EDUCAÇÃO
Escolas podem receber recursos para projetos de formação cidadã
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), abriu a adesão ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Escola e Comunidade – Ciclo 2025, por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), módulo PAR 4. As secretarias estaduais, municipais e distrital de educação interessadas em participar têm até o dia 8 de junho para formalizar a adesão. Ao todo, 38.847 escolas públicas de todo o país podem receber os recursos do programa, que destinará recursos para projetos de formação cidadã. A participação é condição essencial para que as escolas da rede pública elaborem e enviem os seus Projetos de Formação pelo sistema PDDE Interativo e recebam recursos financeiros destinados à implementação das ações planejadas.
A iniciativa faz parte do Programa Escola e Comunidade (Proec), que visa fomentar a parceria entre a escola, a família e a comunidade, na perspectiva da educação integral. Isso se dá por meio da participação de estudantes, profissionais da educação, familiares e membros da comunidade em projetos de formação que envolvam a promoção da cidadania, da cultura de paz e democrática e a melhoria da qualidade da educação pública brasileira.
As escolas elegíveis para o Ciclo 2025 do PDDE Escola e Comunidade estão localizadas em 4.888 municípios, cobrindo todos os 27 estados brasileiros. Essa abrangência reforça o potencial do Programa Escola e Comunidade de impactar de forma significativa a realidade educacional de diferentes contextos regionais e sociais. Kátia Schweickardt, secretária de Educação Básica do MEC, destaca que a iniciativa “contribui para a construção de projetos educativos mais democráticos, colaborativos e alinhados às realidades locais”.
A maioria das escolas elegíveis é da rede municipal, o que representa 60,2% do total – 23.406 escolas. Já as escolas da rede estadual somam 15.441 unidades, correspondendo a 39,8%. Para a SEB, essa distribuição mostra a forte presença das redes locais na oferta da educação básica e seu protagonismo nas ações de formação voltadas à comunidade escolar.
Segundo a diretora de Formação Docente e Valorização dos Profissionais da Educação, Rita Esther Luna, esses números refletem não apenas o tamanho das redes estaduais e municipais, mas também o compromisso dos sistemas de ensino com o fortalecimento da relação entre escola, família e comunidade.
Cada escola participante deve elaborar um Projeto de Formação no sistema PDDE Interativo, contendo no mínimo três ações planejadas. A primeira delas, obrigatória, é a oficina intitulada “Pense antes de compartilhar: o poder da informação e o perigo das fake news“, disponível no portal do Proec.
As ações devem promover a cidadania, a cultura de paz, os direitos humanos e o respeito à diversidade. “O projeto deve ser elaborado com o apoio do conselho escolar, que também será responsável pelo acompanhamento da execução e prestação de contas dos recursos”, afirmou o coordenador-geral de Formação de Gestores e Técnicos da Educação Básica da SEB, Roberto Junior.
Para acessar os documentos orientadores, vídeos e demais informações sobre o PDDE Escola e Comunidade – Ciclo 2025, acesse: https://www.gov.br/mec/pt-br/proec
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.
O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.
A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.
A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.
Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.
Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.
A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.
Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.
O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.
Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.
A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.
O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.
Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.
A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.
Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.
A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.
Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.
Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.
Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.
Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.
A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.
Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.
Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.
A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
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