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Facmat discute com o fisco percentual da margem de valor agregado sobre setores econômicos

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O presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat) e da Associação Comercial de Cuiabá, Jonas Alves, em conjunto com alguns diretores das entidades, reuniu-se nesta quinta-feira (21.11), com a equipe técnica da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), na sede do órgão, em Cuiabá, para debater os percentuais da Margem de Valor Agregado (MVA) sobre os segmentos econômicos e regulamentação, de acordo com a LC 631/19.

A MVA é uma porcentagem determinada pela Sefaz de cada estado para os produtos, ou grupos de produtos, a fim de calcular o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) que deve ser pago por substituição tributária (ST).

Segundo o presidente da Facmat e da ACC, Jonas Alves, o setor empresarial teme o aumento da carga tributária a partir de janeiro do ano que vem, quando começa a vigorar a nova lei. A Sefaz ainda discute os percentuais que serão estabelecidos aos produtos e deve publicá-los em portaria nos próximos dias.

“O aumento pode chegar até 90%, dependendo do produto. Essa reunião é muito importante para esclarecer a metodologia que a Sefaz está usando para definir as MVAs de cada setor, agora por produto, não mais por CNAE, que era um fator que dava algumas distorções e falta de isonomia. Ao mesmo tempo, nós precisamos discutir esses assuntos com todos os setores, porque as entidades, as Associações Comerciais, a Facmat, representam todos os segmentos produtivos do Estado”, afirmou.

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Para Jonas Alves, o aumento da carga tributária irá impactar em todos os setores do Estado, como por exemplo, o setor de confecções e o de materiais para construção, sendo que o consumidor final sentirá no bolso. “O comerciante coloca a sua margem em função dos custos que tem. Ele precisa ter lucratividade para cobrir seus custos, então pensamos na sustentabilidade dos negócios, para crescer e se desenvolver, mas quando há aumento da carga tributária fica difícil”, alerta o presidente.

O assessor contábil Clayton Leão, presente na reunião, explica que o Estado não pode impor uma MVA padrão devido a diferença entre a margem bruta de lucro de cada produto. “Um determinado produto dentro de uma empresa tem margem bruta de 50%, outro de 10%, então o Estado não pode padronizar a MVA. A margem de lucro envolve diversos fatores, por exemplo, a estrutura de custo, uma loja que está em shopping é um custo, uma loja que está em Cáceres é outro, uma no centro de Cuiabá também, e de qualquer forma quem será penalizado é o consumidor final, porque o empresário que conseguir fazer todos os cálculos e entender qual é o percentual de aumento efetivo da carga tributária, vai repassar isso para o consumidor”, justificou o contador.

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Para o empresário Luiz Fernando Homem de Carvalho, diretor da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Rondonópolis (Acir), a discussão sobre a MVA precisa ter o envolvimento de todas as Associações Comercias do Estado. “Temos que apresentar nossas sugestões com dados técnicos, fazer nossa apuração por segmento e enviar para a Facmat reunir tudo isso e compactar para apresentar à Sefaz para não sermos ainda mais prejudicados”, disse.

Também estiveram presentes na reunião, os diretores Manuel Gomes, Roberto Peron e Andrea Tereza de Rezende, além do advogado Rafael Furman e o contador Clayton Leão. Como representantes da Sefaz participaram os técnicos Lucas Elmo Pinheiro Filho, Thaissa Sposito e Nilton Esaki.

O que diz o governo estadual

Vinte e cinco segmentos estão sujeitos a tributação do ICMS, como autopeças, bebidas alcoólicas, ferramentas, materiais de construção, medicamentos etc. O governo estadual credita diversas vantagens com o novo regime tributário, como o retorno ao padrão nacional de tributação, seguindo as diretrizes constitucionais, maior segurança jurídica e redução do custo da administração pública.

Foto: Assessoria Facmat

Por Luciane Mildenberger

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Mato Grosso passa a integrar rede internacional com inauguração da Câmara de Comércio Italiana

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PONTE ECONÔMICA

por Sandra Costa

Delegação da ITALCAM é instalada em Cuiabá e consolida ponte econômica entre o Estado e a Itália

Cuiabá (MT) – No próximo dia 4 de maio de 2026, Mato Grosso dará um passo histórico em sua estratégia de internacionalização econômica com a inauguração oficial da Delegação Mato Grosso da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo (ITALCAM). A instalação consolida a presença institucional permanente da rede italiana no Estado e posiciona Mato Grosso no eixo das relações comerciais entre Brasil e Europa.

A programação contará com dois momentos centrais: a inauguração oficial da sede ITALCAM/MT, às 16h, na rua Polônia, nº 75, bairro Santa Rosa, em Cuiabá e o Seminário Internacional Brasil–Itália, às 19h, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT).

A cerimônia reunirá autoridades estaduais e municipais, representantes do setor produtivo e dirigentes internacionais, entre eles o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, o presidente da ITALCAM, Graziano Messana, e o Cônsul-Geral da Itália em São Paulo, Domenico Fornara.

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Ponte estratégica entre produção e inovação

A instalação da Delegação Mato Grosso representa a consolidação de uma ponte econômica estruturada para promover negócios, investimentos, inovação tecnológica e cooperação institucional entre o Estado e a Itália.

“Mato Grosso é hoje uma potência produtiva global em agroindústria, energia, mineração e logística. A presença da ITALCAM fortalece a conexão desse potencial com o mercado europeu, ampliando oportunidades de investimentos, parcerias tecnológicas e inserção internacional das empresas locais”, destaca o delegado regional da ITALCAM/MT, André Luiz Schelini.

Para o conselheiro da ITALCAM/MT, Jandir José Milan, a instalação da Delegação simboliza um avanço estratégico para o ambiente empresarial do Estado. “Mato Grosso alcançou uma escala produtiva que exige presença estruturada nos principais mercados internacionais. A ITALCAM nasce como instrumento concreto de geração de oportunidades, atração de investimentos e fortalecimento da competitividade das nossas cadeias produtivas.”

Segundo Milan, a iniciativa amplia o horizonte empresarial local. “Estamos consolidando uma plataforma permanente de conexão entre o setor produtivo mato-grossense e o ambiente empresarial europeu, promovendo acesso à tecnologia, inovação industrial e novas possibilidades de agregação de valor à produção estadual.”

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Seminário Internacional e assinatura de Memorandos de Entendimento
O Seminário Internacional Brasil–Itália reunirá especialistas convidados para debater o Brasil como destino de investimentos e as perspectivas do Acordo Mercosul–União Europeia.

Durante o evento, será realizada a assinatura de Memorandos de Entendimento (MoUs) com prefeituras e entidades representativas, formalizando uma agenda estruturada de cooperação internacional voltada à promoção econômica e ao fortalecimento dos territórios estratégicos do Estado.

Marco para a internacionalização do Estado

A criação da Delegação ITALCAM/MT insere Mato Grosso em uma rede global presente em mais de 50 países, ampliando sua presença internacional e consolidando sua posição como protagonista nas novas dinâmicas do comércio exterior.

A frase que eterniza a inauguração sintetiza o propósito da iniciativa: “Aqui se consolida a ponte econômica entre Mato Grosso e a Itália para promoção internacional dos negócios.”

Serviço:
O quê: Inauguração da Delegação Mato Grosso da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo – ITALCAM
Quando: 04 de maio de 2026
Onde: Cuiabá – MT

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