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Documento que contesta proposta do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico é entregue aos deputados

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Deputado Dilmar Dal Bosco em reunião da ZSEE

Foto: JUNIOR POYER

Na manhã de hoje (14) o Fórum Agro, que é composto pela Famato, Ampa, Aprosmat, Acrismat e Acrimat, juntamente com a Fiemt, CIPEM e Aprosoja protocolaram um documento aos deputados, contestando a proposta de Zoneamento em estudo pela SEPLAG e apresentando os impactos que serão causados, caso seja aprovada.

O deputado Dilmar Dal Bosco (DEM) explicou que o projeto atual do ZSEE-MT precisa de uma ampla discussão técnica sobre o tema. “Assim, como está a atual proposta, a Assembleia não irá aprovar, precisamos olhar o estado como um todo, não como está na proposta, é primordial que um novo estudo técnico seja realizado, algo mais condizente com a realidade do nosso estado e seja apresentado para que possamos mostrar a realidade de Mato Grosso, da forma que está, o impacto negativo será muito grande, não podemos prejudicar nenhum dos segmentos, principalmente o setor produtivo” finalizou.

A engenheira Florestal Adriana Cristina Santos explicou que este documento não é um estudo de zoneamento. “Esse documento apresentado hoje, por esse grupo, traz sugestões e, dentro delas, que seja feito um amplo estudo, porque na época do último estudo realizado, a legislação era outra. Hoje isso mudou, da forma como está, se aprovado, os impactos não serão somente ambientais, mas sim, econômicos” finalizou Adriana.

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O Fórum Agro salientou no documento que se valeu de estudos realizados pelo IMEA, por estudos de produtores e industriais de todo o estado e enxerga a proposta de Zoneamento que ora se apresenta como sendo um projeto que ensejará um grande entrave ao desenvolvimento do estado de Mato Grosso.

Para Xisto Bueno, que é diretor-executivo do Fórum Agro MT, o documento apresentado aos deputados é fruto de um intenso debate entre representantes das entidades que o assinam e foi construído com o apoio de assessores de parlamentares que estão vivenciando no dia-a-dia a angústia de produtores e de moradores das áreas em que a proposta de zoneamento será mais incisiva.

“O Fórum Agro MT é favorável à existência de um Zoneamento e entende a importância e a necessidade dele, mas é fundamental que haja um estudo atualizado para que esse estudo reflita o Estado de Mato Grosso como ele, de fato, é” finalizou Xisto.

A proposta é que seja contratada uma instituição de pesquisa de âmbito nacional, com pesquisadores e equipe de campo que possam  promover um aprofundado e atualizado estudo do nosso estado e que, a partir dele, a instituição elabore uma nova proposta de ZSEE com a qual possa reconhecer as potencialidades e fragilidades de Mato Grosso, bem como faça um ordenamento de atividades levando em consideração os avanços tecnológicos dos meios de produção.

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Fonte: ALMT

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AGRONEGÓCIOS

Exportações ajudam produtores de aves a superar alta nos custos

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JB News
Com as intensas valorizações da cotação do milho desde setembro/20, a avicultura não poderia ficar de fora da tendência altista de custos. O poder de compra do avicultor frente ao grão atingiu o menor patamar no mês de abril de 2021.

Ainda que com ligeiro aumento, o mês de maio registrou o segundo pior índice de poder de compra da série histórica do Cepea Esalq/BM&FBOVESPA. Esta redução no poder de compra está atrelada à quebra de safra e, sobretudo, pelo receio do repasse dos custos de produção para os consumidores nesse período.

O levantamento realizado pela Neo Agro Consultoria, com base nos dados do Cepea/Esalq aponta que em maio/21, para cada quilo do frango congelado vendido pelo avicultor paulista, era possível comprar 4,15 quilos do milho. A relação de troca ficou 15,4% inferior ao que foi registrado em maio/20.

A realidade dos avicultores com relação aos custos e a situação do mercado está desafiadora, especialmente para os pequenos e médios produtores. Na avicultura integrada, os desafios são compartilhados entre produtores e agroindústria. Os insumos, em abril, compuseram 75,3% do custo total dos avicultores, segundo o Índice de
Custo de Produção da Embrapa.

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O respiro para os criadores vem com o resultado das exportações de frango congelado, que compensaram os entraves da produção no período. De acordo com os dados da Secex, em maio foram exportadas 383,2 mil toneladas de carne de frango in natura, número 5,6% maior que o volume escoado em abril/21.

Mesmo com a notícia positiva das exportações, o avicultor deve procurar medidas para driblar o preço do cereal.
Com a chegada do milho safrinha e as culturas de inverno, como sorgo, somado com o planejamento, os embarques aquecidos e o recuo do dólar frente ao real, as perspectivas na produção avícola podem ser mais animadoras para os próximos meses.

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  1. Por Laís Costa Marques
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