EDUCAÇÃO
Educação profissional e ensino da saúde ganham reforço em GO
A educação no estado de Goiás ganhará melhorias efetivas, a partir da atuação do Ministério da Educação (MEC). Nesta terça-feira, 25 de fevereiro, a pasta anuncia ações de valorização da educação profissional e tecnológica; e do ensino, da pesquisa e da extensão na área da saúde. O estado vai ganhar um novo campus vinculado ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano (IF Goiano), no município de Porangatu. Já para a cidade de Catalão, está prevista a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), entidade vinculada ao MEC, a Universidade Federal de Catalão (Ufcat) e o governo local. O investimento das medidas anunciadas é de R$ 25 milhões.
Com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, o MEC comparece aos municípios contemplados com representantes da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e da Ebserh, ao lado de representantes do Ministério da Saúde; do governador de Goiás, Ronaldo Caiado; de representantes dos governos do estado de Goiás e dos municípios de Porangatu e Catalão; do IF Goiano; de parlamentares; estudantes; e servidores. As agendas são transmitidas pelo canal do YouTube do Ministério da Educação.
Hospital universitário – Na primeira agenda do dia, em Catalão (GO), será assinado, a partir das 12h (horário de Brasília), o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Ebserh, a Universidade Federal de Catalão e o município de Catalão. O ACT viabilizará o funcionamento do Hospital Universitário da Ufcat. A partir do acordo, serão iniciados os processos para aquisição dos equipamentos e contração de pessoal.
Construído em parceria entre o estado de Goiás e o município de Catalão, o hospital será gerido, a partir de agora, pela Ebserh. A estrutura conta com leitos para Unidades de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e de queimados, além de enfermarias de urgência e emergência pediátrica. A partir do acordo com o MEC, o hospital passará a ter 150 leitos de internação clínica e cirúrgica – sendo 20 UTI adulto e 25 neonatal, ambulatório, e estrutura para centro cirúrgico e atendimento em oncologia, com quimioterapia.
Aliado ao incremento da estrutura, o acordo de cooperação consolida o hospital como um centro de ensino e pesquisa. “Como hospital universitário, ele será essencial para a produção de conhecimento e para a capacitação de profissionais da saúde”, afirmou a reitora da Ufcat, Roselma Lucchese, na ocasião da entrega do hospital, em dezembro de 2024. A parceria entre os entes federativos ainda fortalece a rede de hospitais universitários federais e a inserção desses no Sistema Único de Saúde (SUS).
Novo campus – Já em Porangatu, localizado na região Norte do estado de Goiás, os presentes assinam, às 15h30, termo de início de execução para a construção do Campus Porangatu (IF Goiano). Com uma capacidade de atender 1.400 estudantes, a nova unidade receberá um investimento de R$ 25 milhões – sendo R$ 15 milhões para infraestrutura e R$ 10 milhões para aquisição de equipamentos e mobiliário. Com previsão de entrega em agosto de 2026, o Campus Porangatu será o 13º campus do IF Goiano, que já conta com 12 campi e um polo de inovação.
Com base em estudo de viabilidade, arranjos produtivos locais e oportunidades de empregabilidade, o novo Campus Porangatu atuará nos eixos tecnológicos de recursos naturais, produção alimentícia e desenvolvimento educacional e social. Em Goiás, a expansão dos institutos federais prevê ainda mais dois campi: Quirinópolis e Cavalcante, pertencentes ao Instituto Federal de Goiás (IFG).
Expansão – O Governo Federal anunciou, em março de 2024, a expansão dos institutos federais com a construção de 100 novas unidades em todo o Brasil, em regiões que ainda não possuem unidades ou que registrem baixo número de matrículas em cursos técnicos de nível médio em relação à população da região. Quando estiverem concluídas, as unidades devem gerar 140 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica, majoritariamente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Os novos campi estão sendo construídos com recursos do Novo PAC, com investimento total de R$ 2,5 bilhões.
A expansão é uma das ações para cumprir o Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, com pelo menos 50% da expansão no segmento público. Gratuitos, os cursos são voltados a jovens e adultos e, com os projetos de extensão, toda comunidade é beneficiada. A formação profissional gera oportunidades de emprego, de aumento de renda e de evolução na carreira, além de contribuir com o desenvolvimento socioeconômico e ambiental.
Consolidação – O MEC, por meio do Novo PAC, também está investindo R$ 1,4 bi na consolidação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Essa ação visa melhorar e ampliar a infraestrutura das unidades existentes. As prioridades são as construções de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas, por exemplo. Para o IF Goiano, em 2023 e 2024, já foram repassados R$ 14,2 milhões em ações de consolidação. Este ano, foram investidos R$ 600 mil e, até 2026, estão previstos outros R$ 14,3 milhões.
Assessoria de Comunicação, com informações da Setec e da Ebserh
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.
O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.
A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.
A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.
Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.
Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.
A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.
Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.
O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.
Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.
A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.
O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.
Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.
A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.
Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.
A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.
Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.
Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.
Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.
Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.
A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.
Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.
Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.
A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
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