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Deputado Júlio Campos propõe que poderes retirem parte do duodécimo e cita grandes empresas como Amaggi, Bom Futuro, Ginco, Lotufo e Consórcio Santa Bárbara contribuam para salvar a Santa Casa de Cuiabá

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Da Redação

 

Sem interessados no leilão, Santa Casa de Cuiabá corre risco e deputado propõe união de poderes para salvar hospital histórico

Cuiabá – 11/09/2025 – O Hospital Estadual da Santa Casa de Misericórdia, instituição centenária que já salvou milhares de vidas em Cuiabá, enfrenta um momento crítico: ninguém apresentou propostas no leilão que buscava vender o patrimônio por R$ 54,7 milhões. A situação gera preocupação sobre a continuidade do atendimento público, especialmente à população da Baixada Cuiabana.

O hospital, administrado pelo governo do Estado, possui uma dívida histórica com funcionários e um prédio tombado, o que limita reformas ou modernizações de alta tecnologia. Ao mesmo tempo, o Hospital Central de Cuiabá, prestes a ser inaugurado com administração do Albert Einstein, promete novos equipamentos e estrutura moderna. Apesar disso, a população e especialistas alertam que não é viável abrir a nova unidade e fechar a Santa Casa, que mantém serviços essenciais como Oncologia Infantil, centros cirúrgicos e laboratórios de análise clínica.

Proposta do deputado Júlio Campos

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Diante da falta de interessados no leilão, o deputado Júlio Campos (União Brasil) apresentou uma proposta para unir todos os poderes e órgãos públicos na compra da Santa Casa, garantindo sua operação pelo Estado. A ideia é usar parte do duodécimo – repasses destinados a cada instituição governamental – para custear a aquisição e manutenção do hospital.

“Estamos diante de um patrimônio histórico de mais de 200 anos, que salvou milhares de vidas. Não podemos abrir o Hospital Central e fechar a Santa Casa. A proposta é que governo, Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Tribunal de Contas unam esforços e recursos para manter este hospital funcionando”, afirmou o parlamentar.

Júlio Campos também sugeriu a participação de grandes empresas locais em uma parceria público-privada, para viabilizar economicamente a continuidade do atendimento na Santa Casa. Entre os grupos mencionados estão Grupo Maj, Bom Futuro, Praenge, Maluf e Santa Laura, entre outros que atuam em Cuiabá.

O hospital já recebe cerca de R$ 20 milhões anuais do governo estadual para manutenção. Com a proposta de Campos, a gestão poderia se tornar tripartite, dividindo os custos entre Estado, Município e União. O parlamentar lembrou ainda de sua experiência à frente da Secretaria de Saúde em 1984, reforçando que a continuidade da Santa Casa é estratégica para garantir leitos e atendimento especializado à população cuiabana.

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“Não é apenas abrir 240 novos leitos no Hospital Central e fechar 248 aqui. Precisamos conservar a Santa Casa. É um patrimônio da saúde e da história de Cuiabá”, concluiu.

O leilão sem interessados e a proposta de união de poderes acenderam o debate sobre o futuro da instituição, colocando a Santa Casa de Cuiabá como prioridade na agenda pública estadual.
[09:04, 11/09/2025] Jota de Oi: Deputado Júlio Campos propõe que poderes retirem parte do duodécimo e grandes empresas como Amaggi, Lotufo, e Santa Bárbara contribuam para salvar a Santa Casa de Cuiabá”

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Wanderley Cerqueira abre investigação e condiciona decisão da Câmara à perícia oficial sobre escândalo dos áudios vazados em VG, VEJA

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Da redação

 

Crise política se agrava em várzea grande com suspeita de escuta clandestina e guerra entre poderes

A crise política em Várzea Grande se intensificou nos últimos dias e expôs um cenário de forte instabilidade institucional entre o Executivo e o Legislativo municipal. O ambiente já era considerado sensível desde o início da atual gestão, mas ganhou novos contornos após a renúncia do vice-prefeito Sebastião dos Reis, o Tião da Zaeli, e, mais recentemente, com a revelação de suspeitas de escuta clandestina dentro do gabinete da prefeita Flávia Moretti, além da circulação de áudios que passaram a repercutir nos bastidores políticos e nas redes sociais.

