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Consultoria Jurídica promove capacitação sobre Marco Legal de CT&I

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A Consultoria Jurídica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (CONJUR/MCTI) promoveu, no final de 2024 e no início de 2025, de forma remota, duas edições do “Curso Básico do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I)”, com o objetivo de esclarecer a legislação vigente, principalmente a Lei de Inovação, abordando conceitos legais, possibilidades de parcerias entre governo-ICT-empresa, propriedade intelectual, papéis dos atores públicos e privados, transmitindo os conhecimentos necessários, de forma simples, didática e prática. A iniciativa capacitou servidores da Administração Central do MCTI e das Unidades de Pesquisa, reforçando a importância do marco legal para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. A primeira turma contou com 85 participantes e a segunda com 110 participantes.

Segundo o Consultor Jurídico do MCTI, Leopoldo Gomes Muraro, dois pontos do curso foram destaques. “O primeiro, relacionado à capacitação de quase 200 servidores e colaboradores que atuam no MCTI e nas Unidades de Pesquisa sobre o Marco Legal que rege as atividades nas quais eles atuam cotidianamente: a legislação sobre ciência, tecnologia e inovação”, disse.

O consultor jurídico complementou que atualmente as pessoas que atuam no MCTI conhecem a legislação que rege as atividades de C&TI. “O segundo ponto foi a interação entre os participantes do curso, que gerou sinergia e compartilhamento de conhecimentos e contatos, fortalecendo os laços internos em nossa instituição”, pontuou.

Temas dos encontros

PARTICIPAÇÃO DAS UNIDADES NO CURSO BÁSICO DO MARCO LEGAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
PARTICIPAÇÃO DAS UNIDADES NO CURSO BÁSICO DO MARCO LEGAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
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O curso abordou temas fundamentais do Marco Legal de CT&I, com foco na aplicabilidade prática do cotidiano vivenciado pelas instituições. Os módulos debateram desde a introdução teórica do Marco Legal de CT&I até tópicos mais avançados como elaboração de políticas de inovação, relação das ICTs com as Fundações de Apoio, Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), compras públicas para inovação, formalização de instrumentos jurídicos, constituição de alianças estratégicas, bem como a efetivação da prestação de contas simplificada prevista na Lei de Inovação (Lei nº 10.973/2004).

As aulas foram ministradas por instrutores altamente qualificados, com larga experiência em seus campos de atuação, sendo em sua maioria, titulares ou ex-titulares de Consultorias ou Procuradorias Jurídicas, como o Procurador Federal e Consultor Jurídico da pasta, Leopoldo Gomes Muraro; a Procuradora-Chefe junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Sheila Bacellar; o Procurador-Chefe junto ao Instituto Federal do Ceará (IF-CE), Tarcísio Bessa; a Procuradora-Chefe junto à Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), Diana Azin; e o Procurador Federal e ex-Consultor Jurídico junto ao Ministério da Educação (MEC), Saulo Pinheiro.

Os encontros contaram ainda com outros dois palestrantes que também se destacam por seus currículos altamente especializados: Juliana Crepalde, doutora em Inovação Tecnológica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 41 títulos de produção bibliográfica; e Rafael Fássio, doutor em Direito Administrativo pela Universidade de São Paulo (USP) e Procurador do Estado de São Paulo, atuante na área de Ciência, Tecnologia e Inovação. O perfil dos instrutores favoreceu um aprendizado abrangente e alinhado às necessidades do setor.

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Avaliação

O impacto positivo do curso reflete o compromisso do MCTI em qualificar o corpo funcional e estimular a modernização das práticas em CT&I. Os participantes elogiaram a pertinência do conteúdo e a relevância dos temas, que contribuíram para ampliar seus conhecimentos e melhorar sua atuação profissional.

A diretora-geral do Centro de Tecnologia Renato Archer, Juliana Daguano, afirmou que o curso trouxe um olhar atento das possibilidades a serem exploradas dentro das Unidades de Pesquisa, mesmo com todos os entraves jurídicos que regem nossa atuação.

“Isso é um acalento para qualquer gestor público, porque nos mostra que é possível vivenciar a Inovação, possibilitando que nossas instituições atinjam outro patamar de entrega à sociedade. O corpo docente foi excepcional, com múltiplas vivências, que enriqueceram ainda mais o curso”, pontuou a diretora da unidade vinculada do MCTI.  

Diante dos resultados positivos, a CONJUR/MCTI pretende realizar a capacitação contínua de servidores e colaboradores que atuam no âmbito da pasta oferecendo novas turmas e módulos avançados para explorar novos temas e atender a demandas específicas levantadas pelos participantes do curso nas aulas de conclusão.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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