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Delegado Claudinei reitera cobrança por ações efetivas do Estado contra guerra de facções em MT

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Por ser delegado de Polícia Civil, o deputado tem se preocupado com a violência principalmente em Cáceres e Sorriso.

A violência e o número de homicídios em Mato Grosso aumentaram em 2022. Por ter 20 anos no combate ao crime dentro da Polícia Civil, o deputado estadual Delegado Claudinei (PL) cobrou, mais uma vez, ações do governo do estado para efetivamente diminuir esses números alarmantes.

“O nosso secretário de segurança pública, a diretoria da Polícia Civil, e o nosso delegado-geral não tomam providências. Não é porque eu sou da Polícia Civil que eu vou defender. Dá pra montar uma equipe de 30, 40 policiais e fazer uma força-tarefa e mandar pra Cáceres, Sorriso e Rondonópolis. Bater de frente com esses bandidos, com esses assassinos. Porque não estão morrendo só bandidos, estão morrendo inocentes nessas guerras”, declarou o deputado.

Em duas Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp) a situação está mais crítica. Na região de fronteira, tendo como polo o município de Cáceres (225 km de Cuiabá), o aumento foi de 87%. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), nos seis primeiros meses deste ano, já são 43 homicídios na região, contra 23 de 2021.

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A cidade de Sorriso (420 km de Cuiabá) é outra que tem sofrido com a violência nos últimos dias. O município puxou a Risp de Sinop, região que nos sete primeiros meses do ano registrou 61 homicídios, diante de 44 no mesmo período do ano anterior, um aumento de 39%. Somente em julho foram registrados 11 homicídios em Sorriso.

Nesta quarta-feira, o Delegado Claudinei apresentou requerimento na sessão plenária na Assembleia Legislativa para informações ao governo do estado a respeito desses índices de homicídios em Mato Grosso.

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Piveta lança programa de 60 mil casas e incentivo a emprego para meninas a partir dos 14 anos como estratégia para conter a escalada da violência contra mulher em MT

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por Nayara Cristina

O Governo de Mato Grosso lançou nesta sexta-feira, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, o programa Mato Grosso em Defesa das Mulheres, apresentado pelo governador em exercício, Otaviano Piveta, como uma resposta institucional à escalada da violência doméstica e dos feminicídios no estado. O pacote prevê ampliação da rede de proteção, alcance social em até 60 mil lares e ações de inclusão que, segundo o governo, passam também pelo estímulo à qualificação e ao ingresso protegido de adolescentes no mercado de trabalho a partir dos 14 anos. No discurso, Piveta reconheceu que o problema exige reação urgente e afirmou que o Estado precisa agir antes que a violência chegue ao desfecho extremo.  

O lançamento ocorre em um momento em que Mato Grosso segue sob pressão pelos indicadores de violência letal contra mulheres. Os números mostram que o estado saiu de 47 feminicídios em 2022, caiu levemente para 46 em 2023, voltou a subir para 47 em 2024 e saltou para 53 em 2025, numa alta de 13% de um ano para o outro. A própria Polícia Civil mato-grossense afirma, em relatório oficial, que o quadro permanece “elevado e relativamente estável”, o que demonstra que a resposta meramente punitiva não tem sido suficiente para conter o fenômeno.  

A dimensão do problema também aparece na série mais ampla do estado. Entre janeiro de 2019 e junho de 2024, Mato Grosso somou 257 vítimas de feminicídio em 82 dos 142 municípios, segundo dados do Observatório da Segurança Pública citados pelo Tribunal de Justiça. Nesse recorte, Cuiabá liderava com 20 casos, seguida por Rondonópolis, com 16, e por Sinop e Sorriso, com 15 cada. O dado mostra que o feminicídio não está restrito a um único polo urbano, mas espalhado por praticamente todo o território mato-grossense.  

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Quando se observa a violência que antecede o feminicídio, o retrato também é grave. Dados oficiais da Sesp mostram que, em Mato Grosso, as ocorrências com vítimas femininas de 18 a 59 anos registraram 19.103 casos de ameaça em 2023 e 19.018 em 2024, mantendo o crime em patamar extremamente alto. No mesmo período, houve 10.225 registros de lesão corporal em 2023 e 9.287 em 2024. Já os casos de perseguição, o chamado stalking, subiram de 1.765 para 2.221, alta de 26%. O descumprimento de medidas protetivas passou de 1.688 para 1.956, crescimento de 16%. E os registros de violência psicológica enquadrados como dano emocional saltaram de 1.296 para 2.151, aumento de 66%. Também houve avanço nas tentativas de feminicídio, que passaram de 59 para 66 casos, uma elevação de 12%.  

Os relatórios das forças de segurança deixam claro que a maior parte dessa violência continua nascendo dentro de casa. Em 2024, 83% dos feminicídios em Mato Grosso ocorreram no ambiente doméstico, segundo a Polícia Civil. No mesmo ano, o estado registrou 47 feminicídios e a instituição informou ter esclarecido 100% dos casos, com identificação de 49 autores, já que em duas ocorrências houve dupla autoria. Ainda assim, o próprio sistema reconhece que prender e investigar, sozinhos, não têm sido capazes de frear a repetição desses crimes.  

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No plano nacional, Mato Grosso segue aparecendo entre os estados mais violentos para mulheres em termos proporcionais. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que o estado teve, em 2023, a maior taxa do país, com 2,5 feminicídios por 100 mil mulheres. Em 2024, Mato Grosso registrou 47 casos, um a mais que no ano anterior, e manteve a maior taxa nacional, empatado com Mato Grosso do Sul, também com 2,5 por 100 mil mulheres. Já no retrato nacional de 2025, o estado voltou a figurar entre as piores taxas, com 2,7 por 100 mil, atrás apenas de Acre e Rondônia.  

Veja :

Onde buscar ajuda em Mato Grosso

Mulheres em situação de violência ou risco podem procurar ajuda imediata pelos seguintes canais:

  • 190 – Polícia Militar (emergência imediata)
  • 197 – Polícia Civil (denúncias e registro de ocorrência)
  • 180 – Central de Atendimento à Mulher (funciona 24 horas, ligação gratuita, orientação e denúncia)  
  • 193 – Corpo de Bombeiros (situações de urgência e resgate)

No estado, também há atendimento especializado por meio da Polícia Civil de Mato Grosso, com Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher (DEDMs) em cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, além de núcleos de atendimento em diversas regiões.

As vítimas também podem buscar apoio em:

  • Centros de Referência de Assistência Social (CRAS)
  • Centros Especializados de Atendimento à Mulher
  • Defensoria Pública do Estado
  • Casas de acolhimento e abrigos sigilosos
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