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Fiscais de Meio Ambiente operam drone e encontram veículo fazendo descarte em Área de Preservação Permanente

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Localizado na região conhecida por Engordador, a área não possui licença ambiental para essa finalidade, por se tratar de uma área de preservação

Equipes de fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento de Rural e Sustentável, com apoio da Guarda Municipal de Várzea Grande, flagraram na manhã desta sexta-feira (21), um caminhão fazendo o descarte de entulhos em uma Área de Preservação Permanente (APP), na localidade conhecida por Engordador, região do grande Cristo Rei.

O local está sendo utilizado como transbordo, onde as empresas que trabalham com descarte de material de construção ou outros resíduos estão usando para fazer a separação de objetos que possam ser descartados em outros pontos da cidade, bem como no transporte para o aterro sanitário. A referida área não possui licença ambiental para essa finalidade, por se tratar de uma área de preservação.

De acordo com o coordenador de fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente, Edipson Morbeck Júnior, ao fazer rondas pelo bairro a equipe deparou com um caminhão com material de descarte e passou a acompanhar e observar o possível destino.  “Próximo a região do Engordador, operamos o drone e visualizamos o local onde estava sendo feito o depósito, e desta forma acionamos a Guarda Municipal para dar início a operação. Fizemos a autuação do veículo e a notificação do motorista”, explicou.

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A ação contou com o apoio da Delegacia de Meio Ambiente e Perícia Oficial e Identificação Técnica – Politec.

Qualquer cidadão que presenciar esse tipo de ato criminoso, pode fazer a denúncia junto a Secretaria de Meio Ambiente pelo telefone (065) 3692.6828, ou acionar também a Guarda Municipal pelo telefone 153.

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural e Sustentável, Célio Santos, informou que o município de Várzea Grande vem sofrendo com a falta de conscientização de pessoas e empresas que insistem em fazer o descarte de resíduos sólidos e de entulhos em diversos pontos da cidade, comprometendo o visual do bairro, causando poluição e degradação, além de prejudicar a saúde dos moradores da localidade.

“Essa ação tem obrigado o poder público a realizar, regularmente, mutirões de limpeza, e investindo recursos que poderiam ser empregados em outros benefícios para a população. Se não houver o compromisso de todos, e a punição dos que insistem em praticar essa ação, será impossível resolvermos esse problema”.

O secretário disse também que a equipe de fiscalização mapeou as regiões onde se concentram os bolões de lixos e descarte de entulhos e que as áreas são diariamente monitoradas. “O uso de drones tem sido um reforço a mais no trabalho de fiscalização das áreas comprometidas”.

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O secretário de Meio Ambiente disse ainda que o prefeito Kalil Baracat e o vice-prefeito José Hazama se comprometeram em aumentar o número de fiscais para intensificar os trabalhos de fiscalização de áreas de preservação ambiental, como as que são usadas para descarte irregular de lixos. “A gestão já convocou aprovados no último concurso e com a inserção desses novos servidores, teremos a possibilidade de ampliar ainda mais o serviço de fiscalização”.

 

 
Secretaria de Comunicação Social de Várzea Grande
Fones:  – Redação 3688 8237
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Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas

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JB News

O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.

Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)

Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.

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Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.

O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.

A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.

O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.

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As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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