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Empresas devem manter-se alertas face a tempestividade de acesso aos seus dados pelo governo, diz especialista

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Por Henrique Pimenta

Com a pandemia da covid-19, o Governo Federal, sensível as necessidades empresariais, disponibilizou às empresas o adiamento do pagamento de tributos (PIS/Pasep, Cofins, Simples Nacional e o INSS). No entanto, esse adiamento foi temporário e por um curto período, e durante esse processo o trabalho do profissional contábil continuou igualitariamente, sendo necessário para, apuração desses e dos demais tributos devidos pela empresa como o ICMS, o ISSQN, o IRPJ e a CSLL que não sofreram postergação do prazo de recolhimento, bem como para atendimento de outras obrigações do contribuinte como, por exemplo, elaboração da folha de pagamento, emissão de documentos fiscais, disponibilização de demonstrativos contábeis e informações complementares para fins principalmente de captação de linhas de créditos junto as instituições financeiras, dentre outras. Ressalta-se ainda que adiar prazo de recolhimento não significa não ter que pagar. O alerta é da professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e doutora em Administração, Giseli Silvente.

Mesmo com as empresas fechadas por causa das medidas restritivas para conter o avanço do novo coronavírus, as informações fiscais, previdenciárias e contábeis das empresas não pararam. E com a fiscalização pelos órgãos fiscalizadores sendo realizada quase em tempo real, os profissionais contábeis tiveram que se organizar para que o trabalho continuasse, mesmo com as dificuldades trazidas pela Covid19.

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“Muita gente pensa que as micro e pequenas empresas não necessitam de um profissional contábil, pois só precisam fazer o livro caixa. Essa afirmação não reflete a realidade e muito menos a legislação pertinente e em vigência. Com a emissão e registro eletronicamente de documentos em geral, principalmente fiscal e contábil, o acesso a movimentação da empresa pela fiscalização é quase que instantâneo, e o profissional contábil é peça fundamental nesse processo”, explica Silvente.

Se antes a fiscalização dos órgãos públicos dependia de documentos em papel e visitas presenciais, hoje o Fisco recebe todas as informações no mesmo momento em que são geradas. Uma notificação que antigamente levava anos para serem geradas para o contribuinte, atualmente é quase que no mês seguinte a ocorrência do fato gerador.

“O terror do contador é consultar o DTE do contribuinte e existirem notificações. Com tanta agilidade nas informações, é preciso ter um profissional capacitado que oriente ao contribuinte de acordo com os preceitos legais, para evitar a criação de um passivo contencioso, bem como também auxiliar na tomada de decisões no gestor da empresa”, afirma a professora da UFMT.

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Segundo Giseli Silvente, o papel do profissional contábil hoje vai muito além do registro das operações da empresa, ele é responsável por disponibilizar informações contábeis, tributárias, gerenciais e de combate aos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens oriundos do tráfico de drogas (Lei nº 12.683/2012).

“Mais do que deixar o recolhimento de impostos atualizado, o contador hoje é fonte geradora de valiosas informações. São muitas possibilidades, que vão muito além de estar em dia com o Fisco”, argumenta a professora.

Giseli Silvente é doutora em administração, mestre em contabilidade, especialista na área tributária e professora titular do curso de Ciências Contábeis da UFMT.

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Risco de inflação alta não freia intenção de consumo dos cuiabanos, que registra mais um aumento em setembro

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A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) na capital mato-grossense registrou alta de 5,5% em setembro sobre o mês anterior e chegou a 73,4 pontos, patamar próximo do verificado no início do ano (73,5 pontos).

A análise do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio (IPF-MT) sobre os dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) destaca o percentual bem superior do registrado em setembro de 2020, quando atingia 59 pontos, uma alta de 24,4%.

A pesquisa apresentou a quarta melhora consecutiva, mantendo a série de alta que começou em maio deste ano, quando apresentava 66,3 pontos. O bom desempenho foi puxado pelas famílias que recebem até 10 salários mínimos, com alta de 5,7% na variação mensal e de 24,5% no comparativo anual.

Para o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, a situação da economia está entrando em tendência de crescimento. “Os últimos indicadores são ótimos para a economia, como pode ser observado na questão da empregabilidade, onde menos pessoas disseram estar sem emprego”, explicou. Em maio deste ano, 16,1% disseram estar desempregadas, contra 9,6% verificado neste mês na pesquisa. O levantamento foi feito com 500 pessoas na capital mato-grossense.

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Com relação aos impactos da pandemia por Covid-19, o diretor de pesquisas do IPF-MT, Maurício Munhoz, frisou que, aparentemente, a economia já não é tão influenciada pela pandemia. “Acreditamos que (a economia) voltou ao seu ritmo normal”. No entanto, Munhoz ressaltou o risco da alta inflação no país. “O bom desempenho da pesquisa pode ser afetado por uma nova ameaça: a inflação, que registrou a maior alta dos últimos 19 anos no Brasil”.

A alta mencionada pelo diretor de pesquisas refere-se ao mês de julho, que apresentou alta de 0,96% sobre o mês anterior, acumula aumento de 4,76% no ano e de 8,99% nos últimos 12 meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE).

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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