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Desenvolve Fundes oferece crédito de até R$1,5 milhão com juros reduzidos e prazos estendidos

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A Desenvolve MT – Agência de Fomento de Mato Grosso conta com a Desenvolve Fundes, linha de crédito criada recentemente para quem quer investir, crescer e fortalecer o seu negócio, no campo ou na cidade. Com financiamentos de até R$1,5 milhão, o interessado pode adquirir máquinas e equipamentos, mobiliários e utensílios, realizar uma reforma, capacitação de equipes, investir em usinas fotovoltaicas ou até mesmo utilizar o crédito para capital de giro.

Microempresas podem acessar até R$200 mil, empresas de pequeno porte até R$300 mil e microempreendedores individuais até R$75 mil. Já bares, restaurantes e hotéis têm à disposição até R$1,5 milhão, além da possibilidade de financiar até R$500 mil para construção ou reforma. No campo, produtores rurais enquadrados no Programa ABC+ podem obter até R$250 mil, no caso de pequeno porte, ou até R$430 mil, para médio porte.

Os prazos para pagamento chegam até 60 meses, com possibilidade de carência de até 24 meses, permitindo que os investimentos amadureçam antes do início dos pagamentos. Com juros de 4,05% ao ano aplicável às operações de crédito destinadas a investimento fixo, podendo ser contratada com ou sem capital de giro associado ao projeto, e 4,90% ao ano para pagamento em dia, com operações destinadas a capital de giro puro.

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A iniciativa, sustentada pelo Fundo de Desenvolvimento Econômico (Fundes), criado pelo Governo do Estado através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), é instrumento estratégico para dinamizar a economia regional e incentivar práticas produtivas sustentáveis.

Segundo a presidente da Desenvolve MT, Mayran Beckman, a linha é mais do que crédito, trata-se de uma oportunidade concreta de transformar projetos em realidade e fortalecer o desenvolvimento econômico do estado.

“Com condições excepcionais e prazos que permitem o amadurecimento dos investimentos, estamos garantindo que mais negócios tenham a oportunidade de crescer, gerar empregos e investir em práticas sustentáveis. Esse é o papel da nossa agência: ser parceira de quem acredita no desenvolvimento do estado e transformar boas ideias em resultados concretos para toda a sociedade”, afirma Mayran.

Para saber mais acesse o site pelo www.desenvolve.com.br ou entre em contato pelo número (65) 3613-7900.

Fonte: Governo MT – MT

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AGRONEGÓCIOS

“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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