técnicos para definição de eventuais medidas administrativas ou judiciais.

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