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Curso capacitará profissionais do Susp em segurança da mulher turista

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Brasília, 05/06/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), lançou, nesta quinta-feira (5), o curso O Papel do Profissional do Susp na Proteção da Mulher Turista.

A formação, com 60 h/a e na modalidade a distância, vai capacitar os profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) para o atendimento à mulher turista para assegurar direitos e garantir a segurança, a acolhida e o respeito na estadia em destinos turísticos brasileiros.

A capacitação faz parte do acordo de cooperação técnica assinado entre o MJSP e a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), em agosto de 2024.

“Queremos garantir maior preparo na proteção a mulheres que estejam fazendo turismo pelo País, sejam elas estrangeiras ou brasileiras. O curso vai contribuir para o atendimento mais humanizado e assertivo das necessidades das mulheres turistas”, destacou a diretora de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Michele dos Ramos.

Programação

O curso será dividido em quatro módulos, que abordarão o setor do turismo, direito das mulheres, técnicas de entrevista investigativa e a relação entre segurança e turismo, respectivamente.

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Além disso, serão repassadas orientações relacionadas a temas como transporte seguro, informação e orientação, treinamento de profissionais do setor, promoção de destinos seguros para mulheres e parcerias com organizações locais. Veja algumas questões específicas para esse público:

– É fundamental garantir que os transportes público e privado sejam seguros para as mulheres turistas. Isso pode incluir a implementação de medidas de segurança, como câmeras, presença de funcionários e sistemas de comunicação eficazes

– Fornecer informações claras e precisas sobre a segurança do destino, incluindo áreas a serem evitadas e números de emergência, pode ajudar as mulheres a se sentirem mais seguras. Além disso, oferecer orientação sobre comportamentos seguros e práticas de viagem pode ser útil

– É importante fornecer treinamento adequado para profissionais do setor turístico, como funcionários de hotéis, guias turísticos e motoristas de táxi, sobre como lidar com situações de segurança e como oferecer um ambiente acolhedor e seguro para mulheres

– Por meio de campanhas de marketing e promoção, os destinos podem destacar suas medidas de segurança específicas para mulheres. Isso pode atrair ainda mais viajantes, aumentando o número de visitantes e beneficiando a economia local

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– Trabalhar em parceria com organizações locais que promovam a segurança e os direitos das mulheres pode ser uma estratégia eficaz. Essas organizações podem oferecer informações e apoio às turistas, além de ajudar a identificar áreas de melhoria em termos de segurança

Matrículas

As matrículas estão abertas na Rede EaD Senasp. Para participar, o profissional interessado precisa ter cadastro na Plataforma Sinesp do MJSP.

Após inscrição, o aluno terá até 60 dias para concluir o curso. O prazo mínimo necessário para certificação dos usuários que obtiverem nota mínima de 70 pontos será de 7 dias.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Operação Dupla Cena desmonta associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas

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Florianópolis, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), participou da Operação Dupla Cena, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC).

A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa voltada à prática de estelionato mediante fraudes eletrônicas, principalmente por meio do uso de redes sociais.

A Operação Dupla Cena conta com o suporte operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), que colaborou na deflagração de 18 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Fortaleza, Canindé, Sobral e Caucaia.

“A operação envia um recado claro: o ambiente digital não é terra sem lei, e a distância geográfica não serve mais de escudo para a impunidade. Ao atingir simultaneamente o mentor intelectual e a rede de “conteiros” no Ceará, não estamos apenas solucionando um estelionato ocorrido em Santa Catarina, mas desmantelando uma engrenagem sofisticada de prejuízos sociais por meio da integração estratégica com o Ciberlab”, afirma o delegado da PCSC, Osmar Carraro.

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Modus operandi

As investigações tiveram início após uma fraude perpetrada contra uma lotérica em Florianópolis, que resultou em um prejuízo de R$ 114 mil. O grupo criminoso utilizava redes sociais para atrair vítimas com falsas promessas de prêmios em dinheiro. No caso, a vítima foi induzida a ir até uma lotérica e a entregar o telefone à atendente.

Do outro lado da linha, um criminoso, passando-se pelo patrão da cliente, persuadiu a funcionária a realizar diversos depósitos em contas digitais, sob a promessa de que o acerto financeiro seria feito ao final dos procedimentos.

Alvos e prisões

Entre os alvos presos hoje está o “Mentor Intelectual”, identificado como o chefe do esquema e responsável pela coordenação do grupo no Ceará. Também foram presos outros 17 “conteiros”, indivíduos recrutados (coautores) para ceder contas bancárias, permitindo o recebimento e a rápida dispersão dos valores subtraídos das vítimas.

O objetivo central é paralisar as atividades criminosas do grupo com base em Fortaleza. A operação visa prender quem executa a ligação, bem como responsabilizar o autor intelectual e impedir que o grupo continue utilizando redes sociais para atrair novas vítimas.

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Tipificação penal

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), associação criminosa (Art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98), cujas penas, quando somadas, podem atingir até 21 anos de reclusão e multa.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública ressalta a importância da integração entre as forças policiais estaduais para o combate eficaz ao crime cibernético, demonstrando que a distância geográfica entre criminosos e vítimas não garante mais a impunidade no ambiente digital.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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