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“Enquanto houver vaga, tudo é possível”, diz Rogério Gallo sobre deixar o governo para disputar as eleições de 2026, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

CHAPA AO SENADO

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, não descartou a possibilidade de deixar o governo estadual para disputar as eleições de 2026. Questionado por jornalistas sobre as articulações políticas que já movimentam os bastidores do Estado, o secretário afirmou que o cenário ainda está em aberto e que não há definições neste momento. “O futuro a Deus pertence. Enquanto houver vaga, tudo é possível”, declarou.

A fala ocorreu após um ato oficial realizado pelo governo de Mato Grosso no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Na ocasião, o Executivo estadual formalizou o credenciamento da rede lotérica da Caixa Econômica Federal para receber o pagamento de tributos e taxas estaduais. O evento foi realizado na Sala Garcia Neto e reuniu representantes do governo e da instituição financeira.

Durante a conversa com a imprensa, Gallo comentou sobre o cenário político que começa a se desenhar para as eleições de 2026 e reconheceu que há um processo de reorganização em curso dentro do Executivo estadual, diante da possibilidade de que o governador Mauro Mendes deixe o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal.

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Caso a candidatura se confirme, a saída de Mauro Mendes do Palácio Paiaguás abriria caminho para uma série de mudanças na estrutura do governo. O atual vice-governador, Otaviano Pivetta, assumiria o comando do Estado, enquanto integrantes do primeiro escalão também poderiam deixar seus cargos para disputar cargos eletivos.

Entre os nomes mais citados nesse movimento político estão o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, o secretário de Educação, Alan Porto, e o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, todos considerados aliados próximos do governador e que são mencionados nos bastidores como possíveis candidatos no próximo pleito.

Nesse contexto, o nome de Rogério Gallo também passou a circular entre lideranças políticas como uma possível peça na composição da chapa encabeçada por Mauro Mendes ao Senado, especialmente na condição de suplente. Apesar das especulações, o secretário evitou cravar qualquer decisão, reforçando que as articulações ainda estão em estágio inicial.

A declaração de Gallo reforça o clima de expectativa dentro do governo estadual, onde o cenário eleitoral de 2026 já começa a influenciar discussões políticas e possíveis rearranjos na estrutura administrativa do Executivo. Enquanto as definições não chegam, o secretário mantém cautela, mas admite que o caminho para uma eventual participação no processo eleitoral permanece em aberto.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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