EDUCAÇÃO
Encontros regionais fortalecem educação digital e midiática
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), concluiu o primeiro ciclo nacional de encontros presenciais previstos para a assessoria técnica prestada aos municípios vinculada ao Curso de Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica, ofertado em parceria com universidades federais de todas as regiões do país. Os encontros reuniram equipes técnicas municipais e cursistas da especialização para fortalecer a implementação da Educação Digital e Midiática nas redes de ensino, em consonância com a Resolução CNE/CEB nº 2/2025, e mobilizaram mais de 900 profissionais em todo o território nacional.
Em Brasília (DF), no dia 29 de outubro, o encontro coordenado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) reuniu 63 profissionais da região Centro-Oeste. Em São Paulo (SP), no dia 18 de novembro, o encontro organizado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) contou com a participação de 210 profissionais do Sudeste. Na região Sul, 160 profissionais participaram do encontro realizado em 27 de novembro, em Florianópolis (SC), sob organização da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). No Nordeste, o evento promovido em Recife (PE), no dia 5 de dezembro pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) mobilizou 225 participantes. Já na região Norte, os encontros organizados pela UFMS com apoio da Universidade Federal do Pará (UFPA) contaram com 183 participantes em Belém (PA), em 9 de dezembro, e 98 participantes em Manaus (AM), no dia 10 de dezembro, totalizando 939 profissionais mobilizados presencialmente.
Sobre a importância do processo, a secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt, destacou, em mensagem enviada às regiões, que “a escola tem um papel fundamental para que nossas crianças, adolescentes e jovens aprendam a usar as tecnologias de forma crítica, ética e criativa. A educação digital e midiática protege, orienta e amplia as possibilidades de aprendizagem em um mundo conectado. É por isso que estamos juntos aqui, para garantir a atualização curricular com qualidade, equidade e protagonismo dos territórios”, afirmou.
A secretária também ressaltou a relevância da parceria com as universidades federais: “As universidades estão se reaproximando das redes públicas, levando conhecimento, formação e inovação até o chão da escola. Nosso agradecimento à UFMS, UFSCar, UFPA, UFRPE e UFSC por assumirem esse compromisso ao lado das redes que fazem a educação básica acontecer todos os dias”, concluiu Kátia Schweickardt.
Os encontros presenciais integram a estratégia do MEC para apoiar estados e municípios na atualização de seus currículos, como previsto na Resolução CNE/CEB nº 2/2025, que estabelece que todos os sistemas de ensino concluam esse processo até o final de 2025. No contexto do financiamento educacional, a Comissão Intergovernamental de Financiamento para a Educação Básica de Qualidade (CIF), responsável pelas condicionalidades do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), aprovou que a comprovação dessa atualização curricular será exigida em 2026, sendo critério para habilitação ao recebimento da complementação em 2027.
Assim, o MEC reforça que 2025 é o prazo final para atualização dos currículos; 2026 será o ano de comprovação no âmbito do VAAR; e 2027 será o ano em que incidirá a habilitação ou inabilitação ao recebimento da complementação, conforme a comprovação apresentada.
Ao promover a especialização e a assessoria técnica municipal, o MEC reafirma seu compromisso com a implementação da Política Nacional de Educação Digital, oferecendo formação continuada, apoio técnico territorializado e materiais orientadores que contribuam para que as redes de ensino incorporem, de forma qualificada, a educação digital e midiática em seus currículos e práticas pedagógicas. A ação integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) e reforça o papel do ministério em garantir que as redes avancem de maneira estruturada e alinhada aos desafios contemporâneos da educação.
Workshop – Estava programado para ocorrer em 11 de dezembro, em Palmas (TO), o segundo workshop da Especialização voltado à região Norte. Contudo, devido às condições climáticas extremas que afetaram diversas regiões do país — incluindo o ciclone extratropical, que provocou atrasos e cancelamentos de voos em pontos estratégicos de conexão aérea —, o deslocamento das equipes e dos materiais tornou-se inviável. Em comunicado oficial, o MEC e a UFMS lamentaram o cancelamento e informaram que uma nova data será divulgada, reiterando o compromisso com a qualidade formativa do curso.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.
O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.
A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.
A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.
Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.
Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.
A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.
Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.
O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.
Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.
A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.
O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.
Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.
A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.
Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.
A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.
Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.
Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.
Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.
Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.
A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.
Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.
Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.
A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
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