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Extensão em Participação Social é tema de reunião com instituições de ensino federais da Paraíba

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A promoção de Extensão em Participação Social nas instituições de ensino federais foi debatida por representantes das Universidades da Paraíba (UFPB) e de Campina Grande (UFCG), e do Instituto Federal da Paraíba, com o secretário nacional de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Renato Simões, em reunião, na última quinta-feira (28), na reitoria da UFPB, em João Pessoa (PB).  

Os participantes discutiram a nova oportunidade de estreitamento da relação entre as universidades e institutos federais com a sociedade civil. Os projetos poderão ser apresentados por professores e servidores técnico-administrativos das instituições de ensino. As propostas serão direcionadas a docentes, servidores e bolsistas residentes nos territórios contemplados e deverão ser realizadas em parcerias com os movimentos sociais.  

A reitora da UFPB, Terezinha Domiciano, disse que a universidade paraibana é reconhecida pela inclusão social e participação ativa da comunidade nos projetos que desenvolve. “Nossos projetos de extensão se destacam em comparação com as outras universidades federais, principalmente, pela grande qualidade de nossos servidores. Temos diversos projetos premiados”, afirmou.  

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O secretário nacional de Participação Social, Renato Simões, disse que as instituições públicas de educação superior são fundamentais no desenvolvimento extensão. “As instituições de ensino superior são atores estratégicos para fazer a ponte entre o governo federal e os territórios, promovendo o diálogo, a escuta e a construção conjunta de soluções para os desafios sociais”, afirmou.  

Processo – A extensão universitária pode ser definida como um “processo educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre universidade (e institutos) e outros setores da sociedade”. Nesse sentido, a temática de participação social deve incentivar, fomentar e apoiar as políticas e ações de participação social nos territórios, atuando na elaboração e implementação de programas e projetos de extensão universitária.  

Também faz parte dos objetivos promover a ampliação de projetos voltados aos processos, instâncias e mecanismos de participação social nas políticas públicas federais nos territórios, além de ampliar a pesquisa para difusão do conhecimento e avaliação de processos, metodologias e políticas de participação.  

CNPQ – As instituições de ciência e tecnologia da Paraíba aguardam edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para apoiar propostas de extensão em participação social com educação popular nos territórios em quatro territórios paraibanos. As ações deverão ser desenvolvidas dentro do Programa de Produção e Consumo de Alimentos Saudáveis (PAS Nordeste) em Borborema, Curimataú, Zona da Mata Norte e Zona da Mata Sul.

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Interesse crescente – Universidades e institutos federais têm manifestado interesse em adotar o programa que articula as práticas de extensão universitária e de participação social, previsto na Portaria Interministerial n° 192, de 2025, que estabelece parceria do Ministério da Educação e da Secretaria-Geral da Presidência da República. Com a iniciativa, o governo federal pretende fortalecer a presença dos movimentos sociais e das organizações da sociedade civil nos territórios em todo o ciclo das políticas públicas. 

Fonte: Secretaria-Geral

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Operação Dupla Cena desmonta associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas

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Florianópolis, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), participou da Operação Dupla Cena, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC).

A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa voltada à prática de estelionato mediante fraudes eletrônicas, principalmente por meio do uso de redes sociais.

A Operação Dupla Cena conta com o suporte operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), que colaborou na deflagração de 18 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Fortaleza, Canindé, Sobral e Caucaia.

“A operação envia um recado claro: o ambiente digital não é terra sem lei, e a distância geográfica não serve mais de escudo para a impunidade. Ao atingir simultaneamente o mentor intelectual e a rede de “conteiros” no Ceará, não estamos apenas solucionando um estelionato ocorrido em Santa Catarina, mas desmantelando uma engrenagem sofisticada de prejuízos sociais por meio da integração estratégica com o Ciberlab”, afirma o delegado da PCSC, Osmar Carraro.

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Modus operandi

As investigações tiveram início após uma fraude perpetrada contra uma lotérica em Florianópolis, que resultou em um prejuízo de R$ 114 mil. O grupo criminoso utilizava redes sociais para atrair vítimas com falsas promessas de prêmios em dinheiro. No caso, a vítima foi induzida a ir até uma lotérica e a entregar o telefone à atendente.

Do outro lado da linha, um criminoso, passando-se pelo patrão da cliente, persuadiu a funcionária a realizar diversos depósitos em contas digitais, sob a promessa de que o acerto financeiro seria feito ao final dos procedimentos.

Alvos e prisões

Entre os alvos presos hoje está o “Mentor Intelectual”, identificado como o chefe do esquema e responsável pela coordenação do grupo no Ceará. Também foram presos outros 17 “conteiros”, indivíduos recrutados (coautores) para ceder contas bancárias, permitindo o recebimento e a rápida dispersão dos valores subtraídos das vítimas.

O objetivo central é paralisar as atividades criminosas do grupo com base em Fortaleza. A operação visa prender quem executa a ligação, bem como responsabilizar o autor intelectual e impedir que o grupo continue utilizando redes sociais para atrair novas vítimas.

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Tipificação penal

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), associação criminosa (Art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98), cujas penas, quando somadas, podem atingir até 21 anos de reclusão e multa.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública ressalta a importância da integração entre as forças policiais estaduais para o combate eficaz ao crime cibernético, demonstrando que a distância geográfica entre criminosos e vítimas não garante mais a impunidade no ambiente digital.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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