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Encontro entre startups brasileiras e japonesas fortalece a cooperação digital na agricultura

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Na última semana, cerca de 110 pessoas, incluindo investidores, pesquisadores, representantes institucionais e governamentais, além de empresas inovadoras dos setores agro e agrifood, participaram remotamente do Encontro Brasil-Japão. A iniciativa reuniu participantes de diversas partes com o objetivo de fomentar a cooperação digital e a inovação no agronegócio.

Organizado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o evento teve como foco a promoção de conexões entre startups, empresas, investidores e instituições de ambos os países. O principal objetivo foi impulsionar a inovação tecnológica no setor agropecuário, estabelecendo novas oportunidades de colaboração.

Durante o evento, os participantes puderam trocar experiências em espaços dedicados ao networking, assistir a apresentações de casos reais de sucesso e participar de palestras com especialistas do setor. Também houve demonstrações de soluções tecnológicas aplicadas ao agronegócio, seguidas de debates sobre novas oportunidades de cooperação empresarial e institucional entre Brasil e Japão.

De acordo com o diretor do Departamento de Apoio à Inovação para Agropecuária, Alessandro Cruvinel, esse foi o primeiro evento de aproximação, neste projeto, entre Brasil e Japão, e houve um grande interesse de ambos os países. “Na sequência, vamos estruturar encontros bilaterais entre os participantes para prospecção de parcerias e ampliação de oportunidades e sinergias”, completou.

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O encontro faz parte do projeto de cooperação internacional entre Brasil e Japão (JICA/Mapa/Embrapa), voltado para o desenvolvimento colaborativo da Agricultura de Precisão e Digital, com o objetivo de fortalecer o ecossistema de inovação e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Para conhecer algumas das iniciativas apresentadas durante o evento, acesse o grupo de WhatsApp pelo link: https://chat.whatsapp.com/JFtoto6IdV0LgJg3bDeVNW. No grupo, JICA e Mapa oferecerão apoio institucional para as startups brasileiras e japonesas que desejam expandir suas interações e parcerias.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro

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A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.

O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.

O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.

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Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.

Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.

No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.

O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.

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O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.

Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.

Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.

Fonte: Pensar Agro

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