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Edital da Secel viabiliza produção de documentários sobre referências culturais em Mato Grosso

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O edital Documentário Temático, que foi promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) pela Lei Paulo Gustavo (LPG), está dando vida a produções audiovisuais que retratam a história de referências culturais em Mato Grosso. Entre os filmes a serem lançados estão “Terreiro Ancestral de Toty, o Rei do Congo” e “Vó Maria”.

Saiba mais sobre esses documentários:

Terreiro Ancestral de Toty, o Rei do Congo

A produção retrata a história de Toty, uma das principais referências da Dança do Congo em Mato Grosso, manifestação cultural de matriz afro-brasileira presente nos municípios de Nossa Senhora do Livramento e Vila Bela da Santíssima Trindade.

“O Congo do Livramento acaba não sendo tão reconhecido quanto deveria, mas é uma manifestação secular de extrema relevância para a história e a cultura local”, explica Cláudio Dias, diretor do documentário.

Toty iniciou sua relação com o Congo ainda na infância e ao longo do tempo tornou-se um guardião da tradição, responsável pela criação do Congo Mirim, iniciativa que garante a transmissão do saber às novas gerações. A dança mistura música, teatralidade e religiosidade celebrando a fé, especialmente em São Benedito e narrando a história da resistência negra.

Para Toty, é uma conquista ter sua história registrada. “É a sensação de ter o trabalho, que levou décadas, ser reconhecido. Eu sempre digo que aprender a dançar o Congo qualquer um pode aprender. Mas ser dançante do Congo, espalhar a cultura e levá-la para onde ela deve ir, é uma responsabilidade maior”, ressalta.

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As gravações ocorreram em Nossa Senhora do Livramento, na comunidade quilombola de Mata Cavalo e em Cuiabá, onde Toty mantém sua residência e o terreiro de umbanda. Com cerca de 25 minutos de duração, o documentário estreia neste sábado (10.1).

Vó Maria

Dirigida pela cineasta Jade Rainho, o curta-metragem apresenta reflexões sobre fé, amor e caridade, a partir da trajetória da fundadora do Centro Espírita Pai de Jeremias (CEPJ), que é a casa de Umbanda mais antiga da Baixada Cuiabana. O filme nasce do encontro íntimo entre a diretora e a personagem, acompanhando os últimos anos de vida da Mãe de Santo Maria José da Silva Matos (1939-2024), conhecida como “Vó Maria”.

“Vó Maria fez a sua passagem durante a produção do filme, o que levou o documentário para um lugar ainda mais íntimo e conceitual”, afirma Jade Rainho. Segundo a diretora, sua obra busca tocar o público pelo afeto, pela arte e pela espiritualidade, contribuindo para o enfrentamento de preconceitos religiosos.

Mesmo com a saúde fragilizada, Vó Maria seguia realizando atendimentos espirituais diários no terreiro, sendo cuidada e reverenciada pela comunidade. O documentário acompanha rituais diálogos e a rotina da casa, construindo narrativa poética e não linear, marcada pela memória e pela oralidade.

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“Vó Maria” será lançado no circuito de festivais de cinema e audiovisual, com estreia prevista para o primeiro semestre de 2026.

Informações do edital

O edital de Fomento Audiovisual – “Documentário Temático- edição Lei Paulo Gustavo” contou com um investimento total de R$ 1,95 milhão, valor que inclui recurso inicial previsto no edital somado a um aporte extra para ampliação do número de projetos selecionados.

Ao todo, foram 13 projetos contemplados cada um no valor de R$ 150.000,00, voltados à produção de documentários que valorizam mestres da cultura popular, territórios culturais tradicionais e expressões identitárias, evidenciando a diversidade cultural, religiosa e artística presente no estado.

Além de “Terreiro Ancestral de Toty, o Rei do Congo” e “Vó Maria”, entre as produções viabilizadas estão outros títulos, como “Flor de Atalaia – os Guardiões do Siriri Cuiabano”, “Fé e Identidade da Comunidade de Bocaina” e “Casa Xingu”. Confira a relação completa neste link.

Recentemente, o documentário “O Menino e a Sanfona” foi lançado no YouTube. Saiba mais aqui.

*Sob supervisão de Cida Rodrigues (Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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Do soul ao baião, Judy Black lança primeiro EP e apresenta ao Brasil uma sonoridade sem fronteiras

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por jota de Sá

A cantora Judy Black, natural de Diadema, na Grande São Paulo, prepara o lançamento do seu primeiro EP e marca oficialmente a chegada de uma artista madura, intensa e musicalmente plural ao cenário da música brasileira contemporânea. Aos 41 anos, Judy estreia em disco com um trabalho que transita com naturalidade entre a soul music, a MPB, o R&B e o baião, construindo uma jornada sonora rica, multifacetada e profundamente conectada às raízes culturais do Brasil, sem abrir mão de uma linguagem urbana e universal.

O compacto reúne singles que funcionam como peças de um mesmo mosaico musical. O projeto dilui fronteiras entre gêneros para criar uma identidade própria, vibrante e autoral. O EP pode ser definido como um verdadeiro caldeirão cultural, onde a sofisticação harmônica e lírica da MPB se encontra com o ritmo contagiante do baião nordestino, enquanto o groove do soul e da black music — brasileira e americana — sustenta a base rítmica e emocional das canções.

Segundo Judy Black, o público pode esperar uma experiência auditiva envolvente, que passeia entre batidas marcantes do triângulo, arranjos vocais suaves e instrumentais característicos da MPB, além do swing inconfundível do soul music, enriquecido por metais fortes e linhas de baixo envolventes. A sonoridade regional nordestina aparece “na palma da mão”, como ela define, refletindo uma busca por raízes, mas sempre com um toque contemporâneo e cosmopolita.

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Entre os destaques do trabalho está “Te Encontrei”, apontada como uma das faixas com maior potencial de alavancar a carreira da artista. A canção traz o soul em evidência, com força, identidade e emoção, dialogando diretamente com referências consagradas como Prince, Tim Maia e os grandes nomes do funk e da black music. Também se destacam “Mel” e “Quem Precisa do Teu Amor”, faixas em que os arranjos de sopro reforçam a potência rítmica e a herança musical que atravessa gerações, sem soar datada.

O disco envolve o ouvinte em uma atmosfera que mistura nostalgia e contemporaneidade, evocando memórias afetivas ao mesmo tempo em que propõe uma leitura moderna da música brasileira. “É um som dançante, reflexivo e cheio de energia, conectando o sertão do Brasil ao mundo”, afirma Judy Black. Para a cantora, o EP representa a pluralidade e a força da fusão que só a música brasileira é capaz de produzir, reunindo identidade, diversidade e inovação em um mesmo trabalho.

Judy Black já está presente nas principais plataformas digitais, como Instagram, YouTube e serviços de streaming, onde o público pode acompanhar de perto esse novo capítulo da sua trajetória artística. Com um primeiro EP potente, autoral e carregado de personalidade, a cantora de Diadema surge como um nome que merece atenção, mostrando que maturidade artística e ousadia caminham juntas quando a música vem da alma.

O EP Só eu Soul que será lançado dia 20-12 em todas as plataformas digitais.
Link para ouvir as músicas:
Link do pré-save:
saiba mais e acompanhe a cantora nas suas redes oficiais.
instagram: @ajudyblack
youtube: @ajudyblack
streamings: Judy Black

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