EDUCAÇÃO
Fies 1/2025: complementação de inscrições vai até hoje, 28
Todo ano, o Ministério da Educação (MEC) realiza duas edições regulares do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), uma para o primeiro e outra para o segundo semestre, além das edições específicas para inscrições postergadas e vagas remanescentes. Os processos seletivos são compostos de etapas sucessivas para que mais estudantes possam ser contemplados com uma vaga para financiar seus cursos de graduação.
O atual processo seletivo do Fies, referente ao primeiro semestre de 2025, iniciou esta semana a convocação por meio da lista de espera, que será realizada até o dia 9 de abril.
Para quem foi pré-selecionado(a) na primeira convocação, realizada no dia 25 de fevereiro, o prazo para complementar a inscrição é até as 23h59 desta sexta-feira, 28 de fevereiro. Para complementar a inscrição basta acessar a página do Fies no portal Acesso Único e preencher as informações solicitadas.
Em até cinco dias úteis após a data da complementação da inscrição, o estudante pré-selecionado deverá validar suas informações na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da sua instituição de ensino superior, por meio da entrega física ou digital da documentação exigida.
Depois disso, será a vez de validar a documentação exigida pelo agente financeiro (banco). O prazo para essa etapa é de até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil subsequente à data do reconhecimento da inscrição pela CPSA. Após obter a aprovação pelo agente financeiro, o estudante poderá formalizar a contratação do financiamento.
Inscrições postergadas – A postergação da inscrição é um procedimento específico de cada instituição de ensino que participa do Fies. Sua finalidade é evitar prejuízos aos estudantes, uma vez que é necessário considerar as diferenças dos calendários acadêmicos que cada instituição possui e o tempo decorrido até o momento da validação no âmbito da CPSA.
De acordo com o Edital nº 3, de 15 de janeiro de 2025, os estudantes que tiverem a inscrição postergada para os próximos semestres letivos do curso, ou seja, segundo semestre de 2025 ou primeiro semestre de 2026, deverão aguardar o prazo para a complementação das inscrições postergadas, quando poderão dar continuidade aos seus processos até a contratação do financiamento.
As datas dos períodos para realização do procedimento de complementação das inscrições postergadas serão amplamente divulgadas pelo MEC após serem definidas nos próximos editais dos processos seletivos do Fies. A garantia da vaga para estudantes com inscrições postergadas estará condicionada ao atendimento dos demais requisitos, prazos e procedimentos para concessão do financiamento.
Vagas remanescentes – Além das edições regulares e daquelas para complementação de inscrições postergadas, o MEC pode executar o Fies Vagas Remanescentes. As vagas remanescentes são aquelas que não foram ocupadas durante os processos seletivos regulares do programa, conforme estabelecido no plano trienal pelo Comitê Gestor do Fundo de Financiamento Estudantil (CG-Fies), e constante no art. 2º da Resolução CG-Fies nº 61, de 30 de dezembro de 2024.
Cada edição é regida por edital próprio, publicado no Diário Oficial da União e amplamente divulgado pelo MEC.
Confira o cronograma completo do Fies 2025/1

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Fies – Instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001, o Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC que concede financiamento a estudantes para cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderiram ao programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
Piveta atribui crise da educação à Nova República, crítica pauta de gênero e aposta em mais escolas modelo cívico-militar em MT, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A educação pública de Mato Grosso entrou novamente no centro do debate após declarações do governador em exercício Otaviano Piveta, que atribuiu a piora histórica do ensino no Brasil às transformações ocorridas a partir da Nova República e, especialmente, após o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, ao longo dos últimos 30 anos houve uma perda de valores fundamentais dentro das escolas, como disciplina, hierarquia e respeito, o que teria contribuído diretamente para a queda da qualidade educacional.
“Uma das causas da degradação do nosso sistema de educação ao longo dos últimos 30 anos. Depois da Nova República, aí é que começou a degringolar”, afirmou o governador, ao defender uma mudança de rumo no ensino público.
Apesar das críticas ao passado, os dados mais recentes mostram que Mato Grosso vem apresentando evolução nos indicadores educacionais. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023, o estado alcançou nota 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,9 nos anos finais e 4,4 no ensino médio, evidenciando avanço principalmente nas etapas iniciais. O índice, que varia de 0 a 10, é o principal termômetro da qualidade do ensino no país e combina desempenho dos alunos com taxas de aprovação.
Na comparação nacional, Mato Grosso acompanha a média brasileira nos anos iniciais, mas ainda enfrenta desafios nas demais etapas, cenário semelhante ao restante do país. Ainda assim, o estado tem avançado em rankings mais amplos e já aparece entre os dez melhores do Brasil em educação, segundo levantamentos recentes, refletindo os investimentos e mudanças na gestão educacional.
A discussão ganhou força após a repercussão de vídeos que mostram brigas entre alunos em uma escola no bairro Tijucal, em Cuiabá. Questionado sobre o caso, Piveta afirmou que situações de violência devem ser enfrentadas com ação imediata das forças de segurança, mas também com medidas estruturais dentro das unidades escolares. “Se chamar a polícia, não demora para chegar”, disse.
Como resposta, o governo tem ampliado o modelo de escolas cívico-militares, que, segundo Piveta, já demonstrou resultados positivos em desempenho e organização. Ele afirmou que a unidade envolvida no episódio recente já foi convertida para esse modelo. “O que nós vamos fazer para coibir isso preventivamente é transformar nossas escolas em cívico-militar, para colocar disciplina, hierarquia e respeito”, declarou.
Durante a entrevista, o governador também criticou o que considera excesso de debates ideológicos dentro das escolas, incluindo temas relacionados a gênero, defendendo que o foco do ensino deve estar na aprendizagem e na formação acadêmica tradicional. A posição, no entanto, integra um debate mais amplo no país, onde especialistas defendem que temas como diversidade e respeito também fazem parte da formação educacional.
Entre avanços e desafios, Mato Grosso apresenta hoje um cenário de transição: enquanto melhora seus indicadores e sobe no ranking nacional, ainda enfrenta dificuldades principalmente no ensino médio e nos anos finais do fundamental. Nesse contexto, o governo aposta na disciplina e na expansão das escolas cívico-militares como caminho para consolidar os resultados e tentar reposicionar a educação pública do estado entre as melhores do Brasil.
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