O episódio envolvendo o suposto monitoramento dentro da sede do Executivo elevou o nível de tensão política na cidade industrial. De acordo com informações apuradas, a prefeita acionou autoridades após identificar um objeto suspeito em seu gabinete, o que levantou a hipótese de interceptação ambiental irregular. A Polícia foi comunicada e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi chamada para analisar o material e verificar sua natureza. Até o momento, não há divulgação oficial sobre o resultado dessa análise.

Paralelamente, áudios atribuídos a interlocuções internas da gestão municipal começaram a circular amplamente, com conteúdos que mencionam tratativas políticas, possíveis articulações institucionais e críticas a membros do Legislativo. A autenticidade do material, no entanto, ainda não foi confirmada por órgãos oficiais, nem há identificação formal dos autores das gravações.

Diante da repercussão, a Câmara Municipal convocou uma coletiva de imprensa para tratar do caso. O presidente do Legislativo, Vanderley Cerqueira, afirmou que a Casa irá instaurar procedimento para solicitar perícia técnica nos áudios antes de qualquer deliberação.

“Nós vamos pedir uma perícia técnica nesses áudios, até para ter a comprovação de forma correta e verdadeira. A gente precisa ter responsabilidade para não acusar ninguém injustamente”, declarou.

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O presidente também ressaltou, logo no início da coletiva, a necessidade de cautela por parte de agentes públicos diante da repercussão do caso. “A gente sendo pessoa pública, tem que medir as palavras. Esses áudios já estão circulando, mas nós vamos agir com responsabilidade”, afirmou.

Questionado sobre denúncias envolvendo suposta oferta de vantagens indevidas, o presidente afirmou que teve conhecimento apenas por meio da imprensa e que não há, até o momento, registro formal na Câmara.

“Eu tomei conhecimento pela imprensa. Não chegou nada oficialmente até a Casa”, disse.

Ao ser perguntado sobre possíveis providências antes da conclusão da perícia, Vanderley Cerqueira reforçou que a Câmara não irá se antecipar. “Nós queremos a veracidade dos áudios para tomar uma posição. Sem perícia, não podemos agir.”

Sobre a origem das gravações, o presidente afirmou não haver elementos técnicos que confirmem se o conteúdo foi obtido por meio de escuta no gabinete da prefeita ou em outro ambiente. “Só a perícia pode esclarecer isso”, pontuou.

Em relação à possibilidade de medidas administrativas ou políticas mais severas, como eventual processo de cassação, o presidente destacou que qualquer decisão dependerá da confirmação dos fatos e do devido processo legal. “Isso depende da Justiça. Primeiro precisamos da veracidade para depois tomar uma posição”, declarou.

Durante a coletiva, também foram abordadas falas atribuídas à prefeita que mencionariam articulações políticas envolvendo vereadores. O presidente reiterou que não é possível confirmar a autoria sem análise técnica. “Precisamos comprovar de quem é a fala antes de qualquer julgamento.”

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Sobre o teor dos áudios que circulam, afirmou que, caso sejam confirmados, o conteúdo é considerado grave. “Se aquilo for verdade, é muito grave e precisa ser tratado com responsabilidade”, disse.

Questionado sobre a relação entre os poderes, Vanderley Cerqueira afirmou que a Câmara mantém sua atuação institucional e que não há impedimentos na tramitação de projetos. “A Câmara tem aprovado os projetos do Executivo. Não há impedimento nas votações”, declarou.

Ao abordar as acusações envolvendo possíveis negociações políticas dentro do Legislativo, afirmou que não há confirmação oficial e que cada parlamentar responde individualmente por suas condutas. “Cada um responde por si”, disse.

O presidente também destacou que, após a conclusão da perícia, os vereadores deverão se reunir para definir os encaminhamentos. “No momento em que tivermos a perícia, vamos reunir os vereadores e tomar uma decisão com base em fatos concretos”, afirmou.

Até o momento, não há confirmação pública sobre a abertura de inquérito específico para investigar o conteúdo dos áudios. A análise do suposto dispositivo encontrado no gabinete da prefeita segue sob responsabilidade técnica da Politec, que deverá indicar se houve, de fato, interceptação irregular.

Caso seja constatada a existência de escuta clandestina, o caso poderá ser encaminhado para investigação criminal. Por outro lado, se os áudios não tiverem autenticidade comprovada, a apuração poderá avançar para eventual responsabilização pela produção ou disseminação de conteúdo falso.

O caso permanece em apuração e depende dos resultados técnicos para definição de eventuais medidas administrativas ou judiciais.

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