Mulher
Estela Bezerra é nomeada secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres no Ministério das Mulheres
A jornalista paraibana Estelizabel Bezerra de Souza, mais conhecida como Estela Bezerra, foi nomeada para o cargo de secretária Nacional de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres (SENEV) do Ministério das Mulheres. Natural de João Pessoa, na Paraíba, é mulher negra, feminista e defensora de Direitos Humanos. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da última sexta-feira (06/06).
Formada pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em Jornalismo, Estela Bezerra implantou, em 2004, o primeiro mecanismo de promoção de políticas públicas para igualdade de gênero na Paraíba, a Coordenadoria de Políticas para Mulheres, na Prefeitura de João Pessoa. Foi também secretária de Transparência, coordenadora do Orçamento Democrático e primeira mulher a ser secretária de Planejamento da capital paraibana.
Atuou durante 15 anos no coletivo feminista Cunhã, de seu estado. Entre 2013 e 2014, foi secretária de Estado de Comunicação Institucional e chefe de gabinete do Governo da Paraíba.
Na sequência, foi duas vezes eleita deputada estadual – 2014 e 2018 –, durante os dois mandatos foi autora de legislações relevantes à promoção da proteção social e garantia da cidadania. Presidiu as comissões de Constituição, Justiça e Redação, de Educação, Cultura e Desportos e dos Direitos das Mulheres. Também esteve na liderança das frentes parlamentares da Reforma Política, Ambientalista, pelos Direitos da População LGBT e em Defesa da Democracia e da Diversidade.
SENEV
A Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres (SENEV) coordena, pelo Ministério das Mulheres, a formulação de políticas de enfrentamento à violência contra mulheres em diversos aspectos, que vão da prevenção à assistência às mulheres em situação de violência.
A SENEV é responsável pela gestão da Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, destinado a receber denúncias e reclamações e prestar informações sobre o tema, e pela implantação de Casas da Mulher da Brasileira, em parceria com estados e municípios.
Realiza, ainda, estudos e pesquisas com vistas à redução do feminicídio e de assassinatos de meninas e mulheres por arma de fogo.
Fonte: Ministério das Mulheres
Mulher
Ministra das Mulheres visita obra da Casa da Mulher Brasileira em Foz do Iguaçu
Em agenda oficial, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, esteve hoje (22/4) em Foz do Iguaçu, no Paraná. Durante a visita, a ministra acompanhou a obra da Casa da Mulher Brasileira, que já está em fase de concretagem e com previsão de entrega para outubro de 2026. O projeto une inovação tecnológica, economia de recursos e articulação social na região da Tríplice Fronteira.
Diferente de construções convencionais, a unidade de Foz do Iguaçu foi projetada com a metodologia BIM (Building Information Modeling). O uso dessa tecnologia tridimensional garante segurança estrutural, redução de desperdícios e melhor gestão do dinheiro público. Além disso, é um ambiente projetado para se adaptar às diversas necessidades de atendimento.
Acolhimento
Consolidada no Brasil, a Casa da Mulher Brasileira foi inspirada em experiências internacionais, como Ciudad Mujer, em El Salvador. O ambiente funcionará como um centro de atendimento humanizado, reunindo em um único espaço Delegacia Especializada e Patrulha Maria da Penha; Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública; equipes psicossociais e alojamento de acolhimento provisório; Cuidoteca – espaço dedicado às crianças enquanto as mães recebem atendimento.
“Ter esse espaço de acolhida para as mulheres faz parte da rede de atendimento, prevenção e acolhimento, para que cada vez mais Foz do Iguaçu seja uma cidade livre de violências contra as mulheres”, declarou a ministra.
Expansão
A implantação da Casa da Mulher, em Foz do Iguaçu, faz parte de uma estratégia do governo federal no combate à violência contra as mulheres. Atualmente, o país conta com 43 casas em processo de construção e licitação. Os espaços estão integrados ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, liderado pelo Governo Federal em conjunto com os Três Poderes. Para a ministra Márcia Lopes “não existe desenvolvimento econômico ou sustentável em uma sociedade onde a vida das mulheres é banalizada. O foco agora é o acolhimento, a justiça e a proteção integral”.
Outras agendas
Durante a visita ao Paraná, Márcia Lopes também cumprirá outras agendas, como Reunião com a Rede de Proteção das Instituições da Casa da Mulher Brasileira; Visita à Comunidade Terapêutica Sagrada Família; Reunião com a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA); Aula Magna para a Comunidade Acadêmica da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA).
Fonte: Ministério das Mulheres
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