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Fávaro é escolhido o melhor parlamentar de Mato Grosso em 2021

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O senador Carlos Fávaro (PSD-MT) foi eleito o melhor parlamentar da bancada federal de Mato Grosso em 2021. O prêmio foi concedido pelo Ranking dos Políticos, iniciativa da sociedade civil que avalia a atuação dos membros do Senado e da Câmara dos Deputados, mediante critérios que vão desde o combate a privilégios até votação em matérias importantes nas duas casas legislativas. A solenidade de premiação ocorrerá no mês de dezembro, em Brasília.

 

Considerando apenas os 81 senadores, Fávaro ficou na 11ª colocação. Somando os quase 600 políticos que integram as duas casas, o parlamentar está entre os 70 melhores. “É uma honra receber este prêmio de uma iniciativa tão importante. Isso demonstra que nossa atuação, representando os mais de 3 milhões de mato-grossenses, tem levado resultado para a população, que é o que se espera da política”, afirmou o parlamentar.

 

Entre os aspectos que compõem a nota dada a cada membro do Legislativo pelo ranking estão, por exemplo, os votos proferidos em matérias importantes, como o Projeto de Lei que cria o Marco Legal das Ferrovias, a Medida Provisória que melhora o ambiente de negócios do país e a criação de passaporte sanitário, todos com voto favorável do senador mato-grossense. “Tive estes posicionamentos com a convicção de que eram os melhores para nossa gente em Mato Grosso e seguirei assim por todo o mandato”, pontuou Fávaro.

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Além da atuação em plenário, o ranking leva em consideração a participação do político nas sessões e a economia dos recursos destinados ao exercício do mandato. Fávaro, além de não faltar a nenhuma das 46 sessões agendadas este ano, economizou quase 65% dos recursos destinados ao gabinete. O senador também não responde a nenhum processo, o que é levado em consideração para a formatação do ranking.

 

Iniciativa da sociedade civil, o Ranking dos Políticos é mantido por meio de doações de pessoas físicas brasileiras. Para manter sua independência, ele não aceita recursos de empresas, partidos políticos, grupos de interesse ou do exterior.

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Max Russi não descarta ação do Legislativo contra a Rota do Oeste: “Pedágio precisa parar”

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A concessão ingressou com pedido de devolução “amigável” do trecho de 850 km. Enquanto isso, motoristas sofre com falta de investimentos e acidentes acontecem devido a problemas estruturais.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), não descarta a possibilidade de uma representação, por meio da Procuradoria do Legislativo, em desfavor da Rota do Oeste, concessionária que administra a BR- 163, entre os municípios de Itiquira e Sinop.

A concessão, controlada pelo grupo OTP (Odebrecht Transport), ingressou com pedido de devolução “amigável” do trecho de 850 km à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no ano passado, dada a inadimplência das obrigações de investimentos, no entanto não interrompeu a cobrança do pedágio. Russi aguarda uma movimentação por parte do Ministério Público, tanto federal quanto estadual, sobre o caso.

“Não tem a obra, os buracos estão abrindo e o povo tá pagando. Acostamento alto, acidente toda semana, vidas se perdendo e a gente que tomar providencia”, denuncia.

Uma das soluções paliativas, apontadas pelo parlamentar, até que uma nova concessão seja licitada e os problemas estruturais em diversos trechos sejam solucionados, é a liberação das cancelas.

Max Russi citou o exemplo de rodovias do Paraná, onde praças de pedágio tiveram que interromper as cobranças, devido ao termino das concessões, que duraram 24 anos, com as tarifas mais caras do país. “No Paraná teve um problema parecido, não está cobrando pedágio e os motoristas estão passando livremente”, exemplificou.

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Quem concorda com essa medida, proposta pelo presidente da Assembleia, é o motorista autônomo Valdenor José da Costa (43) que utiliza o trecho entre Sorriso de Rondonópolis. O morador de Juscimeira, que também tem sofrido com problemas estruturais da rodovia, que corta o município, relata um cenário de verdadeiro descaso.

“A BR está abandonada, principalmente no trecho de Rosário do Oeste a Jangada, não tem acostamento. De Cuiabá a Rosário merecia duplicação porque ali nem acostamento tem. Em um dia de chuva tiveram 7 acidentes. Essa Rota Oeste só está arrecadando e não estão fazendo nada pelo motorista, fica tudo abandonada, sinalização toda tampada pelo mato, buraqueira”, relatou.

Outra sugestão do parlamentar é uma ação coletiva, por parte dos motoristas que estejam se sentido lesados pela Rota do Oeste. “Não é correto a empresa receber pedágio. Já era para ter entregado a obra em 2019, não entregou e está ganhando com isso”, avalia.

Max Russi vem travando lutas contra as irregularidades cometidas pela empresa desde sua primeira legislatura, quando ingressou com uma ação no Ministério Público Federal (MPF), solicitando a suspensão imediata da cobrança de pedágio no trecho entre Cuiabá a Rondonópolis, que na época não havia sido duplicado em ao menos 10%, além de apresentar muitos buracos e falta de sinalização.

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Na época, o pedido do parlamentar também foi fundamentado em relatório técnico emitido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA/MT), que apontava várias irregularidades no fornecimento dos serviços pela concessionária, além de reclamações constantes de motoristas e moradores da região.

Em outubro do ano passado o deputado Max Russi chegou a coletar 15 assinaturas dos colegas deputados estaduais, para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, com a intenção de investigar a concessão da BR-163. Desde então, a empresa decidiu pela devolução da rodovia a União.

“Eu concordo em trocar e empresa, mas seja uma concessionária que cumpra com o seu papel, faça os investimentos necessários e que de segurança e alívio aos motoristas, que utilizam a essa rodovia”, disse.

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