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Emanuel Pinheiro cria comissão para preparar homenagens aos 70 anos de fundação do Dutrinha

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O grupo é formado por secretários e convidados especiais que fazem parte da história do estádio

Por BRUNO VICENTE

Foto: Luiz Alves

 

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, assinou o Decreto nº 8.553, criando a comissão organizadora para eventos em homenagem aos 70 anos de fundação do Estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha. Considerado o templo do futebol cuiabano e mato-grossense, o estádio alcançará essa importante marca no dia 31 de janeiro de 2022.

O documento estabelece ao grupo a responsabilidade de idealizar, planejar e executar todas as ações alusivas às comemorações. Presidido pelo chefe do Executivo, o comitê também será composto pelos secretários de Comunicação, de Governo, de Cultura, Esporte e Lazer e por um representante da Câmara Municipal.

Além disso, a comissão terá ainda a participação de convidados especiais como o radialista e ex-prefeito de Cuiabá, Roberto França, do jornalista e ex-senador da República, Antero Paes de Barro, e do empresário João Dorileo Leal. Os nomes foram escolhidos levando em consideração os relevantes serviços prestados e estreito vínculo com a história do estádio.

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“O Dutrinha é um patrimônio histórico. Palco da época de ouro do nosso futebol, ele merece todo nosso reconhecimento e cuidado. Os jogos, eventos e outros acontecimentos ocorridos no estádio se confundem com a construção da sociedade cuiabana. Com toda certeza, junto com a revitalização que estamos promovendo, vamos também prestar grandes homenagens ao nosso templo”, comenta Emanuel Pinheiro.

O decreto destaca também que as atividades executadas pelos membros do grupo não serão remuneradas, por serem consideradas de relevante interesse público. Somado a isso, a comissão deve, em um prazo de 90 dias, apresentar a programação e o cronograma de trabalho voltado para a realização dos eventos.

“A Comissão Organizadora poderá ainda solicitar a cooperação de outras secretarias municipais, bem como de representantes de instituições e da sociedade civil em geral que, por seus conhecimentos e experiência, possam contribuir para o desenvolvimento das atividades”, conclui o decreto.

O Dutrinha 

O templo do futebol, carinhosamente conhecido como ‘Dutrinha’, passa pela maior obra desde sua construção em 1952. O investimento de quase R$ 2 milhões foi todo financiado pelo Executivo Municipal na gestão Emanuel Pinheiro. A reforma teve início em fevereiro de 2019 e foi dividida em três etapas: a primeira compreendeu a readequação de todo o espaço, atendendo a medidas de segurança e acessibilidade. A segunda etapa foi a mudança de posicionamento dos postes de iluminação e a troca do gramado. Enquanto que a terceira etapa foi realizada a construção do novo muro e modernização dos vestiários.

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Mercado do Porto é reconhecido como patrimônio histórico, artístico e cultural

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Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

Já está em vigor a Lei 11511/21, que declara como patrimônio histórico, artístico e cultural imaterial, o Mercado do Porto, de Cuiabá. Numa iniciativa do primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), defensor ferrenho de melhorias aos feirantes e trabalhadores da agricultura familiar.

Popularmente chamado de Campo do Bode, o Mercado do Porto se tornou um dos pontos turísticos da Capital, com estrutura coberta que abriga 480 boxes, que oferecem imensa variedade de produtos de qualidade, como peixes, verduras, legumes, cerais e frutas.

De acordo com o Jorge Antônio Lemos Junior, presidente da Organização do Mercado do Porto, entidade que representa os permissionários desse espaço oferecido aos feirantes, a iniciativa é o reconhecimento aos trabalhadores e frequentadores do local.

“A lei do deputado Eduardo Botelho é uma grande conquista para nós porque, além de termos o reconhecimento simbólico, teremos muito mais possibilidades de captar recursos públicos para melhorar o Mercado do Porto, as condições de vida e de trabalho dos permissionários e a qualidade do serviço prestado ao consumidor”, comemorou Lemos Junior.

Botelho já trabalhou nas feiras livres e agricultura familiar, e tem gratidão por tudo que vivenciou à época. “O reconhecimento do Mercado do Porto como Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Imaterial tem o objetivo de proteger, preservar e difundir a riqueza cultural do local, que é, sem dúvida, uma referência em Cuiabá e Mato Grosso”, avalia Botelho.

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HISTÓRIA – Na justificativa do projeto que virou lei, Botelho fez uma retrospectiva sobre a história do Mercado do Porto. Confira:

As primeiras lembranças do que é hoje o Mercado do Porto de Cuiabá, surgem em meados de 1960, conforme registro da memória oral de feirantes remanescentes da primeira grande feira pública e popular da capital de Mato Grosso.

A feira nasceu na região central de Cuiabá, na praça Rachid Jaudy, no meio da avenida Isaac Póvoas, com pouco mais de 10 feirantes, expondo seus produtos em charretes e algumas poucas barracas improvisadas e, ao longo dos anos, foi mudando de lugar, de acordo com o aumento dos feirantes e o crescimento dos consumidores.

Embora sejam raras as pesquisas históricas, feirantes mais antigos relatam que a feira saiu da praça Rachid Jaudy, na década de 50, para o espaço entre o estádio Presidente Dutra e o Arsenal de Guerra, depois foi para a Avenida da Prainha, atrás do Quartel da Polícia Militar, onde hoje é o Shopping Popular. Funcionou no bairro Verdão; na praça Maria Ricci, no Porto; Mercado do Peixe, atual Museu do Rio. E, em 10 de fevereiro de 1995, foi instalado na avenida 8 de abril, no local chamado popularmente de Campo do Bode, entre o córrego Mané Pinto e o Rio Cuiabá.

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Hoje é um complexo comercial varejista composto por 167 permissionários divididos por setores de pescados, açougues, frios, doces, lanchonetes, restaurantes, hortigranjeiros, rações e similares, confecções e utilidades domésticas. O Mercado funciona de terça-feira a domingo, embora alguns comércios abram nas segundas-feiras. Em média, 120 mil pessoas frequentam o mercado por mês.

Além de importante entreposto comercial, o Mercado do Porto de Cuiabá desponta como um dos principais ambientes de circulação. Mantém o método tradicional de preparo de peixes, retirando a espinha e fazendo cortes especiais. Também oferece raridades da gastronomia cuiabana, como o pixé, o furrundú, o doce de caju, as bananinhas fritas, além de frutos típicos da região do cerrado, como o pequi, dentre vários outros ícones da cultura regional.

Fonte: ALMT
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