POLITICA
Fávaro inicia campanha com alianças de peso
Fávaro inicia campanha com alianças de peso
O senador Carlos Fávaro (PSD) iniciou sua campanha para a eleição suplementar de 15 de novembro na cidade de Lucas do Rio Verde, onde, há mais de 30 anos, começou sua vida em Mato Grosso como um assentado da reforma agrária. Ao participar de um ato político neste domingo (27), ao lado do atual prefeito e candidato à reeleição, Luiz Binotti (PSD), além de outras lideranças políticas, o parlamentar ressaltou o compromisso de continuar fazendo por todos os mato-grossenses.
Fávaro, que também conta com o apoio do governador Mauro Mendes, destacou que a união do grupo político é motivada pelo trabalho. “O espírito de fazer é o que nos une. Este grupo não tem cacique, é um grupo que faz, que trabalha por aqueles que ainda não podem, como as crianças, por aqueles que fizeram muito, nossos idosos, fazer pelas mulheres, pelos desempregados e é isso que nos une”.
O senador lembrou das dificuldades geradas pela pandemia da Covid-19 e salientou que a primeira votação da qual participou após ser empossado tratava justamente do tema. “Não foi coincidência chegar ao Senado no exato dia em que estava sendo votado o orçamento de guerra, que permitiu ao presidente Jair Bolsonaro atender aos estados e municípios, que permitiu comprar respiradores, montar leitos, contratar mais profissionais de saúde, enfim, enfrentar esta pandemia”.
Do mesmo modo, prosseguiu Fávaro, foi este orçamento de guerra que permitiu dar um pouco de dignidade a quem perdeu muito e ganhou uma enorme incerteza, com o pagamento do auxílio emergencial. “E eu fui abençoado por Deus ao conseguir apresentar e aprovar uma emenda que mudou a história da distribuição de recursos para os estados e municípios”. Por meio da emenda 04, de autoria de Fávaro, as prefeituras receberam 14 vezes mais do que o previsto e a administração estadual recebeu quase meio milhão de reais a mais.
Os recursos já transferidos, pontuou o senador, ajudaram a administração pública a seguir realizando obras, gerando empregos e cuidando de áreas essenciais, como a Saúde. “Não é coincidência eu ter chegado ao Senado em condições de poder ajudar este município, Mato Grosso e o Brasil. Tenho a certeza de que podemos e vamos fazer mais”.
Apoios
Durante o evento, o deputado federal Neri Geller (PP) enfatizou a importância de Mato Grosso estar representado por sua bancada completa durante a pandemia. “Fávaro é uma pessoa como nós. Do mesmo modo que eu, com trabalho, deixei de ser um arrancador de raiz e me tornei ministro, ele começou em um assentamento e hoje orgulhosamente nos honra no Senado”.
Já Binotti pontuou que mesmo sendo de Lucas do Rio Verde, o senador já tem serviços prestados a todos os municípios. “E é disso que todos os prefeitos precisam, alguém que trabalhe para viabilizar políticas públicas, para trazer recursos e caminhar conosco na missão de melhorar a vida das pessoas”.
O trabalho de Fávaro no Senado foi reconhecido pelas lideranças presentes, como o empresário Rogério Ferrarin. “Fávaro, em pouco mais de 150 dias, transformou o modo de gerir, fez a nova política, trouxe para Mato Grosso mais recursos do que muitos senadores que lá estiveram por oito anos. É uma honra estar aqui com este senador”.
Fávaro conseguiu o maior número de apoiadores na bancada de Mato Grosso na Câmara dos Deputados e no Senado. Ele tem o apoio de quatro dos nove parlamentares que não disputam a eleição suplementar para o Senado: além de Neri Geller, os deputados federais Emanuelzinho (PTB), Juarez Costa e Carlos Bezerra, ambos do MDB.
Crédito das fotos: Caroline De Vita
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
Veja:
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