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Deputado propõe que governo realize concurso para intérpretes de Libras

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Projeto prevê que cada município de Mato Grosso tenha ao menos um profissional dessa área

O deputado estadual Cláudio Ferreira (PTB) apresentou um projeto de lei que autoriza o Governo do Estado a realizar concurso público para contratar tradutores e intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os profissionais devem ser contratados para atuar nos Órgãos da Administração Direta e Indireta.

Conforme o projeto, cada município de Mato Grosso deverá ter, no mínimo, um profissional dessa área. A proposta busca garantir que, até nas cidades mais distantes da Capital do Estado, as pessoas com deficiência auditiva e/ou distúrbio da linguagem, que necessitam desse serviço, tenham acesso a uma comunicação mais efetiva.

“Há um grande contingente de pessoas que, literalmente, não estão sendo ouvidas — que são as pessoas surdas. E a realização desse concurso significa garantir que essas pessoas sejam incluídas no setor produtivo, que elas possam ter condições de se relacionar e se comunicar”, justificou Cláudio Ferreira, durante a sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, nesta última quarta-feira (1º).

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“Sabemos que existem muitos municípios que não têm condições de fazer a contratação. Então, é importante que o governo do Estado, que é o ente que tem mais condições econômicas, disponibilize esses profissionais. Isso é importante para cooperar, não só com a comunidade surda, mas também com o desenvolvimento econômico das cidades”, pontuou o parlamentar.

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Max Russi denuncia “edital fechado” em licitação de OS e boicote a deputados na Secretaria de Saúde

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JB News

Presidente da ALMT revela indignação por suposto direcionamento em contratos de hospitais, cita investigação da Polícia Federal e pede intervenção imediata do governo do estado.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), denunciou a existência de editais “restritivos” desenhados, em tese, para beneficiar uma única Organização Social de Saúde (OSS), a Agir Saúde (Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde), durante fala na Sessão Ordinária nesta quarta-feira (22). E ainda citou um esquema de “porta giratória” envolvendo servidores públicos e anunciou que levará o caso ao Ministério Público Estadual (MPE).

Segundo Russi, o edital elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) foi estruturado de forma tão fechada que impossibilitou a participação de outras organizações. O resultado foi a vitória da Agir Saúde, que assumiu o Hospital Regional de Cáceres e estava prestes a vencer também a licitação do Hospital Metropolitano, em Várzea Grande.

“O edital era tão restritivo que só dava oportunidade para uma única empresa ser sagrada vencedora. Ela ganhou em Cáceres, de onde só recebo reclamações do serviço, e quase ganhou no Metropolitano, processo que acabou suspenso após intervenção do Tribunal de Contas”, afirmou o deputado. Russi destacou que a mesma empresa é alvo de operações da Polícia Federal em outros estados por desvio de dinheiro público.

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Outro ponto crítico da fala de Russi envolve um suposto conflito de interesses. O deputado, endossado pelo colega Valmir Moretto (Republicanos), denunciou que um servidor público que participou da modelagem do processo licitatório das OSs deixou o cargo no Estado para assumir uma função de alto escalão na própria empresa vencedora, com um dos maiores salários da organização.

“É no mínimo suspeito. O cidadão conduz a contratação, participa da modelagem e, após a empresa ganhar um contrato de R$ 200 milhões por ano, ele é contratado por ela. Vou encaminhar essa denúncia ao Ministério Público para que seja averiguada a conduta deste servidor”, declarou o presidente da ALMT.

APARELHAMENTO E “BOICOTE” AOS DEPUTADOS

Russi também expôs uma grave denúncia de aparelhamento político na Secretaria de Saúde. Segundo ele, há orientações internas na pasta para que demandas levadas por deputados não sejam atendidas.

“O deputado não leva demanda própria, leva o desespero de uma mãe que precisa de uma UTI. A ordem lá dentro é: ‘se for de deputado, não é para atender’. Isso é desumano. Queremos que a saúde funcione sem precisar de ninguém, mas enquanto falhar, não vamos nos calar diante do desespero da população”, desabafou.

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O presidente da ALMT ainda pediu ao presidente da CPI da Saúde, deputado estadual Wilson Santos (PSD) para que os organizadores da licitação sejam ouvidos na CPI da Saúde. Além do requerimento de informações, incluindo a lista de todos os cargos de confiança na SES-MT e quem são os responsáveis pelas indicações. E também fez um pedido direto ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), para que tome providências contra o aparelhamento político.

 

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