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Em Cuiabá, CEO global da JBS apresenta propostas para transformar sistemas alimentares globais

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_Gilberto Tomazoni palestrou na manhã desta segunda-feira (9) durante o Fórum Internacional da Agropecuária_

 

Cuiabá, 9 de setembro de 2024 – O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, apresentou no início desta semana, no Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), em Mato Grosso, um extenso diagnóstico elaborado pela Força-tarefa Sistemas Alimentares Sustentáveis e Agricultura do B20, que traz alternativas para ampliar a produtividade, erradicar a insegurança alimentar e promover a sustentabilidade do setor.

 

Braço empresarial do G20, o grupo B20 é formado por diversas forças-tarefas, sendo a de Sistemas Alimentares Sustentáveis, liderada por Tomazoni. Durante o Fórum, em Cuiabá, o CEO frisou a importância de discutir a produtividade com sustentabilidade a longo prazo. “Nós podemos avançar com a adoção das melhores práticas. E que essa mudança seja inclusiva, que permita uma produtividade maior e mais resiliente, porque temos de produzir hoje e vamos ter que produzir para 10 anos”, afirmou Tomazoni.

 

O evento foi promovido em Cuiabá, capital de Mato Grosso, justamente pela importância econômica da região para o agronegócio brasileiro. O estado, por exemplo, lidera o rebanho bovino do país, com 34,2 milhões de cabeças ou 14,6% do total brasileiro, segundo informações do Ministério de Agricultura e Pecuária.

O relatório da força-tarefa, assim como as recomendações do B20, foram entregues ao ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, e ao secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Roberto Serroni Perosa, que também participaram do FIAP. Na ocasião, o ministro ressaltou que a sustentabilidade é o caminho irrevogável para a produção de alimentos. Segundo Perosa, as indicações feitas pelos principais executivos de empresas globais de alimentos e insumos agrícolas serão incorporadas às discussões do G20 e entregues aos ministros do Grupo de Trabalho de Agricultura do G20 Brasil na próxima quinta-feira, 12, na etapa final do GT.

 

Sistemas Alimentares Sustentáveis e Agricultura do B20

Tomazoni informou que o extenso trabalho desta força-tarefa foi desenvolvido durante cinco meses, por 139 pessoas, de 22 países, sendo 14 do setor de alimentos, além da agricultura.

 

Esse estudo será debatido em uma reunião com ministros do setor de outros países que integram o G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, que representam cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, além de 75% do comércio e cerca de dois terços da população.

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O encontro acontece entre os dias 12 e 13 de setembro, em um dos principais destinos turísticos de Mato Grosso, a Chapada dos Guimarães.

 

*Soluções sustentáveis*

 

Durante o FIAP, em Cuiabá, Tomazoni adiantou que o estudo prevê que é possível aprimorar os sistemas alimentares de forma sustentável, ampliando a produtividade e, desta forma, erradicando a fome e melhorando a qualidade de vida das pessoas. “Só vamos conseguir alimentar o mundo se aumentarmos a produtividade”, afirmou.

 

De acordo com o CEO, o sistema acelerado de ganho de produtividade trouxe grandes desafios para o setor econômico, principalmente três, sendo eles, as práticas sustentáveis, a garantia de melhores condições de vida para as pessoas empregadas, e por fim, a segurança alimentar da população como um todo. “Esses três desafios interagem entre si. Por isso, se conseguirmos transformar esse sistema, ele será um grande pilar para gerarmos muito mais equidade”, frisou.

 

O estudo, segundo Tomazoni, alertou para a necessidade de investimento em produtividade, acesso à inovação e tecnologia disponível a todos os participantes dos sistemas alimentares. “Aumentamos a produtividade com adoção das melhores práticas ambientais e sustentáveis, além de assistência técnica para que essa mudança seja inclusiva”.

 

Por fim, o CEO destacou que a barreira econômica desafia o setor, principalmente no que diz respeito a investimentos no clima, que estão em torno de 4% nos sistemas alimentares e para a agricultura.

 

“Temos um grande desafio das mudanças ambientais e a agricultura tem grande potencial de poder capturar o carbono. Porém, só 4% dos investimentos climáticos vão para a agricultura. E, para fazer uma transformação dessa, pelos nossos cálculos, é preciso algo em torno de US$300 bilhões a US$350 bilhões”, indicou Tomazoni.

 

Para isso, é preciso uma atuação em conjunto. “Não dá para ficar pensando em fronteiras. As mudanças climáticas não reconhecem os limites entre os países. Esse é um tema urgente que demanda a união de todos”, disse Tomazoni.

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Atualmente, o setor de alimentação emprega 35% da população, o que representa 10% do PIB e alimenta 8 bilhões de pessoas do mundo.

 

*Maior empregadora do Brasil*

 

A JBS e suas cadeias produtivas movimentaram, em 2020, o equivalente a 2,93% do PIB (Produto Interno Bruto) de Mato Grosso e contribuíram, em 2021, para a geração de 7,2% dos empregos do estado. Os dados são do levantamento produzido pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

 

Em números totais, o impacto da JBS no PIB mato-grossense foi de R$16,57 bilhões, com valor adicionado de R$5,2 bilhões. Em 2021, a companhia gerou 131.274 empregos diretos, indiretos e induzidos no estado. A JBS está presente em 16 municípios mato-grossenses, com forte atuação nas indústrias de bovinos, aves, biodiesel, couros e alimentos preparados, além de outras atividades como confinamento de gado, transporte e geração de valor agregado.

 

*Sobre a JBS*

 

A JBS é uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Com uma plataforma diversificada por tipos de produtos (aves, suínos, bovinos e ovinos, além de plant-based), a companhia conta com mais de 270 mil colaboradores, em unidades de produção e escritórios em todos os continentes, em países como Brasil, EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália, China, entre outros. No Brasil, a JBS é uma das maiores empregadoras do país, com 155 mil colaboradores. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação: Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre muitas outras, que chegam todos os dias às mesas de consumidores em 190 países. A empresa investe em negócios correlacionados, como couros, biodiesel, colágeno, higiene pessoal e limpeza, envoltórios naturais, soluções em gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transportes, com foco na economia circular. A JBS conduz suas operações priorizando a alta qualidade e a segurança dos alimentos, e adota as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal em toda sua cadeia de valor, com o propósito de alimentar pessoas ao redor do mundo de maneira cada vez mais sustentável.

 

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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